Ângela - Chely - Barbosa Machado - é Psicopedagoga e Professora de Idiomas. Mora atualmente na cidade de Elda - Alicante – Espanha.
20 de agosto de 2016 | Chely Machado

MODA: Integração ou Exclusão?

Sob meu ponto de vista, estas são algumas perguntas que devemos responder antes de adotar um “look”...

Embora as Estações nos Hemisférios não coincidam, há uma coisa que SIM: A moda, as tendências, o “movimento” dos estilos e os conceitos de o quê e como vestir, impostos para cada estação ou temporada; que terminam sendo os mesmos em qualquer lugar, se bem que na Europa, ou no Hemisfério Norte, chega antes, ou melhor, que é de onde, geralmente, saem os “gritos” de estilos, modas e modismos, e depois no Hemisfério Sul, terminamos todos vestindo igual, ainda que em diferentes épocas do ano, e adquirindo gostos e “vestires” semelhantes, com ligeiras adaptações dependendo do clima.

 

A preocupação por estar sempre na moda é igual em todo lugar, e especialmente nós, mulheres, somos o meio, canal ou instrumento efetivo e eficaz, para espalhar e, de certa forma, “impor” essas tendências; somos o mercado mais favorecedor e produtivo para que aquilo que os estilistas criam e decidem que devemos usar se espalhe e arraigue pelo mundo afora, e (SOCORRO!) voltamos a vestir inclusive aquilo que já passou de moda, que achamos horrível, ridículo, “demodê”, fazendo que volte a estar no auge e tenha novamente a evidência ou mais que antes, de tal forma que quem não usa está por fora, e é considerado dissidente e visto como um E.T. que não se adapta nem se identifica com a massa, as tribos, a sociedade em geral.

 

Simmel, sociólogo alemão do século XIX, considerou que a moda nada mais é que uma simples ferramenta, de identificação ou identidade, e que aqueles que a seguem e a utilizam o fazem para ver-se livres da necessidade de escolher, de tomar decisões, já que aderindo as tendências pode considerar-se parte de um grupo, sociedade ou tribo com mais facilidade, identificando-se assim com ela, como uma necessidade social.

 

É interessante como a propagação de uma tendência da (e na) moda desemboca necessariamente no seu fracasso uma vez ‘imposta’, pois ao tornar-se elemento “igualador” ou inclusivo, também se torna um elemento de exclusão por parte (de e) para aqueles que não a aderem. Toda moda amplamente aceita por uma GRANDE maioria (poucos são os que dizem NÃO, e não se “igualam” sem temer serem vistos como seres estranhos, tomando em conta a diferença de gostos, de clima, cultura etc.), perde seu atrativo tão imediatamente quanto e quando deixa de ser um elemento “diferenciador” para tornar-se elemento “igualador”, identificador.

 

Agora, a contra posto, passa a ser diferente QUEM NÃO ESTÁ NA MODA! Em vez de quem a segue. Mas eu sempre questionei (e não sou aversa, nem avessa à moda, de jeito nenhum! Só sigo alguns critérios) se tudo que está na moda, e que é tendência, convêm, me favorece, é elegante, está de acordo com a minha realidade, é apropriado ou adequado. Sou das que defende que a elegância (oposta radical e absolutamente da vulgaridade!!!) e o bom senso são os principais FILTROS que devem prevalecer na hora de decidir se aderimos ou não a uma moda ou tendência. Algumas perguntas são claves para isso: É elegante? Me favorece (no físico, idade, cultura)? É adequado (para o lugar que vou, o ambiente que frequento, onde trabalho e moro)? É conveniente e compatível (com minha profissão, o cargo que ocupo, o clima etc.)? É cômodo e confortável? É acessível? Vou realmente usar ou não vou ter coragem depois de ‘adquirir’?

 

Sob meu ponto de vista, estas são algumas perguntas que devemos responder antes de adotar um “look” que, muitas vezes, fica lindo nas passarelas, nas revistas e no corpo de algumas pessoas que conhecemos, mas, que não nos favorecerão de forma alguma.

