Mônica Bastos - Administradora, Escritora, Coach, Analista Comportamental, Palestrante, Conferencista. Autora do livro Um Líder Recrutado por Deus e coautora dos livros Damas de Ouro, Coaching & Mentoring - Foco na Excelência e também do E-book 15 Lições de carreira para Administradores.
20 de julho de 2017 | Mônica Bastos

O que realmente importa?

Tudo nesta vida é passageiro, inclusive a nossa estadia, e a estadia daqueles que amamos nesta Terra.

Se alguém chegasse até você e fizesse as seguintes perguntas: o que realmente importa? O que você valoriza na vida? São perguntas simples, no entanto, as respostas podem ser mais complicadas do que parecem. Isso porque, as respostas que costumamos guardar na ponta da língua, na maioria das vezes, não são condizentes com a realidade em que vivemos. Dizemos uma coisa e acabamos fazendo outra. Na maior parte do tempo, agimos de maneira imperceptível, acreditamos que estamos de fato vivendo de acordo com aquilo que valorizamos. Infelizmente, só após alguns fracassos, compreendemos que falhamos.

 

As falhas são fontes constantes de aprendizado, mas não temos muito apreço pelo aprendizado através dos erros. Não gostamos de pensar que: “se tivesse feito de tal forma” nada disso teria acontecido.

Como não temos apreço pelos erros, por que não os evitar? O motivo talvez seja a falta de percepção acerca dos riscos que envolvem aquilo que classificamos como pequenas e médias decisões. Digo isso, porque fica claro que quando pensamos em riscos “altos”, nós humanos tomamos decisões de forma cuidadosa e racional. Jamais entraríamos em um veículo se soubéssemos que ele teria uma chance em 10 de cair ou jamais desistiríamos de uma dieta se ouvíssemos do médico que a chance de enfartar é assustadora. No entanto, não calculamos o risco que nossos filhos correm, quando não os educamos da forma que convém e entregamos à sociedade seres fragilizados, instáveis e suscetíveis a comportamentos disruptivos. Não calculamos o risco que nosso casamento corre quando permitimos que as tarefas do dia a dia e os problemas corriqueiros tornam-se o centro da relação. Não calculamos o risco que as nossas amizades correm, quando nos tornamos pessoas egoístas e incompreensivas.

Tudo nesta vida é passageiro, inclusive a nossa estadia, e a estadia daqueles que amamos nesta Terra. Se tudo passa, o que realmente importa? Segundo Anthony J. D’Ângelo: “As coisas mais importantes da vida não são as coisas”.

 

O que realmente importa, são as pessoas as quais Deus permitiu que cruzassem o nosso caminho de maneira simples e bela e a diferença que fazem durante essa permanência.

 

E você? O que realmente importa?

18 de junho de 2017 | Mônica Bastos

Andando na corda bamba

Acredito que muitos de nós, literalmente, nunca vamos andar em uma corda bamba. No entanto, podemos nos encontrar em situações instáveis, que exigem de nós, uma resposta à altura.

Outro dia assisti na TV, o número da corda bamba, aquele apresentado em circos, onde o equilibrista atravessa o picadeiro a muitos metros do chão. Tenho certa admiração por esses profissionais tão hábeis e corajosos. Equilibrar-se em situações seguras, em momentos de estabilidade, não é tão difícil. Difícil é manter o equilíbrio diante de situações desafiadoras, nas quais muitas das vezes somos submetidos. Mas claro que isso não significa que devemos ficar imunes diante das problemáticas que vêm ao nosso encontro; pelo contrário, significa que precisamos saber responder sabiamente a cada uma das situações impostas pela vida.

 

Se perguntássemos a um desses equilibristas, quais os requisitos necessários para atravessar de um lado para o outro através de uma corda bamba, sem dúvidas, ele nos responderia: concentração, autocontrole, postura e equilíbrio.

 

Concentração: A concentração nos ajuda a direcionar o foco. Para isso, devemos deixar de fazer várias coisas ao mesmo tempo e dar atenção primordial ao nosso objetivo principal.

 

Autocontrole: O autocontrole é uma qualidade das pessoas bem sucedidas. Por mais difícil que seja, controlar nossos impulsos é algo fundamental na nossa trajetória de vida. Socialmente falando, quem consegue ter domínio próprio, em geral é mais respeitado, do que as pessoas explosivas.

 

Postura: Algumas pessoas que nos cercam fazem com que nossa interação social seja um desafio. Muitas vezes somos submetidos a situações constrangedoras que requerem de nós uma postura adequada e diferenciada.

 

Equilíbrio: Às vezes, a nossa vida se move em um ritmo bastante acelerado, várias coisas acontecem ao mesmo tempo, nos desafiando a encontrar um equilíbrio, o que não é uma tarefa muito fácil de ser realizada. No entanto, manter o equilíbrio diante dos desafios é de suma importância, afinal de contas, não é porque as coisas não saem como o planejado, que precisamos desistir.

