Edilson Rocha - Servidor público e Cinegrafista. É colaborador do Página Revista. 
Contato: edilsonrochasantos@hotmail.com
20 de novembro de 2017 | Edilson Rocha

Xique-Xique não merece servidores que atendem mal o povo

Além de mal educados e antipáticos, não demonstram paciência em ouvir um mero pedido de informação.

Por várias dezenas de vezes, em lojas de São Paulo, cidade onde nasci e morei antes de vir para Xique-Xique, me via comprando mercadorias – geralmente vestuários e calçados, mesmo sem tanta necessidade –, graças ao ótimo atendimento dos seus balconistas. E eu notava que mais que a insistência desses profissionais em fisgar-me como cliente, a educação, a simpatia e a paciência eram os motivos que acabavam, juntamente com a qualidade dos produtos, me convencendo a comprá-los, ainda que soubesse que iria usá-los somente depois de alguns meses.

 

Mas a educação, a simpatia e a paciência não são qualidades exclusivas de quem trabalha na área de vendas como balconista ou atendente, como é mais conhecida esta atividade na Bahia, incluindo O Município de Xique-Xique. Essas qualidades não devem fazer parte apenas do setor privado, que prescinde de lucros para manter sua sobrevivência, como também do setor público que, embora não exista para gerar lucros, necessita manter uma digna prestação de serviços à população, que, por sua vez, paga aos servidores que a fazem.

 

Infelizmente, essas três qualidades, sobretudo a paciência, não vêm integrando o trabalho de parte dos servidores públicos lotados em Xique-Xique. Além de mal educados e antipáticos, não demonstram paciência em ouvir um mero pedido de informação feito por pessoas da sociedade, notadamente as menos instruídas em termos de conhecimento dos seus direitos, que os procuram nos órgãos onde deveriam ter seus problemas no mínimo esclarecidos e, posteriormente, devidamente solucionados.

 

Há anos, as informações de que servidores públicos lotados em Xique-Xique, ao serem procurados pela população, ficam passando os problemas dela de um servidor para outro, como se estivessem brincando de ping pong com o povo, se tornaram uma prática corriqueira de parcela de trabalhadores que não estão cumprindo seu dever de atender bem ao público que, reafirmo, é que, ironicamente, paga seus vencimentos todos os meses, estando ou não o tempo chuvoso, nublado, seco...

 

Servidores que não têm paciência para ouvir quem justamente paga seus vencimentos não deveriam seguir neste meio de vida. Deveriam sim, se tivessem um mínimo de hombridade, pedir a exoneração dos seus cargos, pois suas ações de péssima qualidade não prejudicam apenas a população, como também quem os contrata. O Brasil não precisa deles, a Bahia não precisa deles, Xique-Xique não precisa deles. O povo ordeiro e educado, que é a maioria deste município, não merece tê-los como seus empregados.
19 de outubro de 2017 | Edilson Rocha

As crianças da atualidade e o papel dos seus pais

Não podemos, em hipótese nenhuma, achar que toda esta desordem que vem ocorrendo no Brasil é algo normal, característico da liberdade de expressão.

Elas não querem se vestir como crianças, não querem brincar como crianças, não querem conversar como crianças, não querem viver como crianças. Assim se mostram há vários anos as crianças brasileiras da atualidade. Toda esta análise, que a faço como pai, me veio à mente justamente no Dia das Crianças deste ano, numa época em que crescem os números de crianças que adentram o mundo da marginalidade.

 

As crianças inocentes, ingênuas, já não são existem mais, ao menos como maioria entre elas. As historinhas da cegonha, por exemplo, viraram piadas para elas. As crianças atuais sabem muito bem qual o “truque” de elas terem suas vidas criadas dentro da barriga de suas mães e de lá virem para fora, para crescerem, tornarem-se adolescentes, adultas e idosas. Muitas, com um futuro de boas, ótimas e até excelentes realizações; e poucas, pois acho que são minorias, com um futuro de incertezas, de possíveis e profundas lamentações.

 

Pode o meu pensamento parecer uma recaída nostálgica, já que o meu período de criança se passou faz várias décadas. No entanto, me vejo no direito de ser enfático ao salientar que me preocupa o futuro das crianças atuais – não todas, evidentemente. Por outro lado, considero que os valores familiares, tão respeitados durante o período da minha infância, hoje são destruídos escancaradamente por parte de segmentos que, em nome de certas diversidades, estimulam situações para que as crianças se tornem independentes quanto às suas opiniões, seus sonhos, seus desejos, como se elas tivessem concretamente senso crítico tal como devem ou deveriam, pela idade, ter os adultos.

 

Aliado a tudo isso, junte-se o fato de as figuras do pai como da mãe, pela ausência em casa em face de terem que trabalhar, se virem obrigadas a abrir mão da educação dos seus filhos e deixado esta incumbência, sem perceber, nas mãos de escolas doutrinadoras de ideais de facções políticas e até nas mãos de marginais, que os levam para os caminhos errados, principalmente quando suas vítimas são crianças.

Diante desses poucos exemplos que situo, há de se observar que a busca pelo culpado ou pelos culpados será sempre incessante, ao menos nos debates que envolvem educadores, psicólogos, sociólogos e outros supostos conhecedores deste tema, dentre os quais alguns tão-somente fundamentados em ensinamentos revestidos de teorias e não de práticas, não de fatos reais que, para mim, são e serão eternamente os pontos de maior credibilidade para distinguir o certo do errado, cabendo a nós, pais, evitarmos esta ingerência suja de segmentos que pretendem transformar crianças em adultos precoces.

 

Não podemos, em hipótese nenhuma, achar que toda esta desordem que vem ocorrendo no Brasil é algo normal, característico da liberdade de expressão. Não podemos admitir que a televisão e a internet, incluindo as redes sociais, permitam alusões positivas a absurdos, como o recente e lastimável episódio de uma mãe, em nome de uma arte nojenta, levar sua filha menor ao Museu de Arte Moderna de São Paulo e estimulá-la a tocar num ator totalmente nu como se isso não se configurasse em ato de pedofilia, ou seja, em crime.

19 de setembro de 2017 | Edilson Rocha

A inveja nos locais de trabalho

A inveja faz parte da vida dessas pessoas tal como a faz a necessidade de comer, beber, respirar.

Não faz muito tempo, após um bate-papo com um amigo de longas datas, que trabalha há pouco tempo no serviço público, percebi que a palavra “inveja” foi citada por nós por pelo menos cinco vezes. Daí, ainda que soubesse o seu significado, resolvi dar uma pesquisada no pai dos inteligentes, conhecido como google, e nele, obviamente, vi confirmado que “inveja” significa desgosto provocado pela felicidade ou prosperidade alheia.

 

É curioso como a inveja é algo enraizado diariamente no cotidiano de determinadas pessoas nos locais onde elas trabalham, tanto no âmbito do serviço privado, como também no âmbito do serviço público, independentemente se concursados, estáveis, contratados ou exercentes de cargos de livre nomeação. A inveja faz parte da vida dessas pessoas tal como a faz a necessidade de comer, beber, respirar.

 

Sinceramente, não conheço um ser humano que nunca teve este sentimento, de ver pessoas reinando em felicidade por algum sonho realizado. Faz parte dos seres humanos, notadamente num país capitalista como o Brasil, onde as vitrines, vistas até mesmo sem precisar sair de casa, andam lotadas de maravilhas do mundo capitalista e das quais pouquíssimas pessoas conseguem não se atentar a ter pelo menos o sonho de comprá-las. Quando o vizinho as tem, o invejoso se acha no direito de também as ter.

 

Não creio que Deus permitiria que o invejoso por boas causas, mesmo de características consumistas, fosse castigado a viver eternamente sob as águas profundas e extremamente quentes da piscina do capeta porque deseja, através de suas rendas conquistadas honestamente, comprar a televisão, o celular, o automóvel, a roupa de marca, entre outros produtos de última geração que possam ser prazerosos a si próprio e à sua família, a não ser que este invejoso, ao contrário, fosse do estilo negativo, destrutivo, revestido de ódio justamente porque não admite que os outros possam ter tais bens.

 

A inveja nociva, embora se apresente implícita na maioria das vezes, vejo-a dentro de locais de trabalho, não no meu, graças a Deus, mas em outras instituições, públicas como privadas, por conta de funcionários que deixam de se preparar com vistas a eventuais promoções de mudança de cargo ou de mudança de nível – o que em ambos os casos representa reajustes imediatos dos seus salários – para realizar sabotagens e geração de boatos visando denegrir a imagem de colegas de trabalho que, por competência e merecimento, conquistam a oportunidade de mudar de função, subindo degraus compatíveis aos seus crescimentos profissionais.

 

É lamentável que, por causa da inveja – nociva, evidentemente –, a felicidade dada para alguns notáveis trabalhadores dentro de locais onde prestam seus serviços possa causar, provavelmente em proporções muito maiores, a infelicidade de outros. Por outro lado, há de que se levar em consideração os que possuem a inveja positiva, qual seja, a que permite a trabalhadores de bom coração, desprovidos de falsidade, cumprimentarem seus colegas recém-promovidos e torcerem para que tenham cada vez mais sucesso profissional.
20 de agosto de 2017 | Edilson Rocha

Os donos das ruas de Xique-Xique

Os donos das ruas de Xique-Xique não se importam em estragar o entretenimento das pessoas que levam seus familiares a algum bar, restaurante, churrascaria ou pizzaria para degustar algumas de suas mais deliciosas guloseimas ou apenas tomar uma cerveja e curtir um bom papo.