O que nunca deve sair de moda, sem dúvida, é a ELEGÂNCIA, sobre tudo nas atitudes e no comportamento!
19 de julho de 2016 | Chely Machado

O que pensamos vs. o que pensam os outros

Faz falta sair da "caixinha" que nos limita, oprime e condiciona para ver-nos com bons e reais olhos...

É “interessante” a cultura que se tem implantado e conservado na nossa sociedade até hoje, a de dar valor, ouvidos e importância à opinião dos outros a nosso respeito. Vivemos pendentes do que pensam e dizem sobre nós, mas muito mais do que o que NOS dizem, nos interessa aquilo que NÃO tem coragem de nos dizer, mas dizem por aí, o que falam e opinam às nossas costas, o que pensam e comentam, não na nossa cara, mas o que não tem coragem de dizer-nos pessoalmente.

 

E essa dúvida nos consome, essa “ignorância” quanto aos conceitos e opiniões alheios nos tortura, porque fomos criados, educados e condicionados a suprir as expectativas dos outros e a manter as (boas) aparências, com aquela frasezinha: ‘O quê vão pensar/dizer quando/se souberem?’ E assim nascemos, crescemos (e nos multiplicamos) nesse condicionamento, nessa pendência constante.

 

Um dia desses a postura de um conhecido fez-me refletir sobre o assunto, quando se indignou com alguém que havia publicado fotos de um acontecimento, nas quais ele estava (divertindo-se muito), mas fulana e sicrano não porque não haviam sido convidados, e disse-me indignadíssimo: Enquanto eles não souberem o que eu fiz e onde nem com quem estive, não tem problema! Eu não quero que saibam por que, o que vão pensar quando souberem que não os convidamos?

 

Parece bobagem, mas é o vivo retrato do que nós vivemos quase todo dia! Este episódio reflete abertamente o como e o quanto vivemos de aparência, fingindo fazer, ou não fazer, ter ido, ou não, pendentes do que vão pensar “SE”... Então estamos o tempo todo conferindo as redes sociais, perguntando aos outros o quê os demais acharam, pensaram, disseram, e pior, conjeturamos na nossa cabeça o tempo todo e esquecemos do mais importante, e do principal: O que eu acho, penso, opino de mim mesmo? Estou à vontade com quem eu sou, com o que faço, da maneira que vivo? Quando isso se torna nossa prioridade e se estende,  APENAS, à opinião daqueles que fazem parte da nossa vida diária e reduzido e fechado círculo, como família presente e amigos bem chegados, nos liberamos e libertamos desse peso escravizante da opinião alheia, e passa a prevalecer e relevar o que EU acho de mim, o que eu sinto e como me sinto, e não há nada mais favorecedor para o bem estar físico e emocional e a autoestima que amar-se, aceitar-se, gostar-se como se é, e ter um real, autêntico e bom conceito sobre si mesmo.

 

OLHO! Bom, correto, verdadeiro, equilibrado e REAL conceito. Não quero dizer “SE ACHAR” (deixemos, pois, que os outros NOS ACHEM) porque a autoconfiança e um bom conceito de si mesmo,  uma equilibrada auto estima, INCOMODA (e muito!) aos que não a tem, e tem gente que se dói, se incomoda e se molesta com isso; mas, e daí?  E que se incomodem! Sob meu ponto de vista, o que vale e o que importa é exatamente isso, e é o que deve prevalecer: O MEU (SEU) PONTO DE VISTA sobre nós (você, eu) mesmos. Como me vejo, o que opino sobre mim, o que sou e quero ser.

 

Faz falta sair da "caixinha" que nos limita, oprime e condiciona para ver-nos com bons e reais olhos. “É necessário sair da ilha para poder ver a ilha...”, e quando passamos a aceitar-nos como somos, com qualidades e defeitos mas, acima de tudo, NÓS MESMOS, AUTÊNTICOS E ÚNICOS, a opinião alheia perde total e absolutamente a relevância, e já não necessitamos mais fingir nem dissimular ser o que não somos e abrimos a porta para a realização e a felicidade que, sem dúvidas, sob meu ponto de vista, começa com a autoaceitação e uma correta opinião (nossa) sobre nós mesmos.