 

Acredito que muitos de nós, literalmente, nunca vamos andar em uma corda bamba. No entanto, podemos nos encontrar em situações instáveis, que exigem de nós, uma resposta à altura. Desta forma, podemos, assim como os equilibristas, superar tais situações, através de concentração, autocontrole, postura e equilíbrio.
19 de maio de 2017 | Mônica Bastos

Não é a velocidade

Digo isso, porque quando traçamos determinada rota, pensamos apenas no destino e pouco nos importamos com a trajetória...

Outro dia estava [eu] na estrada, e algo me fez refletir bastante acerca da vida. Um veículo em alta velocidade resolveu ultrapassar o meu, parecia estar com muita pressa. Segui minha viagem tranquilamente, e uma hora depois, fiquei surpresa ao encontrar aquele veículo novamente, já que eu seguia moderadamente em direção ao meu destino, enquanto ele seguia desesperadamente em direção ao seu. Minutos depois, nos deparamos com uma subida enorme, e logo o vi perdendo força, e consequentemente ficando para trás. Foi aí que percebi o que me fizera alcançá-lo novamente. Apesar de nossos carros serem visivelmente semelhantes, a potência do motor fazia toda a diferença. Desta forma, por mais que ele andasse em uma velocidade bem acima da minha, em algum momento, diante de alguns obstáculos, eu iria encontrá-lo e, mais uma vez, o deixaria para trás.

 

Através dessa reflexão aparentemente supérflua, pude entender que aquela experiência na estrada, é bastante semelhante com as experiências vivenciadas no nosso cotidiano. Onde compreendemos que a vida é uma jornada percorrida diariamente em direção ao nosso destino. E essa corrida é bastante competitiva. Sendo assim, é preciso ter compreensão de que, se quisermos ultrapassar a linha de chegada em primeiro lugar, vamos precisar mais do que velocidade. Precisaremos de potencial, ou seja, aptidões individuais. O que estamos querendo dizer, é que a velocidade não é tão importante, quando não estamos aptos para lidar com os obstáculos.

 

Todos nós temos uma jornada, mas, de antemão, precisamos conhecer o caminho que estamos prestes a seguir, e nos certificar de que estamos aptos a percorrê-lo. Nenhum de nós quer ficar para trás e carregar consigo a falsa ilusão de que “eu quase consegui”. Sendo assim, é importante olharmos para dentro de nós mesmos e descobrir a nossa verdadeira identidade. É necessário saber o que nos motiva a seguir tal caminho e, por último, ter convicção de que a trajetória vale a pena. Digo isso, porque quando traçamos determinada rota, pensamos apenas no destino e pouco nos importamos com a trajetória. Moisés que o diga, já que teve que passar quarenta anos no deserto e no final descobriu que não ia chegar ao tal sonhado destino final.

 

Não é a velocidade!

20 de abril de 2017 | Mônica Bastos

Desde quando é melhor ir a uma casa onde há luto?

Olhar para o luto de algumas famílias, nos faz refletir acerca da importância que devemos dar à vida e às pessoas que amamos. Infelizmente a correria do dia a dia e a busca incessante pelo sucesso pessoal e profissional nos impossibilitam de valorizar o nosso bem mais precioso.

É muito triste quando nos deparamos com a morte de pessoas próximas a nós. Olhamos para um lado e para o outro e percebemos o quão impotente somos. Nestes momentos temos a compreensão de que, não importa o papel que ocupamos na sociedade, não importa a nossa real condição financeira, se há algo que não está no nosso controle, é o fôlego de vida. No entanto, para pensarmos a respeito do assunto, e nos dar conta dessa triste realidade, é necessário de antemão nos deparar com a morte.

 

Em Eclesiastes 7:2: “Melhor é ir a casa onde há luto do que ir a casa onde há banquete, porque naquela está o fim de todos os homens, e os vivos o aplicam ao seu coração”.

 

Como assim? Desde quando é melhor ir a uma casa onde há luto, do que ir a uma casa onde há banquete? O autor de Eclesiastes abre os nossos olhos, e nos convida a pensar sobre o tema. O momento do luto é triste, porém é um momento dedicado a reflexões acerca do que é a nossa vida e principalmente a importância das nossas escolhas. Neste momento é que percebemos que a vida tem começo e fim, e quão frágeis somos diante dela. Podemos até manipular a vida, mas jamais conseguiremos manipular a morte.

 

Olhar para o luto de algumas famílias, nos faz refletir acerca da importância que devemos dar à vida e às pessoas que amamos. Infelizmente a correria do dia a dia e a busca incessante pelo sucesso pessoal e profissional nos impossibilitam de valorizar o nosso bem mais precioso.