Uns não já se satisfaziam mais apenas com carros dotados de potentes alto-falantes, por entenderem que o barulho ensurdecedor que causavam nas principais ruas, praças e outros logradouros públicos do Município não era o suficiente para tirar o sossego de pessoas que precisam conversar, ouvir rádio, assistir tv, descansar, dormir. Esses cidadãos, que se acham donos das ruas de Xique-Xique, desafiam a Lei do Silêncio e, assim, através dos paredões dotados de exageradas potências de som, não pensam duas vezes para causar desconforto ao sossego e bem-estar da sociedade xique-xiquense, muitas vezes em pleno meio da semana, alternadamente entre as principais vias públicas do centro da cidade e dos bairros considerados periféricos.

 

Mas os donos das ruas de Xique-Xique não se restringem apenas à turma de poluidores sonoros. Um segundo segmento, os de pilotos de motocicletas, geralmente dos modelos Pop, fabricados pela Honda, provavelmente pelo afã de se aparecer, chamar a atenção por onde se apresenta, contem uma parcela, embora em minoria, que realiza manobras perigosíssimas nas mais diversas vias públicas de Xique-Xique, inclusive nas proximidades de escolas, empinando, por 200 metros e até por percursos maiores, esses veículos de duas rodas e submetendo dezenas de transeuntes, motoristas e outros pilotos de moto a riscos de sofrerem graves acidentes.

 

Os donos das ruas de Xique-Xique não se importam em estragar o entretenimento das pessoas que levam seus familiares a algum bar, restaurante, churrascaria ou pizzaria para degustar algumas de suas mais deliciosas guloseimas ou apenas tomar uma cerveja e curtir um bom papo. Para tanto, um outro segmento de donos das ruas de Xique-Xique, a princípio meros motoristas, tem o prazer de estacionar seu carro com a parte traseira, onde ficam potentes alto-falantes, virada a um daqueles estabelecimentos e ligar o seu equipamento de som, subindo o volume ao máximo e com músicas que o satisfazem, que lhe dão prazer, mas que torturam os ouvidos de outros clientes, que, incomodados com a situação e omissão de quem deveria adotar providências, optam por se retirar do local, muitas vezes até antes mesmo de comprar produtos que pretendia comer ou beber.

 

É óbvio que existem muitos outros exemplos de donos das ruas de Xique-Xique e que, tais como os que aqui deixo registrados, deveriam sofrer duras críticas e, evidentemente, as sanções regidas pelos meios legais, como alguns motoristas, tanto de carros pequenos como de caminhões, que simplesmente, ao encontrarem por acaso um amigo da profissão, param seus veículos lado a lado, muitas vezes em ruas estreitas e consideravelmente movimentadas, tão-somente no intuito de conversar, causando congestionamentos e revolta aos demais motoristas, transeuntes, comerciantes e moradores.

 

Este é um município cujas leis, municipal, estadual e federal, deveriam ser cumpridas, de tal modo a mostrarem a determinados cidadãos que o fato de pagarem impostos, taxas e licenças, como alvarás que autorizam, por exemplo, a utilização de paredões, não lhes dá o direito de agirem como se fossem donos das ruas de Xique-Xique.

20 de julho de 2017 | Edilson Rocha

Vamos respeitar os maiores de 60 anos

Muitos menores de 60 anos, sobretudo os que têm a metade desta idade e até menos, talvez pensem que irão ter a vida eterna em pleno mundo terrestre...

Os idosos e a sociedade brasileira em geral deveriam conhecer o Estatuto do Idoso, criado pela lei 10.741/2003 e que, em seu bojo, dispõe sobre direitos que nem todas as pessoas sexagenárias usufruem, como por exemplo: “Artigo 3º - É obrigação da família, da comunidade, da sociedade e do Poder Público assegurar ao idoso, com absoluta prioridade, a efetivação do direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária. Parágrafo único. A garantia de prioridade compreende: I – atendimento preferencial imediato e individualizado junto aos órgãos públicos e privados prestadores de serviços à população;"

 

Como de costume a minha preferência é sempre me ater à situação local sobre quaisquer assuntos de interesse público, me vejo no dever de também fazer uma reflexão quanto aos direitos dos idosos que, inclusive em Xique-Xique, vêm sendo vítimas de constrangimentos e servindo de chacotas por pessoas supostamente desinformadas ou até mesmo muito bem informadas, mas que de má-fé passam por cima de uma lei dedicada a seres humanos cuja idade nem todos os menores de 60 anos têm o privilégio de alcançar.

Entre vários itens do Estatuto do Idoso que são desrespeitados, destaco o disposto em seu art. 3º, inciso I, que garante às pessoas idosas “atendimento preferencial imediato e individualizado junto aos órgãos públicos e privados prestadores de serviços à população”. Infelizmente, este item se transformou em motivo de gozações nas filas, por exemplo, de agências bancárias, pois as piadas – muito grosseiras, diga-se de passagem – sobre os “privilégios” dos sexagenários não são poucas, principalmente quando determinados menores de 60 anos veem os velhinhos chegarem bem depois, passarem a frente deles e serem atendidos imediatamente ou quase imediatamente.

Acho vergonhosa a existência de um estatuto para que os idosos sejam respeitados, quando o mais sensato seria a existência de educação por parte das pessoas mais jovens que poderiam, se quisessem, ser atenciosas e até amorosas com as pessoas da terceira idade. E digo isso porque, no passado, quando os bons modos e os bons costumes eram uma regra e não uma exceção na sociedade, menores de 60 anos faziam questão de auxiliar os idosos, levantando-se dos assentos dos ônibus coletivos para oferecer-lhes o lugar; pedindo-lhes que passassem às suas frentes nas filas para serem brevemente atendidos; ajudando-lhes a atravessar artérias públicas desprovidas de sinalização e semáforos.

Muitos menores de 60 anos, sobretudo os que têm a metade desta idade e até menos, talvez pensem que irão ter a vida eterna em pleno mundo terrestre, que jamais ficarão velhos e dependentes de terceiros, ao invés de se convencerem de que o velho hoje já foi jovem ontem e que o jovem hoje será velho amanhã. Isto se o destino não os impedir, em caso de morte prematura, de terem o privilégio de ver, talvez usando óculos, diante do reflexo de um espelho, um rosto cheio de rugas, uma cabeça com cabelos brancos ou até mesmo sem cabelos, mas com histórias incríveis de vida para contar e ensinar.
18 de junho de 2017 | Edilson Rocha

A sagrada soneca de comerciantes de Xique-Xique

Nenhum consumidor se sente confortável...

A constatação de que existe crise econômica no comércio de Xique-Xique é uma unanimidade na opinião dos consumidores e dos próprios comerciantes. Nem é necessário se fazer pesquisa para chegar à tão triste conclusão e observar que o movimento de consumidores no comércio local é fraco há vários anos, levando os comerciantes a demitir funcionários para evitar o fechamento dos seus estabelecimentos. A crise econômica não é exclusiva deste Município. Ela está arraigada em todo o País, por motivos dispensáveis de comentários nesta matéria.

Se a crise econômica já assola todo ou quase todo o comércio de Xique-Xique, veja lá quando parte dos seus estabelecimentos simplesmente deixa-os fechados no horário do almoço? Infelizmente, isso ocorre há décadas, sem que nada venha sendo feito para mudar este estilo, esta cultura, enfim, de os comerciantes preferirem tirar uma soneca, entre 12 e 14 horas, diariamente, em pleno horário comercial, a atender seus clientes, aos quais, muitas vezes, só lhes são possíveis aquelas duas horas para fazer compras e pagamentos aos seus credores – entre os quais comerciantes.

 

Na Espanha, existe a “siesta”, denominação dada à tradicional soneca durante o dia naquele país, das 14 às 17 horas, e que tem como justificativa a alta temperatura e o consumo de alimentos pesados na refeição do meio-dia. Isto tem me levado a insinuar que o comércio de Xique-Xique se inspira no comércio espanhol ou o comércio da Espanha se inspira no comércio xique-xiquense. Somente nossos grandes historiadores para nos dirimir esta dúvida.

 

Independentemente da origem da soneca de comerciantes de Xique-Xique em pleno horário de almoço, das 12 às 14 horas, prorrogável muitas vezes até às 15 horas, o fato é que esta ‘tradição’ é, efetivamente, um ponto negativo, uma aberração, um motivo a mais para a crise econômica do comércio local. Nenhum consumidor se sente confortável, por exemplo, quando precisa com urgência comprar algum produto, seja qual for a espécie, e se deparar com as portas fechadas do estabelecimento comercial onde poderia encontrá-lo.