21 de junho de 2016 | Chely Machado

Sobre recomeços

E as mudanças vêm! Abrem-se portas, escancaram-se portões, e as oportunidades surgem.

Não conseguia imaginar o que eu sentiria depois disso, nem o que eu sentiria depois de um mês ou um ano, mas eu sabia que haveria uma mudança, uma grande mudança em mim, nos meus sonhos, planos e conceitos, nos meus hábitos e, na minha vida.

 

Os ares, os rumos, os objetivos, até mesmo a minha cabeça, tudo isso estava prestes a passar por uma grande mudança. Quando somos muito jovens não percebemos, nem mesmo desejamos mudar, mas a verdade é que mudamos o tempo todo. Quando ficamos mais velhos, almejamos essas mudanças e não as tememos mais. Tornamo-nos conscientes de que são necessárias e inevitáveis.

 

Não sei os outros, mas eu olho para trás e penso: Meu Deus! Que boba que eu fui! Que imatura era! Mas hoje, mais velha, vejo que tudo, tudo isso foi necessário e vital para que eu chegasse aonde estou hoje, e chegasse a ser quem eu sou agora. Cabe a cada um escolher ser melhor ou pior depois dessas mudanças bruscas na sua vida. As experiências, positivas e negativas, têm o poder de transformar-nos e nós decidimos ser em alguém melhor ou pior.

 

O nosso amadurecimento se deve ao que vivemos, a cada situação e experiência, a cada vivência. No momento de tudo estar acontecendo, lembro muito bem, não conseguia imaginar o destino a que tudo iria me levar. E na verdade poucos são os que, nos momentos críticos da vida, têm a frieza e a capacidade de ver além da dor, da decepção e frustração. É realmente difícil ter uma perspectiva de mudança positiva, especialmente diante de uma separação, seja esta qual for. O que vale mesmo nessas horas é agarrar-se aos sonhos, às esperanças, e aos amigos, aos verdadeiros, àqueles que só se revelam autênticos nessas horas, de dor, de separação, de decepções. Eles e a família são os únicos que são capazes (e autorizados) a cuidar das nossas feridas. São eles os que nos fazem, pouco a pouco, com paciência, e muito tato, ver o lado bom, a parte positiva desses momentos, e são eles, e somente eles, os que merecem a realização da nossa superação, pois quem está bem amparado é mais capaz de levantar-se, erguer a cabeça e firmar os passos e o coração, só quem conta com esse apoio incondicional está apto a levantar-se e seguir adiante vendo o lado positivo da dor, da perda, da ausência.

 

E as mudanças vêm! Abrem-se portas, escancaram-se portões, e as oportunidades surgem. Oportunidades de mudanças, de crescimento, de aprendizado. Oportunidades que só aparecem uma vez na vida, e que nos dão a chance de agarrar-nos às possibilidades que gerarão mudanças positivas. Assusta? Sem dúvida. A mudança sempre atemoriza. A final, o que pode acontecer? Pode dar certo ou não! Mas certamente as mudanças são sempre positivas. Mas não falo só de mudanças geográficas, nem mudanças físicas, refiro-me a mudanças emocionais. Crescimento, sabe? Maturidade, evolução da forma de pensar e de ver o mundo. Essas mudanças também podem/devem acontecer na cabeça/coração de quem permanece aí, de quem ficou. Estagnar-se não constrói, não soma, não acrescenta, não proporciona nada de positivo; arriscar-se, SIM! Lembro-me hoje do sentimento de incerteza que me invadiu quando tudo aconteceu. E hoje vejo que valeu a pena! Tudo, tudo absolutamente tudo vale a pena. Como bem disse Fernando Pessoa: ”Tudo vale a pena se a alma não é pequena” (e hoje eu sei que a minha não o é). E quem corta as asas ou as expande e fortalece somos nós.

 

Não importam muito as mudanças geográficas, nem muito menos as físicas. Importam sempre e são imprescindíveis as mudanças da alma! Então, hoje eu digo: OBRIGADA! E repito que só desejo o melhor para todos aqueles que de certa forma me obrigaram a voar. E Obrigadíssima eternamente àqueles que estenderam os braços para ajudar-me a levantar o voo. As mudanças sempre, sejam quais forem, SEMPRE podem ser positivas. Somos nós, e só nós, quem decidimos se o serão ou não, e os amigos e família que estão sempre aí com a rede estendida para te amparar, caso o voo não dê certo. O meu deu! E o seu?