Como você tem conduzido à sua vida? Quando compreendemos a grandiosidade de se estar vivo, é necessária uma compreensão de que, precisamos aprender a direcionar a nossa vida, de uma maneira que ao final, possamos descansar, certos que fizemos o nosso melhor. Precisamos escolher caminhos calculando os impactos que uma simples escolha pode representar. Quantas vezes, no impulso de resolver algo que nos perturba, acabamos por tomar decisões sem pensar nas consequências?

 

A vida é uma preciosidade impossível de ser valorada e gira em tornos das nossas decisões. Todas as nossas escolhas, por mais insignificantes que pareçam, geram consequências e algumas dessas consequências nos acompanharão por toda a nossa existência. Desta forma, é fundamental que cada decisão seja tomada de maneira consciente e calculada. As decisões do presente, sempre determinarão o nosso futuro, ou seja, determinarão principalmente se teremos ou não um futuro.

20 de março de 2017 | Mônica Bastos

Tem um cisco no teu olho!

...será que, de fato, temos moral para criticar e acusar as posturas alheias?

‘Você está gorda’. ‘Seu cabelo está feio’. ‘Você está magra’. ‘Você agiu errado’. ‘Que burrada que ele fez...’ Essas e inúmeras outras frases são diariamente proferidas em relação à vida de outras pessoas e, o pior disso, é que são ditas com a maior naturalidade, fazendo com que muitas pessoas exponham à sua pequenez. Sim, porque quando focamos na vida e defeitos alheios, assumimos publicamente a insatisfação em relação à nossa própria vida. Estamos tão frustrados com o que somos, que para nos sentir melhor, buscamos refúgio nos defeitos alheios. O que significa que o nosso olhar crítico em relação ao outro, muitas das vezes, é apenas uma necessidade de autoafirmação. Projetamos no outro, aquilo que está internamente em nós.

 

Possivelmente, os maiores pecadores são aqueles que vivem apontando o pecado alheio. Quem já não ouviu o ditado popular: “Quem desdenha quer comprar” ? Estudos apontam que os maiores homofóbicos são gays enrustidos. Sendo assim, não seriam os acusadores, pessoas culpadas querendo esconder os seus sórdidos segredos? Já dizia Renato Russo: “Quem insiste em julgar os outros sempre tem alguma coisa para esconder”.

 

Não estamos dizendo que tecer críticas a outras pessoas é algo que não deva ser feito. No entanto, precisamos ficar atentos às motivações que nos levam a agir de tal forma. Antes de fazer uma exposição acerca dos defeitos do outro, precisamos de antemão olhar para a nossa vida e constatar que estamos aptos para tal atitude. Um ladrão não tem moral para criticar um assassino. Um pedófilo não tem moral para criticar um estuprador. Um mentiroso não pode criticar um ladrão.

 

Coerência é uma qualidade necessária a qualquer ser humano. Ou seja, o nosso modo de pensar deve estar em conformidade com as nossas atitudes. Não podemos olhar para a vida do outro, criticar determinadas áreas, quando na verdade, fracassamos, mesmo que em outras.
‘Tem um cisco no teu olho’, não é a frase apropriada para ser dita, quando há uma viga no nosso olho, porque sem dúvidas, a resposta viria imediatamente: Olha quem está falando!


Então, a pergunta é: será que, de fato, temos moral para criticar e acusar as posturas alheias? Se essa pergunta fosse feita a Cristo, Ele teria uma resposta simples e curta: ‘Aquele que não tem pecado, atire a primeira pedra’.

20 de fevereiro de 2017 | Mônica Bastos

Aceita que dói menos

Lembro-me que na época das últimas campanhas eleitorais para prefeito, ouvimos muito um jargão que dizia: “Aceita que dói menos”. Parece piada, mas por incrível que pareça, essa é uma excelente dica.

Acreditamos que sonhar, fazer planos é algo inerente ao ser humano. No entanto, precisamos compreender que, em determinados momentos da vida, as coisas não saem como planejadas, o que é normal, já que muitas situações não estão sob o nosso controle. No entanto, esses dissabores consequentemente nos causam dor emocional que geralmente vêm acompanhadas de desesperança e ressentimentos, sentimentos que acabam por tirar a nossa paz de espírito. Nesse momento, somos desafiados a tomar uma decisão: podemos encontrar pessoas para culpar pelos nossos fracassos ou simplesmente aceitar que perdas fazem parte do cotidiano de qualquer ser humano. Podemos nos aprisionar ao passado, a aquilo que não deu certo, ou sabiamente prosseguir, certos de que novas oportunidades surgirão.