 

Os comerciantes adeptos à sagrada soneca do meio-dia, que não podem ou não conseguem se livrar dela, deveriam, como alternativa, manter no seu estabelecimento, durante as duas horas ou mais em que estivesse dormindo em sua casa, funcionários, membros da família ou pessoas de sua confiança. Os consumidores iriam agradecer e os turistas, não necessariamente das grandes metrópoles, não iriam mais retornar às suas cidades com a impressão de que o comércio de Xique-Xique é rico ou então é referência de comerciantes preguiçosos, embora alguns nem sono tenham durante o dia, mas apenas a tradição de seguir a sagrada e comercialmente maléfica soneca do meio-dia.

19 de maio de 2017 | Edilson Rocha

A turma dos SEM-ESTILOS em eventos sociais

Cortar o bolo em aniversários acabou, com o passar dos anos, se tornando um ato comum por toda a sociedade da região....

Não é minha intenção, nesta singela matéria, gerar constrangimentos a nenhum dos nossos leitores do Pagina Revista, mas me vejo apto a discorrer um assunto sobre o qual apenas nos “bastidores” as pessoas, ainda que em quantidade ínfima, ousam falar de outras tantas que, claramente, são desprovidas de bons modos ao se servirem em mesas fartas de comida em eventos sociais aos quais se fazem presentes como convidadas.

 

Se você, caro leitor, for do tipo de indivíduo que respeita filas, respeita seus semelhantes, enfim, tem educação em qualquer circunstância, possa ter certeza de que jamais, em momento algum, sua conduta se identificará no bojo da turma dos sem-estilos que já testemunhei em eventos sociais, como por exemplo, políticos e de confraternizações de integrantes de instituições privadas ou públicas, protagonizando cenas alheias aos padrões civilizados ao verem uma mesa recheada de comida de todas as espécies, principalmente daquelas que não integram o cardápio dos seus humildes almoços e jantares do cotidiano.

 

Cerca de uns 15 anos atrás, no extinto jornal Cochicho, atual Pagina Revista, relatei uma situação até então bastante corriqueira em Xique-Xique e nos municípios circunvizinhos, que era o fato de aniversariantes, pais ou responsáveis por aniversariantes servirem todo tipo de guloseimas nas comemorações, cantarem parabéns aos astros ou estrelas das festas diante de bolos lindos, aparentemente muito deliciosos, e não o cortarem, deixando tristes, frustrados crianças, mulheres e até homens.

 

Na ocasião, a matéria teve enorme repercussão e, há quem diga, que contribuiu para conscientizar muitas pessoas a entenderem que, quando se faz uma festa de aniversário, com um bolo sobre a mesa, deve cortá-lo e servi-lo aos convidados, mesmo que não seja imediatamente à entoação dos parabéns ao aniversariante.

 

Cortar o bolo em aniversários acabou, com o passar dos anos, se tornando um ato comum por toda a sociedade da região. Todavia, quando se trata dos chamados coquetéis ou jantares na linha self service, os maus educados, os indivíduos desprovidos de bons modos, independentemente de suas formações cultural e profissional, furam filas até para pegar pratos e talheres, culminando por invadir a mesa como se fossem verdadeiras moscas quando se deparam com açúcar. Chegam a dar a impressão de que nunca comeram durante suas vidas.

 

Essas situações grosseiras, a julgar pela quantidade de encontros afins, se colocam como exceções. Contudo, como já fui vítima delas, acabo sempre dando ao menos uma beliscada no almoço ou jantar, dependendo do horário, antes de partir da minha casa para eventos sociais que servem “boia” ao seu encerramento. Meu estômago deu-me este conselho.

20 de abril de 2017 | Edilson Rocha

E os 100 dias de gestão do prefeito Reinaldinho chegaram

Atento ao que mais o povo xique-xiquense queria de melhoria no Município, Reinaldinho priorizou, neste primeiro momento, a saúde, firmando uma parceria entre a Prefeitura e o Hospital Julieta Viana...

Em 2013, no primeiro mês ou talvez nem isso, o radialista Jorge Meira, um dos mais notáveis da Bahia e apresentador do Programa Espaço Aberto, da Rádio FM Xique-Xique, questionado por mim se já não era momento para se fazer uma avaliação sobre a administração do então prefeito Ricardo, que tomara posse em 1º de janeiro daquele ano, me respondeu que 100 dias era um prazo ideal com vistas a este tipo de atuação, tanto pelos meios de comunicação, como também pelos segmentos gerais da sociedade do Município.

 

Questionador e muitas vezes considerado uma personalidade polêmica, em face dos meus posicionamentos duros com relação aos interesses da população de Xique-Xique, acatei a importante ponderação de Jorge Meira, e assim, como ele, esperei a passagem dos 100 primeiros dias da gestão de Ricardo, jovem médico do Município que se elegera prefeito no pleito de 7 de outubro de 2012, sob as fileiras do PT e a promessa da construção de uma “Nova Cidade”.

 

Quatro anos depois, em 2016, o prefeito Ricardo não construiu a “Nova Cidade” e, por isso, não teve coragem, como sempre me permito lembrar aos nossos leitores, de tentar sua reeleição - um fato que virou motivo de chacota nos bastidores políticos da região, levando-se em consideração que, juridicamente, nada o impedia de submeter o seu nome à avaliação do povo com vistas ao seu merecimento para seguir à frente da Prefeitura de Xique-Xique.

 

No mesmo ano em que Ricardo desistira de sua tentativa de reeleição, Reinaldinho, que já havia sido prefeito de 2005 a 2008 e de 2009 a 2012, derrotou o candidato dele, Eduardo Pessoa, assumindo a Prefeitura de Xique-Xique em 1º de janeiro de 2017 e completando, no último dia 10 de abril, exatos 100 dias de gestão, os quais, repercutidos principalmente nas redes sociais, provocaram comparações entre os trabalhos realizados por Ricardo e por Reinaldinho, neste mesmo prazo, durante suas respectivas gestões. Resultado: há de se concluir que, no tocante à quantidade e, sobretudo, à qualidade de realizações dentro de suas gestões, Reinaldinho em apenas 100 dias já fez mais por Xique-Xique do que Ricardo em seus 48 meses de mandato, entre 2013 e 2016.

 

Atento ao que mais o povo xique-xiquense queria de melhoria no Município, Reinaldinho priorizou, neste primeiro momento, a saúde, firmando uma parceria entre a Prefeitura e o Hospital Julieta Viana, de tal modo a ceder, através do Poder Público Municipal, médicos, instrumentos, medicamentos e o compromisso de arcar com uma série de despesas pertinentes àquela unidade hospitalar, além de dar a devida atenção aos Postos de Saúde Municipais, que funcionavam de forma precária sob a gestão logicamente fracassada de Ricardo, e comprar, com recursos próprios do Município, um moderno micro-ônibus para pacientes em Tratamento Fora do Domicílio (TFD) e três ambulâncias novas.

20 de março de 2017 | Edilson Rocha

Reinaldinho em menos de 90 dias de gestão municipal

Indiscutivelmente, falta muita coisa para que Xique-Xique volte a ser aquela cidade que tanto cresceu na gestão de Eser Rocha...

Ainda no período de “arrumação da casa”, muito bagunçada pelo ex-gestor municipal, o prefeito de Xique-Xique, Reinaldinho, já está mudando a cara do Município, com pequenos serviços, mas suficientes para mostrar ao povo que o tempo de voltar a crescer já é quase uma realidade.
Embora não tenha ainda dado início às grandes obras, que normalmente são aguardadas pelo povo de Xique-Xique, Reinaldinho está realizando importantes serviços em benefício da saúde, área que em quase toda a sua totalidade foi abandonada pelo ex-gestor municipal.

 

Indiscutivelmente, falta muita coisa para que Xique-Xique volte a ser aquela cidade que tanto cresceu na gestão de Eser Rocha, de 1997 a 2000, e na gestão de Reinaldinho, de 2005 a 2008 e de 2009 a 2012. Contudo, diante do empenho vem tendo em sua terceira passagem como prefeito deste município, Reinaldinho vai realizar uma administração muito superior às suas duas anteriores.

 

É óbvio que não é somente a saúde a área na qual Reinaldinho está investindo. A educação é também uma de suas prioridades e, há poucas, semanas, firmou parceria com o Governo do Estado da Bahia com o objetivo de viabilizar o funcionamento, o mais breve possível, do Instituto Federal Baiano (Ifba) em Xique-Xique. Para tanto, cedeu toda a área da antiga Escola Municipal Domingos Alves da Costa, inclusive com a realização de uma reforma de sua estrutura, ao custo de R$ 80 mil, visando acomodar as instalações daquele instituto de ensino.

 

Em todas as áreas, são vários os serviços que Reinaldinho vem realizando no Município, mas não resta dúvida de que, possivelmente, o mais importante diz respeito à saúde hospitalar, pois, através de projeto de lei de sua autoria, que originou a Lei Municipal 1.192/2017, a Prefeitura firmou acordo de cooperação com a Sociedade Assistência de Xique-Xique (Saxxe), mantenedora do Julieta Viana, de tal modo a ajudar aquele hospital com a cessão de médicos, repasse de medicamentos e instrumentos, entre outros ítens imprescindíveis ao seu bom funcionamento.