 

*Nesta edição, saí um pouco do estilo da coluna para colocar um trecho de um dos capítulos da “Autobiografia” que estou escrevendo, a pedido de uma amiga. Este trecho é crucial no Capítulo que se refere às mudanças.

16 de março de 2016 | Chely Machado

Dia Internacional da Mulher

Porque TODOS OS DIAS SÃO NOSSOS! Ou deveriam ser...

“Muito recentemente, a propaganda de televisão de uma grande marca mundial de automóveis tentava vender seu produto ilustrando a mudança do papel social da mulher. Uma jovem com trajes de executiva chegava em casa após um dia de trabalho e cumprimentava seu marido, o qual estava ocupado preparando a refeição da família. Para surpresa desse homem, que “comandava” a cozinha e cuidava de suas filhas, sua esposa o presentearia com um carro novo. A partir dessa cena, rapidamente aqui descrita, pode surgir a seguinte pergunta: esse comercial faria sentido décadas atrás? Certamente que não. Contudo, essa resposta carece de uma explicação menos simplista, e requer uma maior compreensão do que se chama de questões de gênero e papéis sociais”. - Trecho de um artigo d Revista Brasil Escola, por Paulo Silvino Ribeiro.

Há algum tempo que se apregoa a “IGUALDADE DA MULHER”, declarando que os homens e as mulheres são iguais em direitos e deveres, em valor e honra, em reivindicações e responsabilidades, em papéis e funções. Em alguns lugares esses direitos são institucionalizados e garantidos/defendidos pela sua legislação, enquanto que em outros são suprimidos, ignorados e desrespeitados. Mas, falando a verdade, qual é a realidade da mulher brasileira? Até onde essa igualdade é real? Dias atrás, num programa de TV voltado “especialmente à mulher de hoje”, da TVE (Televisión Española), em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, debateu-se sobre “até onde essa igualdade é uma realidade na sociedade europeia” (e pergunto eu: E na brasileira?). Uma das “provas” de que isso é (ainda) uma utopia é a chamada ”taxa rosa”, que nada mais é que um acréscimo de 11% em produtos destinados à mulher. O mesmo barbeador, só por ser específico para mulheres e ser rosa, é 11% mais caro que o que o homem utiliza; o mesmo ocorre com os cremes de grandes marcas, ou de marcas brancas, que têm a mesma composição, por estarem destinados às mulheres são mais caros. E nós, alheias a essa “desigualdade discriminatória”, pagamos a diferença sem questionar nem reclamar.

 

Outro sinal dessa gritante desigualdade, que contraria e ofende a pseudo (fajuta) igualdade, é a diferença absurda (de quase 40% em algumas empresas) entre os salários do homem e da mulher, independentemente que exerçam a mesma função, ocupem o mesmo cargo e realizem o mesmo trabalho (sendo que é comprovado que a mulher sempre trabalha e produz mais!) mas que na hora do pagamento essa (absurda, ridícula e injusta) desigualdade aparece nas folhas e contracheques, como prova irrefutável de que a igualdade não existe.

 

Poderia citar uma série de situações e circunstâncias em que essa tão pregada e declarada IGUALDADE DE GÊNEROS falha, denigre e ofende o valor daquela que é a matriz da sociedade, da humanidade, e diminui o valor e os direitos de nós, mulheres, pelo mundo afora. Sem nenhuma intenção de fazer aqui um discurso feminista, reconhecendo as diferenças que existem entre os gêneros, apenas tenho o intuito de, em homenagem à mulher - apenas recordada e homenageada no dia 8 de Março - questionar se a realidade não é bem oposta e díspar daquilo que, na sociedade moderna, se apregoa como REAL E EFICAZ.