 

Para àqueles que desejam prosseguir, no entanto, não sabem como fazer isso, listamos algumas dicas:

 

1. Desapego do passado: Remoer o passado é algo doloroso. Ficar imaginando como as coisas poderiam ter sido diferentes, não mudará o presente, pelo contrário, trás à tona a ideia de fracasso e automaticamente um estado permanente de decepção e frustação.
2. Aceitação: Lembro-me que na época das últimas campanhas eleitorais para prefeito, ouvimos muito um jargão que dizia: “Aceita que dói menos”. Parece piada, mas por incrível que pareça, essa é uma excelente dica. Quando algumas decisões nos levam a seguir uma trajetória oposta a que planejamos, aceitar é um passo importantíssimo para prosseguirmos de maneira equilibrada. Quando falamos de aceitação, não estamos dizendo que devemos baixar a cabeça diante dos acontecimentos ou seguir passivamente como se nada tivesse acontecido. A aceitação nada mais é, do que a maturidade para encarar a realidade dos fatos, fazendo uma autoanálise das nossas escolhas, atitudes e falhas. A aceitação é uma maneira inteligente de compreender que, se o caminho percorrido até aqui não nos levou ao lugar desejado, podemos explorar novas rotas.
3. Adaptação: Segundo Daniel Wood: “A adaptação é uma característica que aumenta as suas chances de sobrevivência... em determinado ambiente”. A adaptação a uma nova realidade é algo extremamente difícil, no entanto, uma vez alguém me disse que: “Em meio às dificuldades da vida, sobrevivem àqueles que melhor de adaptarem”. 

19 de janeiro de 2017 | Mônica Bastos

Características de um líder admirado

O grande líder precisa saber para onde está indo, e deve ter a compreensão, que não chegará a lugar algum sozinho.

Uma das qualidades de um bom líder é a habilidade de inspirar pessoas, ou seja, despertar no outro a vontade de criar ou realizar algo. Desta forma acreditamos que a frase: “Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”, perde o sentido, quando o assunto é liderar.

 

A postura do líder influencia no comportamento dos seus liderados. O líder deve ser exemplo para toda a equipe e deve estar atento à coerência entre o seu discurso e as suas atitudes. Influenciar significa ter peso sobre as decisões de alguém ou sobre as fases de um processo. Sendo assim, podemos concordar com Joe Namath: “Para ser um líder, você tem que fazer as pessoas quererem te seguir, e ninguém quer seguir alguém que não sabe onde está indo”.

 

O grande líder precisa saber para onde está indo, e deve ter a compreensão, que não chegará a lugar algum sozinho. De antemão, precisa cercar-se de pessoas da sua confiança, construindo um time de excelência, posicionando cada membro na função adequada. Da mesma maneira que um líder colhe bons frutos quando um trabalho é desenvolvido de maneira adequada, o contrário também acontece.

 

Características de um líder admirado

1. Credibilidade: Entende-se por credibilidade a característica de quem conquista a confiança de alguém. Deste modo, pode-se dizer que o sucesso de um líder está interligado com a sua credibilidade. Todo líder deve ter confiança no que diz. Manter a palavra ajuda a passar confiança.

 

2. Bom ouvinte: Um grande líder precisa ser bom em ouvir. Ouvir pessoas inteligentes, pessoas que concordem, pessoas que discordem, pessoas que apresentem evidências do contrário do que todo mundo está dizendo. Precisa unir diferentes opiniões para inserir o melhor que elas proporcionam para dentro de suas próprias convicções.

 

3.Transparência: Um grande líder precisa compartilhar os seus objetivos. Caso contrário, vai encontrar-se constantemente lutando contra boatos. Se há um vazio de informação, as pessoas vão preenchê-lo com informações negativas. Parte de ser transparente envolve também ter a integridade para dizer a verdade, mesmo que isso signifique que você tenha que ser o portador de más notícias.

 

4. Corajoso: O líder precisa ter coragem para tomar decisões do tipo, sim e não. Precisa ter coragem para enfrentar obstáculos, conflitos e resistências, e transformá-los em alavancas para o sucesso.
21 de dezembro de 2016 | Mônica Bastos

O que esperar do ano vindouro?

Não podemos plantar um pé de limão, na esperança de que o mesmo produza laranjas, isso é no mínimo insano.

O final do ano vai chegando e é praticamente inevitável fazermos um balanço, uma auto avalição do que aconteceu durante todo o ano. É o momento em que muitas pessoas lamentam as tomadas de decisões que as fizeram retrocederem. É o momento em que muitas pessoas comemoram os passos certos que as levaram em direção à vitória. No entanto, é preciso ter maturidade para compreender que, independente das escolhas que fizemos e dos caminhos que elas nos levaram a percorrer, nunca é tarde para recomeçar. Nada de lamentações! Essa é a melhor época para rever os nossos caminhos, não para chorarmos e sentirmos culpados, mas para corrigir itinerários. Caso as decisões tomadas durante o decorrer do ano não funcionaram muito bem, é hora de reavaliá-las. Sempre que um ano termina, outro se inicia, trazendo consigo esperança, e novas oportunidades de repararmos as nossas falhas e reprogramarmos a nossa trajetória. Contudo, precisamos ficar bastante atentos, até porque vivemos em um mundo onde muitas pessoas são adeptas da passividade, resultado de uma cultura muito esperançosa. Mas desde quando ter esperança é algo ruim? Desde que não entendemos o real significado da palavra esperança. Ao buscarmos o significado desta palavra tão emblemática, encontramos: “Esperança - Substantivo feminino que indica o ato de esperar alguma coisa, pode ser também um sinônimo de confiança. Ter esperança é acreditar que alguma coisa muito desejada vai acontecer”.