 

A gestão de Reinaldinho ainda não tem sequer 90 dias e, neste período, já demonstrou sua sensibilidade perante algo que nem os piores seres humanos dispensam para viver: a saúde. Enfim, a ajuda ao Julieta Viana, que já está sendo beneficiado com a aquela lei, é uma prova desta convicção.

20 de fevereiro de 2017 | Edilson Rocha

Uma semana ou pouco mais de 40 dias não são quatro anos

Ricardo teve quatro anos para realizar as reformas que dizia serem necessárias para a construção da “Nova Cidade” e não as fez.

Após haver tomado posse como prefeito de Xique-Xique, em 1º de janeiro de 2013, adversários políticos de Ricardo – não apenas vereadores e cabos eleitorais, mas também os segmentos em geral da sociedade – se permitiram a dar sinais de avaliação das suas ações como gestor municipal somente após 90 dias. Nem mesmo a imprensa local – rádio, jornais, redes sociais – se arriscaram opinar sobre as ações do médico que havia prometido, durante a campanha, a construção de uma “Nova Cidade”.

 

Paralelamente ao período de tolerância desses segmentos com relação ao “trabalho” inicial do então prefeito Ricardo, a Câmara Municipal de Xique-Xique recebeu vários projetos de lei de sua autoria, avaliou-os, debateu-os e aprovou-os por unanimidade, inclusive com os votos de todos os vereadores da bancada de oposição, que, sensatos e desprovidos de qualquer carrancismo político, demonstraram inquestionável responsabilidade com o futuro do Município. Assim, Ricardo ficou impedido de justificar que a culpa viria a ser dos vereadores oposicionistas, caso o seu trabalho como prefeito não viesse a dar certo.

Se por um lado os adversários de Ricardo tiveram paciência, durante três meses, para opinar sobre sua administração, os seus aliados ou simplesmente determinados adversários radicais do Grupo Político Braga não esperaram a conclusão nem sequer de uma semana de gestão do prefeito Reinaldinho para começar a criticá-lo.

 

Ricardo teve quatro anos para realizar as reformas que dizia serem necessárias para a construção da “Nova Cidade” e não as fez. Pior que isso: destruiu quase todo o Município, abandonando quase todos os setores de responsabilidade de qualquer prefeito, como saúde, educação. E agora, os mesmos segmentos, que ficaram calados durante os quatro desastrosos anos da gestão do ex-prefeito querem exigir que o prefeito Reinaldinho faça em uma semana o que Ricardo não fez em 1460 dias.

 

A título de exemplo, Ricardo manteve fechado por toda a sua gestão o Posto de Saúde da Família do Bairro de Paramelos, tudo porque foi construído e inaugurado na gestão de Reinaldinho, prejudicando ainda mais o atendimento ao povo desta terra. E somente agora, com o seu retorno à Prefeitura de Xique-Xique, é que o PSF daquele bairro foi colocado para funcionar. Ninguém, entretanto, que hoje critica a gestão de Reinaldinho, teve a iniciativa de chamar a atenção para o absurdo de uma unidade de saúde tão importante jamais ter sido aberta durante os quatro anos da gestão do ex-prefeito Ricardo.

 

Uma semana ou mesmo poucos mais de 40 dias de gestão de Reinaldinho, que coincidiram com o momento em que escrevi este singelo texto, jamais poderão ser comparados aos quatro anos em que o ex-prefeito Ricardo teve a oportunidade de trabalhar por Xique-Xique e não trabalhou. Reinaldinho está arrumando a casa, pois encontrou uma prefeitura com um número expressivo de bens sucateados e uma desordem administrativa sem precedentes. Contudo, as perspectivas, com base no que foi capaz de realizar pelo Município quando fora prefeito por dois mandatos, são muito boas e o povo voltou a sorrir.

19 de janeiro de 2017 | Edilson Rocha

Reinaldinho voltou para o povo voltar a sorrir

A frustração e a tristeza, antes existentes na fala e no olhar do povo xique-xiquense entre 1º de janeiro de 2013 e 31 de dezembro de 2016, deram lugar à alegria e ao encanto.

Quatro anos depois, Reinaldinho, que havia sido prefeito de Xique-Xique nos períodos de 2005 a 2008 e de 2009 a 2012, voltou ao comando administrativo do Município no primeiro dia do ano de 2017, graças a uma vitória inquestionável sobre seu adversário na eleição de 2 de outubro de 2016.

 

Em apenas 12 dias de mandato como prefeito, Reinaldinho já mostrou o que é, de fato, ser um gestor voltado para as necessidades do povo xique-xiquense como, por exemplo, a abertura do Posto de Saúde da Família do Bairro dos Paramelos, que ele inaugurou em dezembro de 2012 e que jamais havia sido colocado em funcionamento por pura vingança política do ex-prefeito Ricardo.

 

Além de determinar a abertura e funcionamento do PSF do Bairro dos Paramelos, Reinaldinho pôs para funcionar todos os postos de saúde, com atendimento de qualidade ao público por profissionais competentes e qualificados  em suas funções e manteve em funcionamento o Hospital de Campanha, igualmente dotado de profissionais competentes, inclusive médico plantonista.

 

Vários turistas que lamentaram a situação precária com a qual se depararam em Xique-Xique no início de dezembro, quando chegaram ao Município, passaram a ficar impressionados com a mudança explícita que viram ocorrer nos dias seguintes à posse de Reinaldinho. Eles, que haviam se deparado um mês antes com uma cidade em quase completo abandono, com as ruas sujas, cheias de mato e com a população com semblante de muita revolta, agora, embora em menor número porque a maioria já retornou às suas cidades, elogiam o que estão vendo em Xique-Xique sob a gestão de Reinaldinho.

 

Xique-Xique, desde 1º de janeiro, quando Reinaldinho tomou posse como prefeito do Município, está com outra cara. A frustração e a tristeza, antes existentes na fala e no olhar do povo xique-xiquense entre 1º de janeiro de 2013 e 31 de dezembro de 2016, deram lugar à alegria e ao encanto. O povo xique-xiquense, depois de tanto sofrimento nos últimos quatro anos por causa de uma equivocada escolha nas urnas quando da eleição municipal de 2012, está mais esperançoso e crente de que dias melhores virão, que meses melhores virão, que anos melhores virão. Reinaldinho voltou para o povo voltar a sorrir.
21 de dezembro de 2016 | Edilson Rocha

Cactus FM quebra a cara com seu jornalismo tendencioso

“Reinaldinho não volta mais a Xique-Xique, pois traiu o povo e vai continuar trabalhando em Salvador, com ACM Neto”

A duas semanas de tomar posse como prefeito de Xique-Xique, após ser eleito em 2 de outubro de 2016, com 3.633 votos de frente sobre o seu adversário, Eduardo Pessoa, me permito lembrar de que Reinaldinho teve que enfrentar, durante praticamente quatro anos, uma coleção de mentiras desferidas não só pelo seu terceiro freguês político no campo municipal (antes de Eduardo haviam sido Dr. Magalhães, em 2004, e Lula, em 2008), como também por outras dezenas de oportunistas, entre os quais uma rádio comunitária que de comunitária não tem nada e de cujos apresentadores e comentaristas políticos, alguns beneficiados pelo poder público, tentaram a todo custo desqualificá-lo de tal modo a evitar sua volta à Prefeitura.

 

Neste momento festivo, em que a esta altura do cronograma eleitoral Reinaldinho já havia recebido o seu diploma assinado pelo Cartório Eleitoral como prefeito eleito com 14.505 votos, ressurgiram naturalmente lembranças dos absurdos que, diariamente, a Rádio Comunitária Cactus FM, através do seu jornalismo tendencioso e extremamente demagogo, com o engodo “aqui o povo tem voz, aqui o povo tem vez”, empreendeu aos ouvidos da sociedade de Xique-Xique, com um único objetivo: desconstituir o desejo dela pela volta de Reinaldinho à Prefeitura do Município.

 

“Reinaldinho não volta mais a Xique-Xique, pois traiu o povo e vai continuar trabalhando em Salvador, com ACM Neto”; “Reinaldinho não pode ser candidato porque teve as contas rejeitadas pelo TCM”; “Reinaldinho não será candidato e, por isso, seu pai, o deputado Reinaldo Braga, será o candidato a prefeito em seu lugar”; “Reinaldinho até pode ser candidato, mas terá sua candidatura indeferida pela Justiça antes da eleição”; “Reinaldinho mesmo que vença a eleição não poderá ser diplomado”. E assim, através dessas e outras mentiras, a Rádio Cactus FM, que, repito, não tem nada de comunitária, empreendeu, sem qualquer constrangimento, sob o disfarce de enquetes, suas táticas de guerra psicológica na tentativa de convencer o povo xique-xiquense de que seria inviável a candidatura do ex-prefeito.

 

A Rádio Cactus FM, que deveria prezar por assuntos estritamente de ordem comunitária, como determina seu estatuto, fez uso de parte de sua programação jornalística como espécie de comitê político para destruir, mesmo sem provisão de embasamento, a candidatura de um cidadão de bem para a Prefeitura. Ou seja, a Rádio Cactus FM prestou um desserviço à comunidade, desrespeitou a legislação eleitoral – o que, aliás, vem fazendo há muito tempo – e, simultaneamente, embora tivesse sido uma das mídias que mais promoveram as mentiras do atual prefeito e do candidato apoiado por ele, viu o seu sonho ser humilhado nas urnas. O povo de Xique-Xique deu-lhe a merecida resposta. A Cactus FM quebrou a cara com seu jornalismo tendencioso.