 

Até que ponto, mulheres, a culpa é nossa? Até onde somos coniventes e passivas diante dessas pequenas desigualdades? Sob meu ponto de vista ainda há muito a ser conquistado para que as mulheres sejamos respeitadas e tratadas com a dignidade, valor e honra que merecemos, sob o mesmo parâmetro dos homens, lembrando que a responsabilidade disso assim acontecer também é nossa!

 

Feliz dia, todos os dias, mulheres de valor!

12 de fevereiro de 2016 | Chely Machado

Dicas para o bom uso das redes sociais

Utilize as redes sociais para comunicar-se, interagir, divertir-se, aprender, fazer bem a alguém.

1 - Somos livres para selecionar a PRIVACIDADE da rede que usamos. Existe uma ferramenta que nos permite escolher QUEM tem acesso ao que publicamos, às nossas informações. Não podemos queixar-nos de que certas coisas e informações estejam na “boca” de todo mundo se não somos seletivos em quanto às pessoas que fazem parte do nosso “círculo tecnossocial”.

 

2 - Somos livres para convidar e aceitar convites de pessoas que queremos que tenham acesso à rede social que utilizamos. Rejeitar quem quer “bisbilhotar” não só é um direito, senão um bom sinal de bom senso e respeito pela própria privacidade.

 

3 - LIKE não dá dinheiro a ninguém. Essa história de publicar, compartilhar e difundir fotos de pessoas moribundas, doentes, deformadas e dizer que “quantos mais LIKEs mais dinheiro vai arrecadar-se” para ajudar a fulaninho, é totalmente mentira! É melhor procurar um órgão sério que esteja envolvido em causas humanitárias.

 

4 - É muito perigoso julgar alguém e tirar conclusões pelo que se lê em uma rede social, ou pelo que esta pessoa compartilha; pior ainda, influenciar outras pessoas a pensarem e julgarem igual a você, por aquilo que você leu e concluiu.

 

5 - Não insista, não force ninguém a aceitá-lo como “amigo”. Se convidou, passou um tempo considerável, e essa pessoa não lhe adicionou, respeite. Não fique mandando mensagens Inbox para constranger a pessoa a aceitá-lo! Não é todo mundo que “coleciona” nomes no listado de amigos.

 

6 - Se convidou alguém e foi aceito, interaja com essa pessoa! Curta, comente, dê um OI, pelo menos de vez em quando.

 

7 - Responda sempre as mensagens, seja por Whatsapp, mensagem do Facebook etc., a menos que você queira deixar bem claro que não quer contato com essa pessoa. Ao bom entendedor...

 

8 - Dê  preferência a PALAVRAS. É deselegante responder sempre com um emoticom. As palavras expressam muito bem o que se pretende transmitir, e os bonequinhos devem ser utilizados para reforçar as palavras, nunca para substituí-las. Palavras e emoticons são a combinação perfeita para transmitir de forma completa uma mensagem.

 

9 - Excluiu e bloqueou alguém “porque sim”, sem ter nenhuma razão lógica nem plausível? Seja elegante e não convide de novo. A imaturidade foi sua, e ao menos que tenha uma boa explicação, coerente e aceitável, mantenha-se à margem. Não insista! Deixe que o convite parta dessa pessoa, caso ela deseje voltar a ter “amizade” com você.

 

10 - Cuidado com os “grupos”. Se você adicionou alguém a um grupo e essa pessoa saiu, respeite! Não volte a incluir, incansável e repetidamente até que a pessoa se vê obrigada a bloquear, rejeitar etc. Da mesma forma em relação a Jogos. Não convide ninguém que não tenha expressado previamente seu interesse por esse jogo/aplicativo. Ninguém é obrigado!

 

11 - Não alastremos vídeos nem publicações que exponham os outros, especialmente se têm conotação sexual, religiosa ou política. Não zombe nem humilhe ninguém expondo sua intimidade nem suas posturas/opiniões.


12 - E o mais importante, não utilize a Rede de outra pessoa para “conferir, espiar, bisbilhotar, checar” etc. e tal a Rede Social de ninguém! Se não faz parte de seu círculo social, aceite e viva em paz!