 

Se o significado da palavra esperança é esperar, precisamos ter a consciência de que a nossa espera deve ser baseada nas nossas decisões. Não podemos plantar um pé de limão, na esperança de que o mesmo produza laranjas, isso é no mínimo insano. Tem um versículo bíblico que define claramente isso: “... O que o homem semeia, isso mesmo colherá. (Gálatas 6: 7).

 

O que esperar do ano vindouro? Antes de sonhar e fazer planos para o ano vindouro, que tal fazermos uma avaliação acerca de todas as nossas escolhas e atitudes do ano de 2016? Essa é uma atitude extremamente necessária, se quisermos novos resultados em 2017. Até porque, como já dizia Albert Einstein: “Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes”.

23 de novembro de 2016 | Mônica Bastos

A vida é cíclica

A grande sacada é construir um novo a partir das coisas já existentes.

A vida é cíclica, quem hoje é aplaudido amanhã poderá ser vaiado, quem hoje é humilhado amanhã poderá ser exaltado. (Augusto Cury).
Verdadeiramente a vida é cíclica. O ser humano nasce, cresce, e às vezes se une a uma pessoa, outras vezes se separa, às vezes adoece, inevitavelmente morre ou transforma-se, alterando drasticamente a vida daqueles que, de alguma forma, estão interligados a ele. A pesar da vida se renovar de forma constante, nem sempre, o ser humano está preparado para tal renovação, principalmente quando essas modificações ocorrem abruptamente.

 

Essas situações inevitáveis e que na maioria das vezes está fora do nosso controle, trazem consigo insegurança, fazendo-nos esquecer de que nós temos o poder de estabelecer uma nova rota para nossa vida. Apesar de algumas mudanças causarem forte impacto em nosso cotidiano, podemos caminhar em uma nova direção, desde que venhamos entender que alguns ciclos se encerram e dá início a uma nova etapa; faz parte do desenvolvimento humano. Sobreviver a elas, não é impossível, mas exigem de nós, mudanças de atitudes. E isso não quer dizer motivação, apesar da motivação ser algo essencial para a vida; é perda de tempo despertá-la em um momento que a ação é a única recomendação. Quando estamos diante de um temporal, é a ação que nos ajudará a livrar dele, e não apenas o pensamento positivo.

 

O novo remete medo, é compreensível, o cotidiano antigo é tão conhecido e tão mais confortável, e mesmo que seja incômodo, ele transmite segurança ou, pelo menos, uma falsa sensação de segurança. Iniciar uma nova etapa é bem mais que desenhar novos caminhos, mas dar significado a este. Para fazer o novo é preciso idealizar e concretizar. É preciso estabelecer novas metas, fixar estratégias criativas e efetivas para atingi-las. É necessário compreendermos que nada nesta vida é estático, e o criador nos dá diariamente a oportunidade de enxergar novos caminhos e possibilidades. No entanto, precisamos nos libertar do passado e olhar para o futuro. Existe uma vasta terra de oportunidades, mas só as pessoas mais atentas e dinâmicas conseguirão vislumbrá-las.

 

Cada novo ciclo traz consigo uma lição, um aprendizado, uma oportunidade de amadurecimento e evolução do ser humano. A grande sacada é construir um novo a partir das coisas já existentes. É construir aos poucos, é semear e cuidar das sementes.

19 de outubro de 2016 | Mônica Bastos

Macaco não olha para o próprio rabo

Na vida pública, não são raras, as pessoas que cultivam a prática de condenar os seus adversários, ao invés de dar ênfase às suas próprias qualidades...

“Os hipócritas são aqueles que aplicam aos outros os padrões que se recusam a aceitar para si mesmos”. (Noam Chomsky

Se tivesse que escolher uma palavra para definir o contexto social em que vivemos atualmente, sem dúvidas, essa palavra seria hipocrisia. Quando nos aprofundamos no significado da palavra em questão, compreendemos o seu real significado: A hipocrisia é o ato de fingir ter crençasvirtudesideias e sentimentos que a pessoa na verdade não possui. Essa palavra designa moralmente pessoas que representam e que fingem conduta adequada. Um exemplo clássico de ato hipócrita é apontar alguém por certas atitudes, enquanto se age da mesma forma.