23 de novembro de 2016 | Edilson Rocha

A política de terra arrasada em Xique-Xique

Ricardo, com essas suas novas ações, só está criando mais revolta do povo xique-xiquense...

Em 2004, após não haver conseguido se reeleger prefeito de Xique-Xique, ao perder para o candidato Eser Rocha, Dr. Magalhães, que já era extremamente ausente de suas atribuições como gestor do Município, enveredou para o caminho de total abandono dos serviços essenciais ao bem-estar da população. Na verdade, antes mesmo da eleição, na ausência de Dr. Magalhães do Município, não era o seu vice-prefeito, Eduardo Pessoa, o agente público ao qual era incumbido de substituí-lo administrativamente. Quem na ocasião o substituía era o seu irmão Valmir Magalhães, exercente de um cargo da Administração Pública Municipal e seu braço direito, ou seja, homem de sua total confiança.

 

Entre o dia seguinte à eleição daquele ano e o último dia do seu mandato, Dr. Magalhães deixou Xique-Xique em estado de terra arrasada. O lixo, por exemplo, passou a fazer parte do cotidiano das ruas do Município, jogado a céu aberto, em plena luz do dia, por falta de coleta pelo Poder Público; e quando Reinaldinho, vice na chapa vencedora de Eser Rocha, assumiu como prefeito em exercício a Prefeitura de Xique-Xique, ficou constatada a falta de cadeiras e computadores. Diziam, na época, que nem cadeira de prefeito foi encontrada no prédio da Prefeitura.

 

Em 2016, receia a população de Xique-Xique que a política da terra arrasada se repita na gestão do prefeito Ricardo, haja vista que, em relação ao abandono dos serviços essenciais ao Município, isso ocorre desde 2013, ano em que assumiu a Prefeitura. A saúde, a educação, a iluminação pública, entre outros, são setores pelos quais Ricardo não fez praticamente nada. E no caso da saúde, já nem sei se devo afirmar que ele não fez nada. Afinal, ele fez sim alguma coisa, mas com ações imbuídas de perversidade contra a população não só de Xique-Xique, como também contra a população de outros municípios e até de outros Estados. Refiro-me à sua perseguição ao Hospital Julieta Viana para o qual nunca repassou um único centavo de ajuda, embora exista lei municipal, proposta por ele através de projeto de lei votado e aprovado na Câmara de Vereadores em tempo recorde. O Julieta Viana, registre-se já salvou milhares e milhares de pessoas oriundas dos mais diversos recantos do País.

 

Em 1º de janeiro de 2017, Reinaldinho, eleito recentemente com 3.633 votos de frente contra o seu adversário, Eduardo Pessoa, tomará posse como prefeito de Xique-Xique e, como a esperança, no ditado popular, é “a última que morre”, espero que até lá o Município não esteja nas condições absurdas como se mostram hoje, quando o prefeito Ricardo, próximo de sair da Prefeitura, tenta obter êxito em sua pretensão de inviabilizar a futura gestão municipal, como, por exemplo, aumentar o número de cargos públicos, transformar alguns cargos temporários em efetivos e convocar concursados sem qualquer necessidade no momento e, além disso, sem observar a capacidade financeira do Município de arcar com mais despesas desse quilate. Ricardo, com essas suas novas ações, só está criando mais revolta do povo xique-xiquense, esquecendo-se de que, em breve, voltará a ser um simples médico, enquanto a sua passagem como prefeito ficará marcada na história como a pior de todos os tempos de Xique-Xique.
19 de outubro de 2016 | Edilson Rocha

Os três fregueses políticos de Reinaldinho

Reinaldinho, nestas três disputas eleitorais para prefeito, venceu duas como candidato de oposição...

Em 2004, toda a movimentação política de Xique-Xique apontava que Eser Rocha, prefeito do Município de 1997 a 2000, era o grande favorito para impedir a reeleição de Dr. Magalhães, considerado à época um péssimo gestor público e que se preocupava muito mais em se qualificar na área profissional a que tanto se dedica até hoje: a medicina.

 

Poucos meses antes da eleição de 2004, Eser Rocha sofreu um acidente automobilístico e, desta forma, seu vice de chapa, Reinaldinho, assumiu o restante de toda a campanha eleitoral, revelando-se um grande líder político, apesar de ainda muito jovem, mas o suficiente para levar o nome do empresário que encabeçava a chapa de oposição a uma brilhante vitória nas urnas. Reinaldinho fazia sua primeira vítima eleitoral, ou melhor, ganhava seu primeiro freguês eleitoral: Dr. Magalhães.

 

Reinaldinho, apesar dos olhares ainda desconfiados até mesmo dos eleitores que o apoiaram para derrotar Dr. Magalhães, assumiu interinamente a Prefeitura de Xique-Xique em 2005 e, posteriormente, de forma definitiva, em face da impossibilidade de Eser Rocha, devido ao estado de saúde, exercer o mandato.

 

Diante de uma cidade que se encontrava abandonada, por culpa do descaso do gestor anterior, Reinaldinho ergueu as mangas e mostrou muita capacidade para trabalhar como prefeito do Município, dando início à realização de inúmeras obras e serviços e conquistando de uma vez por todas a confiança até mesmo de adversários políticos, tanto que em 2008 foi candidato a prefeito e derrotou nas urnas o candidato Lula Dentista, por mais de cinco mil votos de frente. Reinaldinho ganhava, então, em 2008, seu segundo freguês político: Dr. Lula.

 

Quatro anos mais tarde, em 2012, Reinaldinho não podia mais participar do pleito eleitoral para uma tentativa de reeleição e, assim, apoiou seu tio Dr. Renan, sem, entretanto, obter êxito nas urnas, haja vista que o candidato adversário, o médico Dr. Ricardo, fez uso da promessa do nascimento de uma “Nova Cidade” e a geração de milhares e milhares de empregos ao povo xique-xiquense que mora no Município e também ao povo xique-xiquense que mora em outras cidades do Brasil afora. A gestação da “Nova Cidade” já está com 46 meses.

 

Neste ano, em 2016, após pedido do povo de Xique-Xique, Reinaldinho, que se encontrava em Salvador trabalhando como coordenador das Prefeituras-Bairro na gestão do prefeito ACM Neto, abriu mão de um grande futuro político em nível estadual e, provavelmente na sequência, em nível nacional, para se candidatar a prefeito deste município, mesmo diante das mentiras e baixarias durante a campanha eleitoral do seu adversário, Eduardo Pessoa, e derrotá-lo nas urnas, por exatos 3.633 votos de frente. Reinaldinho, portanto, no último dia 2 de outubro, ganhou seu terceiro freguês político: Eduardo Pessoa, que se junta  a Dr. Magalhães e a Dr. Lula como seus fregueses políticos. E detalhe muito importante: Reinaldinho, nestas três disputas eleitorais para prefeito, venceu duas como candidato de oposição, ou seja, sem a Prefeitura sob o seu poder.

19 de setembro de 2016 | Edilson Rocha

O futuro de Xique-Xique está nas mãos dos seus eleitores

Um dos aspectos que devem ser considerados pelos eleitores de Xique-Xique com relação à eleição municipal deste ano é a campanha eleitoral nos carros de som, nos palanques e no horário eleitoral gratuito de rádio.

De um lado, um candidato que foi prefeito de Xique-Xique por oito anos seguidos, de 2005 a 2008 e de 2009 a 2012, além de ter no currículo uma passagem brilhante como coordenador das Prefeituras-Bairro de Salvador; do outro lado, um candidato que foi vice-prefeito de 2001 a 2004, embora, por cerca de uns oito dias, tenha assumido o mandato do mais importante cargo do Município em face de um afastamento judicial do então prefeito Dr. Magalhães.

 

Os dois nomes estão colocados ao crivo da população de Xique-Xique, que poderá, por direito, optar por um destes candidatos a prefeito deste município, após quatro anos de uma crise sem precedentes na atual administração municipal, cujo prefeito, Ricardo, de tão mal avaliado pela população, não teve coragem de tentar sua reeleição.

 

Reinaldinho é o candidato que, por amor a esta terra, se sentiu na obrigação de retornar de Salvador, onde exercia um dos cargos mais importantes na esfera de primeiro escalão da Prefeitura da capital baiana e da qual em diante teria enormes probabilidades de crescer politicamente, para ser candidato a prefeito de Xique-Xique.

 

Eduardo, por sua vez, é o candidato dotado de uma obsessão extrema pelo poder, capaz de se aliar aos mais repugnáveis expoentes da política local, que ele mesmo apontava, para sentar na cadeira de prefeito, como também, na base do oportunismo, é capaz de ir a igrejas evangélicas somente para cativar o voto de seus membros, mesmo sem jamais ter tido, ao longo de sua vida, se mostrado adepto a frequentar entidades religiosas.