 

Utilize as Redes Sociais para comunicar-se, interagir, divertir-se, aprender, fazer bem a alguém. Jamais para alimentar a morbidez que o brasileiro tem por tragédias, gente doente, fofoca, intriga. Selecione bem a quem você permite aceder à sua vida particular; não faça público aquilo que deve ser privado e, sobre tudo, respeite-se e respeite o seu próximo. SOMOS LIVRES, mas lembremos que, como diz a minha mãe,  “a nossa liberdade termina onde começa o nariz do outro”.  

 

Sob meu ponto de vista, com equilíbrio e maturidade as Redes Sociais podem ser de grande benefício!

20 de janeiro de 2016 | Chely Machado

Ética nas redes sociais

Cada vez mais vemos pessoas expondo sua vida, muitas vezes de maneira exagerada e impudica, nas redes “sociais”, e publicamente!

Se bem o grande avanço das redes sociais (resultado da tecnologia e da globalização) tem nos favorecido em muitos aspectos, como o “encurtamento” das distâncias, a facilidade da comunicação, a rápida divulgação de notícias, informações etc., por outro lado, não é inteligente negar a óbvia e evidente parte negativa de todo este progresso.

 

Um dos aspectos mais vulnerável, muito perigoso e, lamentavelmente menos discutido, é a falta de intimidade e privacidade. Cada vez mais vemos pessoas expondo sua vida, muitas vezes de maneira exagerada e impudica, nas redes “sociais”, e publicamente!

 

O adicionamento indiscriminado de “amigos” e “seguidores”, tem nos privado daquilo que, até algum tempo, era algo precioso e de muito valor: A NOSSA INTIMIDADE, a nossa liberdade e autonomia de ter a nossa privacidade baixo o nosso governo e domínio. Há uma linha perigosamente tênue entre o que é público e o privado, e a tecnologia agora está sendo usada para expor e fazer públicas situações que antes eram mantidas dentro de quatro paredes, e resolvidas em particular e em privado (lembro-me do caso da Fabiola!), e o mais assustador disso tudo é que ganham milhões de LIKE e os mais diversos tipos de comentários, desde a aprovação até a banalização dos princípios morais e valores sociais, e a falta de seriedade de situações semelhantes a esta. O que mais vende, o que mais agrada, o que mais se divulga são fotos, vídeos, postagens de mulheres seminuas, expostas em vulgaridade, sensuais, provocativas, imagens preconceituosas, extremamente íntimas. Ah! E pessoas doentes, deformadas, moribundas... De repente, o que deveria ser para “socializar”, nos brutaliza, nos denigre, nos expõe e ridiculariza.

 

A verdade é que perdemos completamente a ÉTICA! A autocrítica. Sofremos uma total e absoluta FALTA DE NOÇÃO dos limites de até ondedo como e do quandodo quê, quem e por quê, e isso nos tem deixado totalmente vulneráveis e absurdamente faltos e carentes de intimidade, de privacidade, de vida particular. Tudo agora é divulgado, exposto, publicado para quem quiser ver, e quantos mais, melhor.

 

Mas, o que é na verdade a ÉTICA SOCIAL? O que deve reger nossa performance nas redes sociais? Que valores devemos tomar em conta? Até onde devemos ir? Quem e o quê determina o grau ou impõe o limite da nossa exposição? Não existem regras, nem normativas, nem legislação latente e eminente que deva/possa determinar esse limite. Cada um deve ser consciente dos limites que devem reger e determinar essa exposição. Existe algo que está em desuso há muito tempo e que se chama BOM SENSO, Cada usuário das redes sociais deveria ter uma boa dose para evitar a excessiva exposição de si mesmo e dos semelhantes ao ponto de não desvalorizar-se nem banalizar aquilo que ainda é um direito nosso: A PRIVACIDADE.

 

Sob meu ponto de vista, eu sou responsável pela imagem que eu permito que tenham de mim, e sou eu, apenas eu que escolho e determino aquilo que quero que os outros vejam/saibam sobre mim. Eu decidoa quem eu quero expor a minha vida através das redes que uso. Gosto muito da frase espirituosa que diz “o melhor e mais emocionante da minha vida acontece em off”- ou seja, que sou EU que escolho. Eu posto e publico o que eu quero que os outros vejam e saibam, e ponto! Isso também é ÉTICA!