 

Todos nós, seres humanos, em algum momento da vida, agimos com hipocrisia, isso acontece, quando deixamos de olhar para nós mesmos e passamos a focar na vida do outro. Gosto muito de um versículo bíblico, que nos ensina a evitar determinada postura inadequada: “E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho?” (Mateus 7:3). Essa passagem nos faz atentar para o detalhe de como nós investimos tempo observando e acusando comportamentos minimamente falhos dos outros e deixamos de olhar para as nossas grandiosas imperfeições. A lição de moral implícita é evitar a hipocrisia e a censura. A analogia utilizada é a de quem julga vê um pequeno objeto nos olhos de outrem quando tem uma grande trave de madeira no próprio olho. Traduzindo, julgamos e acusamos as pessoas por mentir, enquanto nós, despudoramente assaltamos banco e matamos pessoas.

Na vida pública, não são raras, as pessoas que cultivam a prática de condenar os seus adversários, ao invés de dar ênfase às suas próprias qualidades. Assim é o ser humano. Mas a sabedoria popular, que muitas das vezes não goza do mesmo status de saberes adquirido através de estudos científicos, sempre tem algo a dizer acerca do comportamento político ou social. O ditado “macaco não olha para o próprio rabo” define de modo bastante preciso a inclinação das pessoas para esquecer-se de seu comportamento, de suas posturas ao criticar e analisar a situação das outras pessoas. Na verdade, é notório que muitos dos “reclamantes” são executantes dos próprios atos que condenam.

19 de setembro de 2016 | Mônica Bastos

Respeitando limites

É importante aprender que as decisões e escolhas alheias não nos diz respeito.

Aprendemos desde cedo, que somos livres, temos o direito de ir e vir. Mas será que somos verdadeiramente livres? Para Jean Jacques Rousseau, “O homem nasceu livre e por toda a parte vive acorrentado”. Como isso é possível? Muitas pessoas não percebem, mas fazemos parte de um sistema, onde diariamente, o ser humano busca, a todo custo dominar os outros - e isso é claro -, em prol dos seus próprios interesses.

 

Na corrida, para ultrapassar a linha de chegada, muitas pessoas não medem esforços para passar por cima do outro. Os relacionamentos saudáveis dão lugar aos relacionamentos por conveniência. As pessoas estão se tornando cada vez mais individualistas, respeitando cada vez menos, o limite do outro.

 

Em ano de eleições municipais, a palavra de ordem sem dúvida, deveria ser ‘LIMITE’. Claro que essa não é uma palavra que agrada muito, pois quando a ouvimos, logo nasce em nós, um sentimento de moderação e impedimento. E, na verdade, é isso mesmo. Ao falarmos de limite, estamos falando de uma linha imaginária que não convém ultrapassar, de regras que precisam ser respeitadas.

 

Sabemos que o respeito ao próximo é uma tarefa difícil, até porque, conviver com as diferenças e com as escolhas de cada um exige, de nós, muita paciência. Cada ser humano têm suas particularidades, tem uma maneira de ser e de agir totalmente diferenciada. Por isso, precisamos viver em sociedade, respeitando as particularidades de cada um e, isso só será possível, a partir do momento em que aceitamos o outro. Respeitar é de certa forma, compreender, ter empatia, mas não necessariamente concordar.

 

É importante que tenhamos a preocupação em respeitar limites. Quando conseguimos tal proeza, demonstramos a nossa evolução em matéria de humanismo. Assim, damos início a um processo grandioso de autodisciplina, de compreensão e de respeito ao próximo. Ao aprendermos a respeitar o espaço do outro, fazemos com que o nosso espaço também seja respeitado. Isso é válido tanto no âmbito pessoal, quanto no profissional.

 

É incrível como alguns seres humanos têm a capacidade de invadir a vida do outro, sem nenhum pudor. Fazem isso com a maior facilidade, como se fossem possuidores da patente da vida alheia. É importante aprender que as decisões e escolhas alheias não nos diz respeito.
20 de agosto de 2016 | Mônica Bastos

Corte a corda!

Conta a equipe de resgate que, no outro dia, encontraram o alpinista morto, congelado, com as mãos firmemente agarradas à corda, a dois metros do chão.

“Saiba que são suas decisões, e não suas condições, que determinam seu destino” - Anthony Robbins.

 

Infelizmente, muitos de nós temos dificuldades em tomar decisões, isso devido à nossa incredulidade. Geralmente optamos por escolher o caminho mais cômodo, mais fácil; ou seja, o mais previsível e menos arriscado. É preciso compreender, que não é a nossa realidade atual que determina a nossa trajetória e, sim, as nossas decisões.

 

Nós somos os principais responsáveis pela construção da nossa história, e isso se dá a partir do momento que fazemos escolhas difíceis, porém inteligentes. Penso que a história do Alpinista retrata exatamente a minha visão acerca da tomada de decisões.

 

Contam que um alpinista, desesperado por conquistar uma altíssima montanha, sozinho, iniciou sua escalada depois de anos de preparação. Durante a subida, foi ficando mais tarde e ele, para ganhar tempo, decidiu não acampar, sendo que continuou subindo e, por fim, escureceu.

