07 de abril de 2017

EUA bombardeiam alvo de Assad na Síria

EUA bombardeiam base do regime de Assad na Síria - 06/04/2017 (Mass Communication Specialist 3rd Class Ford Williams/U.S. Navy/AP)

Os Estados Unidos lançaram na noite desta quinta-feira uma ofensiva militar na Síria contra o regime de Bashar Assad. Na primeira ação militar do governo Donald Trump, as forças americanas bombardearam com 59 mísseis Tomahawk uma base aérea em Homs. A ofensiva foi lançada a partir de navios de guerra mobilizados no Mediterrâneo.

 

O bombardeio é uma resposta ao ataque com armas químicas lançado contra a população civil síria na última terça-feira. Segundo o governo americano, os aviões que participaram da ação que matou mais de 70 pessoas em Idlib partiram da base bombardeada nesta quinta. O presidente americano culpou o ditador sírio pela barbárie. 

 

Esta é a primeira vez que os Estados Unidos atacam diretamente alvos ligados a Bashar Assad desde o início da Guerra na Síria, há seis anos. Em 2014, sob comando de Barack Obama, as forças americanas chegaram a bombardear o território sírio, mas em ações contra o grupo terrorista Estado Islâmico. “Esta noite, eu ordenei uma ofensiva militar contra a base na Síria de onde o ataque químico foi lançado”, anunciou Trump em um breve pronunciamento. “Assad sufocou indefesos”, disse o presidente americano. Ele também convocou “todas as nações civilizadas” a buscar o fim do “massacre e do derramamento de sangue” que assola a Síria.

 

O Pentágono informou que a Rússia foi avisada antecipadamente sobre o bombardeio. Aliado de Assad, o governo russo conduz operações militares no território sírio para apoiar as tropas do ditador na luta contra rebeldes e terroristas.

 

Mudança de postura

 

O ataque militar na Síria representa uma significativa mudança de postura de Trump em relação a Assad. Durante a campanha eleitoral, o republicano afirmou que seria “tolo” insistir em tirar o ditador sírio, aliado da Rússia, do poder. Após o chocante ataque químico, porém, o próprio Trump admitiu que sua opinião havia mudado e que o uso de gases tóxicos contra civis “ultrapassou muitas linhas”.

 

Fonte: http://veja.abril.com.br