 

Um dos aspectos que devem ser considerados pelos eleitores de Xique-Xique com relação à eleição municipal deste ano é a campanha eleitoral nos carros de som, nos palanques e no horário eleitoral gratuito de rádio. Neles, tem sido possível os eleitores distinguirem os objetivos de ambos os candidatos como, por exemplo, testemunhar a campanha de Reinaldinho se ater a planos de governo para administrar o Município a partir de 1º de janeiro de 2017, e a campanha de Eduardo se ater a ataques constantes justamente contra seu adversário.

 

Exceto o histórico de mentiroso de um deles, não haverá, para o pleito eleitoral deste ano, quaisquer dificuldades de a população xique-xiquense selecionar os motivos pelos quais definirá o candidato a prefeito em que votará no próximo dia 2 de outubro, pois os dois concorrentes, Reinaldinho e Eduardo, são antônimos inquestionáveis na forma de pensar e fazer política, sobretudo no tocante à gestão pública com compromisso, competência e experiência no trato de uma administração municipal em prol do bem-estar de todo o Município, independentemente das classes sociais, credos religiosos, raças etc. Ou seja, o futuro de Xique-Xique está nas mãos dos seus eleitores.

20 de agosto de 2016 | Edilson Rocha

Uma profecia que se consumou na política de Xique-Xique

Para a surpresa geral, inclusive para seus eleitores, Ricardo, sem mais nem menos desistiu de sua tentativa de reeleição e indicou seu vice, Lula, que, por sua vez, declinou do convite.

Parece até que se trata de um profeta, mas é fato inquestionável que o pré-candidato a prefeito de Xique-Xique, pelo PMDB, Reinaldinho, que concorre à eleição municipal do próximo dia 2 de outubro, provou que tinha razão quando, anos atrás, já dizia que, semanas antes do pleito eleitoral local, seus adversários políticos, por mais que tentassem, entre eles, mostrar que não falavam a mesma língua, iriam se unir com a pretensão de derrotá-lo nas urnas.

 

Em grande parte do primeiro semestre deste ano, enquanto o ex-prefeito Reinaldinho já havia sido definido antes mesmo da convenção do PMDB como candidato natural à Prefeitura de Xique-Xique, alguns dos seus adversários, cada um com interesses distintos, iam às rádios e às redes sociais se lançar como candidatos a prefeito. O primeiro foi justamente o atual prefeito e, em seguida, não necessariamente nesta ordem, o vice-prefeito Lula (PDT), o empresário Eduardo Pessoa (PSB) e a médica Dra. Simone Cosmo (PSDB).

 

Num determinado momento, ainda do primeiro semestre de 2016, o prefeito Ricardo, que bradava constantemente que era o candidato à reeleição, chegou a declarar que os seus aliados de 2012 tinham o direito de lançar seus nomes como candidatos, mas que ele, no seu entendimento, se sentia no direito de conquistar, nas urnas, mais quatro anos de mandato.


Para a surpresa geral, inclusive para seus eleitores, Ricardo, sem mais nem menos desistiu de sua tentativa de reeleição e indicou seu vice, Lula, que, por sua vez, declinou do convite. Mais adiante, firmou compromisso de apoiar a médica Dra. Simone Cosmo, mais conhecida por ser irmã do presidente da Câmara Municipal de Xique-Xique, vereador Padeirinho, para ser candidata do grupo da situação.

 

Dra. Simone estava indo até razoavelmente bem como pré-candidata à Prefeitura de Xique-Xique, embora, para seus adversários, era considerada muito verde, inexperiente. No entanto, segundo informações oriundas de redes sociais, a médica e o empresário Eduardo Pessoa teriam firmado um acordo com o qual apenas um dos dois, após uma pesquisa em meio à população, deveria disputar o pleito municipal deste ano. Assim, Eduardo Pessoa, por ter se sobressaído na pesquisa, foi definido como o candidato único para enfrentar o ex-prefeito Reinaldinho.

 

Lula, que uns dois anos atrás havia se desentendido com Ricardo numa visita à Zona Rural e que andou trocando algumas farpas com Eduardo em redes sociais por conta da recente eleição à Presidência da Colônia de Pescadores do Município, não demorou muito para declarar abertamente o seu apoio à candidatura do empresário. Agora, só faltava o apoio do prefeito Ricardo para Eduardo mostrar que, realmente, o ex-prefeito Reinaldinho tinha total razão quando dizia que, poucas semanas antes da eleição de 2016, seus adversários políticos, por mais que estivessem se estranhando, iriam se juntar novamente. E realmente, a profecia de Reinaldinho se consumou.

19 de julho de 2016 | Edilson Rocha

Uma pré-candidatura consolidada contra duas atrapalhadas

Considerando que política é algo revestido de muito dinamismo e que, por isso, as novidades relativas a ela ocorrem a todo momento, uma mudança de planos de Eduardo e de Dra. Simone, envolvendo a desistência de um deles para apoiar o outro...

Enquanto a pré-candidatura do ex-prefeito Reinaldinho, do PMDB, cresce cada vez mais a caminho do seu registro como candidato e favorito a vencer o pleito de 2 de outubro, para a Prefeitura de Xique-Xique, o prefeito Ricardo, chamado de ‘corrão’ pelo povo em face de ter corrido da possibilidade de sua reeleição, viu seu pré-candidato Lula desistir da disputa e, sem perder muito tempo, lançou em seu lugar o nome da médica Dra. Simone

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Até o dia 12 de julho, quando eu fechava esta matéria, a disputa entre os pré-candidatos à Prefeitura de Xique-Xique visando à eleição deste ano compreendia os nomes do ex-prefeito Reinaldinho, do empresário Eduardo Pessoa e da médica Dra. Simone. No entanto, exceto a pré-candidatura do ex-prefeito Reinaldinho, que já estava consolidada a pedido do povo, as pré-candidaturas do empresário, que já foi vice-prefeito na gestão do ex-prefeito José Magalhães, entre 2001 e 2004, e da médica, marinheira de primeira viagem no trato com disputas eleitorais de mandatos políticos, não davam sinais consistentes de que iriam vingar. As duas, na boca do povo, passaram a ser denominadas como pré-candidaturas atrapalhadas.

 

O fato de Dra. Simone ser candidata sob o apoio do prefeito Ricardo não havia caído bem entre boa parte da opinião pública, que entendia ser um retrocesso, um equívoco a médica deixar de ser uma pré-candidata independente, representando o PSDB, para navegar, no mesmo barco, com uma pré-candidatura apoiada pelo pior prefeito da história xique-xiquense. Aliás, em vários recantos do Município os comentários, sobretudo em grupos de Whatsapp, eram de que o barco no qual Dra. Simone acabara de entrar para ser pré-candidata à prefeita se encontrava cheio de buracos, ou seja, um barco furado, tamanho o descrédito do povo em relação ao atual prefeito.

 

O outro pré-candidato a prefeito de Xique-Xique, empresário Eduardo Pessoa, do PSB, acabou se tornando uma incógnita após o lançamento da pré-candidatura de Dr. Simone como representante do grupo do prefeito Ricardo, haja vista que, sem apoio do atual gestor municipal, terá que enfrentar o ex-prefeito Reinaldinho, um adversário muito bem avaliado pela população, e também a “Doutora”, que, por sua vez, a julgar por comentários baseados nas ruas e nos grupos alocados na web, não estaria disposta a abrir mão de sua pré-candidatura para apoiar o pré-candidato do Partido Socialista Brasileiro.

 

Considerando que política é algo revestido de muito dinamismo e que, por isso, as novidades relativas a ela ocorrem a todo momento, uma mudança de planos de Eduardo e de Dra. Simone, envolvendo a desistência de um deles para apoiar o outro, jamais poderá ser descartada, embora o verdadeiro objetivo que estaria por trás de uma possível união de ambos não seria outro senão o de enfrentar a pré-candidatura e consequente candidatura de Reinaldinho, que adiou um futuro indiscutivelmente brilhante no tocante aos seus projetos políticos se tivesse continuado na cidade de Salvador para atender ao chamado do povo xique-xiquense, que se vê abandonado desde 2013, quando Ricardo, eleito no ano anterior, passou a ser o prefeito do Município.

21 de junho de 2016 | Edilson Rocha

Duas Farinhas ou três Farinhas do mesmo saco

Estaria o empresário disposto a provar que não é farinha do mesmo saco de Ricardo e Lula?

Para surpresa geral, notadamente em meio aos poucos eleitores que ainda lhe restavam, o prefeito de Xique-Xique, Ricardo, desistiu de sua pré-candidatura à reeleição com vistas ao pleito municipal deste ano, em 2 de outubro. Ele nem sequer se deu o trabalho de divulgar em rádio, jornais ou redes sociais a sua surpreendente decisão, que deixou extremamente desapontados servidores contratados que viam, numa pré-candidatura e reeleição de Ricardo, a esperança de se manter nos seus empregos por mais alguns anos na esfera da Prefeitura. O secretário municipal de Educação e Cultura, Rodrigo Eustásio (Tasão), é que fez a divulgação, através da rede social facebook, da decisão do agora “prefeito corrão”, apelido que lhe foi dado pelo povo por motivos óbvios, evidentemente.