 

A noite era muito densa naquele ponto da montanha, e não se podia ver absolutamente nada. A visibilidade era zero. A lua e as estrelas estavam encobertas pelas nuvens. Ao subir por um caminho estreito, a poucos metros do topo, escorregou e precipitou-se pelos ares, caindo a uma velocidade vertiginosa. Naqueles breves segundos da sua queda, sua vida passava-lhe inteira em sua mente. Quando a morte já lhe era certa, de repente, um fortíssimo solavanco, causado pelo esticar da corda na qual estava amarrado, por sorte, prendera-se às rochas. Nesse momento de solidão, suspenso no ar, não havia nada que pudesse fazer, senão pedir socorro aos céus:

 

- Meu Deus, ajude-me!

De repente, uma voz vinda dos céus lhe pergunta:
- Que queres que eu te faça?
- Salva-me, meu Deus! Respondeu o alpinista.
- Crês realmente que Eu posso salvá-lo?
- Sim, Senhor, eu creio.
- Então, corta a corda!

Depois de um profundo momento de silêncio, o alpinista agarrou-se ainda mais à corda.
- Por que dúvidas? Não crês que eu posso salvá-lo? Insistiu a voz.

 

Conta a equipe de resgate que, no outro dia, encontraram o alpinista morto, congelado, com as mãos firmemente agarradas à corda, a dois metros do chão.

 

O que queremos dizer com isso? O que diferencia um vencedor de um perdedor é a sua coragem de tomar uma decisão. A coragem de cortar a corda, na hora certa.

19 de julho de 2016 | Mônica Bastos

Eu, egoísta?

Todo ser humano tem o direito de ter uma vida individual, mas o dever de fazer com que o individualismo não esbarre no direito do outro.

Nós, seres humanos, somos tendenciosos ao egoísmo. Há até controvérsia se essa é uma característica natural humana, ou se é um hábito adquirido. Independente de ser uma característica natural, ou hábito adquirido, assumir tal comportamento é típico de nós, seres humanos.

Será que somos de fato, egoístas? Não é tão difícil descobrir, quando sabemos o verdadeiro sentido da palavra. Eu particularmente gosto da definição dada por Oscar Wilde: “Egoísmo não é viver à nossa maneira, mas desejar que os outros vivam como nós queremos”.  Desta forma, podemos afirmar que vivemos em uma sociedade bastante egoísta, onde prevalece o individualismo e o capricho. Onde o amor e o respeito ao próximo são atributos escassos.

 

Todo ser humano tem o direito de ter uma vida individual, mas o dever de fazer com que o individualismo não esbarre no direito do outro. Todos têm o direito de valorizar-se, destacar-se e lutar pelo que acredita. No entanto, para alcançar tais proezas, não é nos dado o direito de acotovelar, desrespeitar ou ofender.

 

Segundo alguns especialistas sobre o assunto, a sociedade apresenta três tipos de egoístas:

O egoísta pessoal – Ele quer tudo para si, está sempre exigindo privilégios. A preocupação exacerbada com os próprios interesses faz com que qualquer coisa ou pessoa que contrarie esses interesses se torne um estorvo a ser eliminado.

O egoísta de classe – Ele tem plena certeza de que o grupo a que pertence é o único correto e que tem direitos inegáveis. Seja um grupo religioso, político ou profissional. Ele esquece que existem inúmeros outros grupos que compõe a sociedade, com pensamentos, posicionamentos legítimos e respeitáveis. Com sentimentos, anseios e ideais.

O egoísta de família – Para ele, sua família é melhor que as outras, um sangue especial corre em suas veias. Seus membros familiares merecem tudo. Se há divergência com outras pessoas, certamente os seus familiares têm razão. Não cogita a hipótese de que seus filhos estejam errados, ou que seus pais sejam desonestos.

 

Vivemos em um mundo onde a civilidade, a harmonia e o respeito são ignorados. Ouvimos algumas pessoas com afirmativas de que o que prevalece é a lei da selva. Mas precisamos lembrar que na selva, prevalece um equilíbrio no ecossistema, que não é autodestrutivo. Que sejamos mais racionais e menos egoístas, como já dizia Confúcio: ‘Não faça aos outros, o que você não quer que seja feito a você’.

21 de junho de 2016 | Mônica Bastos

Partidarismo

Quem disse que para provarmos que estamos certos, precisamos começar provando que o outro está errado?

Certa vez, ao abrir o Facebook, percebi que a foto do perfil de muitos colegas estava colorida. Olhei para as fotos e pensei: Vou colorir a minha também. Modismo? Gosto da frase de Antoine Lavoisier que diz: “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”.  Acredito que através das ideias alheias conseguimos encontrar estímulo para fazer florescer as nossas próprias ideias. No entanto, antes de colorir o meu face, fui buscar compreender o motivo de todas aquelas fotos estarem coloridas.