 

Desistente da pré-candidatura à reeleição, Ricardo decidiu que irá apoiar o seu vice, Lula, para a pré-candidatura a prefeito de Xique-Xique, sem, entretanto, esclarecer que outro pré-candidato do Município, o empresário Eduardo Pessoa, seria ao menos convidado a fazer parte da chapa que enfrentará Reinaldinho, disparadamente o maior favorito a vencer a eleição municipal deste ano. Há quem diga que Ricardo até conseguiu superar suas diferenças com Lula, o qual havia rompido administrativamente com sua gestão há um bom tempo. Porém, quando se envolve o nome de Eduardo Pessoa como um possível aliado do mesmo candidato apoiado por Ricardo, apesar de o empresário ter sido peça muito importante em sua eleição a prefeito em 2012, o prefeito que prometeu a construção de uma “Nova Cidade” não o vê com bons olhos, principalmente após as várias alfinetadas que vinha recebendo dele nos últimos anos.

 

Paralelamente às dificuldades de o prefeito montar uma chapa para a disputa eleitoral deste ano, a pré-candidatura do ex-prefeito Reinaldinho segue cada dia mais forte, segura e definida, pois o nascimento dela partiu dos pedidos do povo xique-xiquense, inclusive de parte bastante considerável de eleitores arrependidos de terem votado em Ricardo. De qualquer modo, a julgar por postagens em redes sociais, o povo de Xique-Xique já percebeu o que ocorre nos bastidores da política local e chegou à conclusão de que Ricardo, Lula e Eduardo são tudo “farinha do mesmo saco”. No momento, Eduardo resiste a não abrir mão de sua pré-candidatura a prefeito, mas até quando? Estaria o empresário disposto a provar que não é farinha do mesmo saco de Ricardo e Lula?

 

Estes três homens públicos, Ricardo, Lula e Eduardo, têm, entre si, suas diferenças – não se sabe se apenas política ou pessoal, ou se ambas –, mas, no fundo, possuem um mesmo objetivo: evitar o retorno de Reinaldinho à Prefeitura de Xique-Xique. Para tanto, são capazes de superar essas mesmas diferenças, obviamente com conotações da mais pura falsidade entre eles mesmos, por entenderem ser a única esperança, apesar de pequena, de ver suas obsessões políticas, nada elogiáveis, se imporem no Município. Os três, em 2012, prometiam progresso e, no entanto, após a posse de Ricardo, implantaram um verdadeiro retrocesso em Xique-Xique, exemplificado com a falta de obras e serviços públicos imprescindíveis à população, não cumprimento das promessas de campanha eleitoral e, pior ainda, destruição de benefícios sociais que eram garantidos pelo ex-prefeito Reinaldinho.
20 de maio de 2016 | Edilson Rocha

As possíveis pré-candidaturas a prefeito de Xique-Xique

O período do TSE destinado ao registro das chapas a prefeito ainda está longe e até lá muita coisa irá acontecer em meio à formação ou mesmo desintegração do que poderiam ser possíveis alianças

A cinco meses das eleições municipais de 2016, quatro pré-candidaturas a prefeito de Xique-Xique estão lançadas – duas de forma oficial, que são as do ex-prefeito Reinaldinho (PMDB) e do empresárioEduardo Pessoa (PSB), e outras duas oficiosas, que são as do atual prefeito, Ricardo (PT), pela reeleição, e do atual vice-prefeito, Lula (PDT), ou da médica Dra. Simone (PSDB).

 

Até o fechamento desta matéria, o ex-prefeito Reinaldinho, que geriu o Município de 2005 a 2008 e de 2009 a 2012, havia realizado na Câmara Municipal uma solenidade na qual se lançou pré-candidato a prefeito, e o empresário Eduardo Pessoa, poucas semanas antes, também no mesmo local, havia se lançado como tal, com vistas às mesmas pretensões nas eleições municipais do próximo dia 2 de outubro.

 

Os outros dois pré-candidatos, prefeito Ricardo e vice-prefeito Lula, não haviam sido muito claros, pelo menos até o dia em que escrevi este texto, quanto às suas convicções de serem pré-candidatos a prefeito de Xique-Xique no pleito deste ano, já que o primeiro, a julgar por informações postadas em grupos do WhatSapp por seguidores seus, teria desistido de uma suposta pretensão de se reeleger e, logo em seguida, voltado atrás, enquanto o segundo teve um dos seus seguidores participado, por telefone, de um noticioso da rádio comunitária local para divulgar que Lula ou Dra. Simone iria ser pré-candidato a prefeito e que ficaria faltando apenas a definição de quem seria o cabeça de chapa e de quem seria o vice.

 

Se acaso não houver desistências, Xique-Xique poderá contar com quatro candidatos a prefeito este ano: Reinaldinho, representando a oposição; Ricardo, representando a continuidade da atual administração pública municipal; Eduardo Pessoa, empresário que ama militar na política, mas que não consegue ser governo por muito tempo; e Lula, atual vice-prefeito, que chegou a declarar na rádio comunitária local que havia rompido administrativamente, mas não politicamente, com o prefeito Ricardo.

 

O período do TSE destinado ao registro das chapas a prefeito ainda está longe e até lá muita coisa irá acontecer em meio à formação ou mesmo desintegração do que poderiam ser possíveis alianças. Contudo, há de se salientar a possibilidade de que um dos pré-candidatos, Reinaldinho, que foi pedido pelo povo, poderá concorrer contra possíveis candidatos que integraram um mesmo interesse político em 2012. Ricardo, Eduardo, Lula e Dra. Simone, que hoje politicamente não se bicam, eram aliados naquele ano e enganaram o povo de Xique-Xique com falsas promessas, como o discurso sujo, porém eleitoralmente eficaz, do nascimento de uma “Nova Cidade”.
19 de abril de 2016 | Edilson Rocha

Assistência Social e Assistencialismo

Os vereadores de Xique-Xique, como também os de milhares de outras cidades, principalmente interioranas do Brasil afora, praticam em meio a seus eleitores não assistência social, mas sim assistencialismo.

Juro que, nesta edição, eu havia me preparado para escrever sobre outro assunto, diferente deste do título, embora relacionado a aspectos políticos pertinentes, há anos, no cotidiano do povo xique-xiquense, principalmente das classes menos favorecidas.

 

Não faço questão nenhuma de divulgar nem sequer o título da matéria que substituí, preferindo, pois, discorrer sobre um assunto que, dada a repercussão alcançada, ainda que não fosse meu propósito, se insere nas discussões relativas ao verdadeiro papel dos vereadores, não importando a que Câmaras Municipais do País eles pertençam. Eu explico.

 

Na edição de 9 de abril de 2016, do Programa Espaço Aberto, apresentado pelo radialista Jorge Meira na FM Xique-Xique, fiz uma pequena intervenção na entrevista concedida pelo empresário e agente de Desenvolvimento do Território de Irecê João Carlos Araújo, que, em determinado momento, criticou a forma como os vereadores do Município vêm desempenhando seus mandatos perante o povo ao confundirem assistência social com assistencialismo.

 

Em Xique-Xique, os vereadores assim como os eleitores costumam confundir assistência social com assistencialismo, talvez por não saberem que essas duas práticas são diferentes. A assistência social é uma política pública, um direito do cidadão e um dever do Estado, e o assistencialismo, uma prática individual, em forma de ajuda, uma troca de favores e não uma transformação permanente. Ou seja, não há mudanças na realidade social dos indivíduos, pois sua principal característica é a doação, um ato de caridade.

 

Em resumo, os vereadores de Xique-Xique, como também os de milhares de outras cidades, principalmente interioranas do Brasil afora, praticam em meio a seus eleitores não assistência social, mas sim assistencialismo, algo que, inclusive, lhes servem como espécie de escudo para, depois de eleitos ou reeleitos, não se acharem na obrigação de atender aos anseios de quem os elegeu ou, se for o caso, os reelegeu.

 

Alguns vereadores da Câmara Municipal de Xique-Xique alegam que suas campanhas para a conquista de uma vaga no Poder Legislativo Municipal não custam menos do que R$ 80 mil reais, embora afirmem que, líquidos, recebem mensalmente, a título de subsídios, em torno de R$ 4.800 – um valor ínfimo diante das demandas assistencialistas que eles se veem obrigados a atender nos anos eleitorais e também em todos os anos que se  mantiverem com seus mandatos de parlamentares municipais.

 

O papel dos vereadores é o de legislar e fiscalizar, cabendo à Secretaria de Ação Social ou afins as atribuições de amparar pessoas que de alguma forma não têm total acesso à cidadania, ajudando-os a resolver problemas ligados à educação, habitação, emprego, saúde.  Desta forma, a partir do momento em que começarem a absorver o seu verdadeiro papel como representantes do povo, os vereadores tenderão a não mais permitir que seus eleitores condicionem os seus votos em troca de cimento, bloco, telha, dentadura, etc.
16 de março de 2016 | Edilson Rocha

A Saúde como principal prioridade de gestão municipal

O sujeito pode ser o maior intelectual de todos os tempos, porém, senão tiver acesso a um sistema de saúde de qualidade, de nada adiantará ser portador de grandes diplomas universitários...

Em Xique-Xique, a prioridade dos candidatos a prefeito sempre é a Educação, para a qual prometem construção de novas escolas, qualificação e valorização dos profissionais da categoria, entre outras coisas, tendo alguns procurado cumprir fielmente suas propostas, enquanto outros, por incompetência ou descaso, simplesmente não cumprem absolutamente nada.

 

Há uma frase, costumeiramente usada pelos candidatos, que diz que sem a Educação não existiriam os engenheiros, os arquitetos, os médicos e outros profissionais, já que todos eles aprendem e se formam graças aos ensinamentos dos professores, cuja atribuição é originada justamente da Educação.

 

Não restam dúvidas de que a Educação é a essência não só para a alfabetização, como também para a conscientização política do povo, o que, muitas vezes, não é o sonho da maior parte dos candidatos a cargos políticos eletivos, já que preferem ver seu eleitorado desinformado e, sobretudo, alienado às suas propostas recheadas de mentiras e demagogias.

 

Mas não é, neste momento, minha pretensão discorrer aspectos relativos à Educação, mas sim à Saúde, cuja prioridade dos candidatos a prefeito, a julgar pela maior parte das campanhas eleitorais dos últimos anos, fica em segundo ou terceiro planos, isto porque a Segurança Pública, em determinadas circunstâncias, acaba se colocando como um dos mais espinhos problemas do País.

 

Entendo que a Educação, apesar de toda a sua importância, não deveria ser a principal prioridade dos gestores municipais. Afinal, o ser humano é capaz de sobreviver como analfabeto, pois sempre lhe foi possível trabalhar mesmo sem saber ler e escrever – dependendo, é óbvio, do tipo de profissão a que se habilite. Contudo, ninguém que saiba ler e escrever, que tenha as melhores formações educacionais, será capaz de sobreviver sem saúde.

 

O sujeito pode ser o maior intelectual de todos os tempos, porém, senão tiver acesso a um sistema de saúde de qualidade, de nada adiantará ser portador de grandes diplomas universitários e até de bom poder aquisitivo, exceto se for na rede privada de saúde, onde o dinheiro, em muitos casos, possibilita um atendimento com ótimas chances de salvar-lhe a vida.


Ainda consigo ver, pela imprensa, a inauguração de novas escolas e universidades, mas ao mesmo tempo hospitais públicos fechando suas portas e alguns, como o filantrópico Julieta Viana, em Xique-Xique, com riscos de ter o mesmo fim, o que seria uma tragédia para o povo mais carente, desprovido de quaisquer condições financeiras de ser atendido pela rede privada de saúde.

17 de fevereiro de 2016 | Edilson Rocha

O desperdício das chances de se fazer história

As tão propagadas obras dos Governos Federal e Estadual, em convênio com a Prefeitura, estão em construção, muito atrasadas, enquanto o prefeito da “Nova Cidade” não construiu uma única obra com recursos próprios do Município, que, em média, recebe R$ 7 milhões de reais mensais.

Sempre em anos de eleições no Brasil, sobretudo para prefeito e deputados estaduais, parte de alguns políticos de Xique-Xique declarava, dentro ou fora dos meios de comunicação, que o grupo político liderado pelo deputado Reinaldo Braga – atualmente em seu nono mandato consecutivo na Assembleia Legislativa da Bahia – encontrava-se no ápice do Poder Público Municipal havia mais de 40 anos e que não realizava nada, o que é uma mentira, haja vista que, em meio a esse período, os ferrenhos antibraguistas tiveram várias passagens pelo cargo mais importante em termos locais: o de prefeito.

 

Apesar de ter sido eleito prefeito graças à popularidade do Grupo Braga, Dr. Magalhães rompeu com ele, preferindo seguir um caminho sem qualquer interferência braguista em sua gestão, que ficou marcada, em seus quatro anos de mandato, de 1993 a 1996, como ruim, para não dizer péssima. Em 2000, apesar do seu histórico horroroso como ex-prefeito, Magalhães retornou à Prefeitura, se elegendo para o seu segundo mandato, comandando a Prefeitura de Xique-Xique entre 2001 e 2004, com um trabalho considerado muito pior do que o realizado em seu primeiro mandato.

 

Em 2012, novamente os ferrenhos antibraguistas tiveram a oportunidade se apossar do Poder Público Municipal, usando a propaganda mentirosa, nas campanhas de rádio, carros de som e redes sociais, impondo o nome de um sujeito conhecido apenas por ser médico, mas sem qualquer domínio das questões políticas, sobretudo em nível municipal. Não por acaso, precisou de marqueteiro profissional para, certamente, lhe dar dicas do que lhe eram necessárias para engabelar o eleitor xique-xiquense. E conseguiu. Dr. Ricardo, coincidentemente sobrinho do ex-prefeito Dr. Magalhães, se elegeu prefeito em 7 de outubro de 2012, prometendo que iria fazer nascer uma “Nova Cidade”.

 

O jovem médico, a julgar por sua campanha eleitoral de rádio – muito bem feita, diga-se de passagem –, tinha tudo para realizar um grandioso trabalho na administração pública de Xique-Xique. Tinha todos os acessórios imprescindíveis à realização de uma gestão tendente a fazer história. Porém, sua mediocridade o impediu, apesar de ter tido apoio de todos os vereadores na aprovação dos seus projetos na Câmara; apesar de ter tido e ainda ter o seu sonhado alinhamento político: PT no Governo da Bahia e PT na Presidência da República, que segundo ele eram poderes constituídos que iriam contribuir efetivamente para trazer muitas obras para o Município.

 

As tão propagadas obras dos Governos Federal e Estadual, em convênio com a Prefeitura, estão em construção, muito atrasadas, enquanto o prefeito da “Nova Cidade” não construiu uma única obra com recursos próprios do Município, que, em média, recebe R$ 7 milhões de reais mensais. Dizer que os “Bragas” estão no ápice do Poder Público Municipal há mais de 40 anos e nunca fez nada é um argumento inconsistente para tentar justificar a incompetência de todos os prefeitos que optaram por ser adversários de um grupo político que tem história e muitos serviços prestados no Município. Os antibraguistas desperdiçaram novamente suas chances de também fazer história em Xique-Xique.

20 de janeiro de 2016 | Edilson Rocha

2016 – O ano da esperança xique-xiquense

É o ano de o povo xique-xiquense refletir sobre tudo que lhe ocorreu desde 1º de janeiro de 2013 até o momento, de lembrar-se dos discursos demagogos do candidato que se elegeu prefeito de Xique-Xique prometendo uma “Nova Cidade”

Obviamente, 2016 se reveste, assim como os que já se passaram, no ano de esperanças, de perspectivas para que cada um de nós, nativos de quaisquer que sejam as nações, tenha êxito em todos os setores imprescindíveis ao nosso bem-estar. Como moro em Xique-Xique, me permito, de imediato, sonhar primeiramente com o sucesso do povo deste município.

 

Em 2012, conforme grande parte do eleitorado de Xique-Xique reconheceu logo nos primeiros meses de 2013, o povo deste município elegeu um prefeito na crença de que ele iria revolucionar a administração municipal, realizando gigantescas obras, impulsionando a geração de empregos, recuperando os dois hospitais locais, etc. Passados três anos de mandato e iniciando o último neste ano, o prefeito Ricardo ainda não aprendeu a gerir a coisa pública. O seu quarto ano como gestor municipal, ao que tudo indica, irá repetir o desastre administrativo que impôs nos três anos anteriores, sem a realização das transformações que prometera em 2012, durante sua campanha eleitoral.

 

Por mais que se consista em repetição de informações já conhecidas pelo povo de Xique-Xique, nunca será demais lembrar que o Bolsa Família Municipal não apareceu; os empregos prometidos não apareceram; os “amigos médicos” que deveriam chegar logo no início de 2013 demonstraram, no mínimo, não serem amigos coisa nenhuma do prefeito Ricardo, haja vista nunca terem aparecido no Município; as gigantescas vantagens com o tal alinhamento político entre os governos federal, estadual e municipal não surtiram, na prática, o efeito propagado nos palanques de campanha. E por aí vai.

 

O ano de 2016, considerando-se a revolta do povo xique-xiquense em comentários nas ruas, nas rádios e nas redes sociais, é aquele através do qual o povo poderá, democraticamente, pelo voto direto nas urnas, dar uma carta de demissão ao pior prefeito da história deste município.

 

A revolta do povo xique-xiquense não se restringe apenas às promessas de campanha não cumpridas pelo prefeito Ricardo. Agora tal revolta juntou-se ao fato de ele não estar nem sequer zelando pelo patrimônio público. As ruas estão sujas, cheias de capim e com iluminação danificada; empresa terceirizada atrasa salários de funcionários; escolas não oferecem merenda de qualidade, etc.

 

Este ano de 2016 não é um ano qualquer. É o ano de o povo xique-xiquense refletir sobre tudo que lhe ocorreu desde 1º de janeiro de 2013 até o momento, de lembrar-se dos discursos demagogos do candidato que se elegeu prefeito de Xique-Xique prometendo uma “Nova Cidade”, mas que, desde que assumiu seu mandato, vem destruindo o Município, além de demonstrar total insensibilidade perante o sofrimento de quem é obrigado, constitucionalmente, tolerá-lo no cargo mais importante desta terra.