 

Compreendi que o objetivo era bem maior do que enfeitar o Facebook. Comparei a uma grande final de futebol, onde dois times se enfrentam, cada torcedor individualmente torce pelo seu, mas para animar o time e dar-lhe motivação, criam-se as torcidas organizadas. Nessas torcidas o grupo é altamente dividido pelas bandeiras e, também, pelas camisetas. Mas é claro que muitos nem sabem o porquê estão ali. Na entrada do estádio, compram a camiseta mais bonita, e nem percebem que a decisão de vestir uma camiseta, automaticamente o faz optar por um lado. É o que podemos chamar de partidarismo, que nada mais é do que o ato de tomar partido de algo ou de alguém.

 

Mas como somos livres, e vivemos em uma democracia, todos nós temos o direito de fazer as nossas próprias escolhas, certo? Sim, desde que estejamos também preparados para sofrermos as consequências.  Religião, opção sexual, política e futebol, são assuntos polêmicos, que sempre resultam na velha e boa discussão do que é certo e do que é errado, provocando discórdias e colocando em risco a nossa ética. Infelizmente, condutas antiéticas e conflitos de interesse interferem negativamente na vida de cada individuo. O partidarismo é algo difícil de lidar, pois sempre vem acompanhado de exclusão.

 

Pessoas de sucesso não são motivadas por paixões e isso implica compreendermos que o marketing está intimamente ligado a convencer o outro a optar pelos nossos produtos e serviços, em vez de optar pelo concorrente. Quem disse que para provarmos que estamos certos, precisamos começar provando que o outro está errado? "Os indígenas em seu nudismo selvagem conseguem manter o respeito e o trabalho mútuo entre eles, enquanto nós, vestidos da sabedoria do homem moderno, nos atropelamos nos interesses que nos afastam da coletividade”. (Jader Amadi).

20 de maio de 2016 | Mônica Bastos

Provoquei um tsunami

Quando um tsunami invade os limites pertencentes à Terra, todos os que se encontram  no local são bruscamente atingidos.

Certo dia, caminhando com uma amiga na praia, ela disse-me: “Mônica, olha como as coisas de Deus são perfeitas, ele estabelece limite para tudo. Tanto o mar como a terra, permanece exatamente em seus lugares, em seus limites.” Lindo discernimento dado por Deus à minha amiga.

 

Ao olhar mais uma vez para o mar, fico a imaginar, quão grandes estragos são provocados, quando o mesmo através de seus tsunamis, decide ultrapassar seus limites e invadir o espaço pertencente à Terra.

 

Mas o que é um tsunami? É uma série de ondas gigantes, causadas pelo movimento repentino no fundo do mar ou perto do oceano, que acabam gerando uma grande perturbação na água. Esse movimento pode ser desencadeado por diferentes fenômenos, como abalos sísmicos, erupções vulcânicas, deslizamentos de terra e alguns outros. Sendo assim, podemos afirmar que o mar apenas ultrapassa seus limites, quando é perturbado.

 

É incrível como alguns seres humanos têm a capacidade de invadir a vida do outro, sem nenhum pudor. Fazem isso com a maior facilidade do mundo, como se fossem possuidores da patente da vida alheia. É importante aprender que as decisões alheias não nos dizem respeito. E quando interferimos estamos invadindo o limite do outro.

 

Quais as consequências de invadir limites alheios? Muitas são as consequências, mas a maior delas com certeza é a reação do outro, que na maioria das vezes vem como um tsunami, devastando tudo. Como um tsunami, assim são as reações humanas, quando alguém decide mexer no mais profundo da sua privacidade. Logo se iniciam as perturbações e com elas a perda da brandura, do equilíbrio, do domínio próprio e da mansidão, que consequentemente vêm acompanhadas de atitudes que muitas vezes causam um impacto degradante.

 

É importante ficarmos atentos aos projetos e as pessoas as quais decidimos pactuar, apoiar e incentivar. Principalmente quando não sabemos quais águas por eles foram perturbadas e quais limites por eles foram ultrapassados.

 

Quando um tsunami invade os limites pertencentes à Terra, todos os que se encontram  no local são bruscamente atingidos.

19 de abril de 2016 | Mônica Bastos

Nós somos resultado das nossas escolhas

Não sou águia, nunca vou ser águia, mas me relacionando com as águias posso aprender a fazer o meu ninho nas rochas, nos penhascos mais elevados e nas árvores mais altas.

Segundo o intelectual Alemão Karl Marx, “O Ser humano é um produto do meio”. De fato, não nascemos prontos. Quando chegamos a este mundo, somos apenas pequenos seres, com um futuro totalmente incerto, sem escolhas, sem opções. Não digo lançados à própria sorte, visto crer que existe um CRIADOR que determina todas as coisas. Um CRIADOR que determina em qual família cada um pertencerá. E é nesse meio que somos formados. “Não somos, simplesmente nos tornamos”. Através das nossas relações somos moldados, seres humanos com um bom ou mau caráter. Paulatinamente entendemos que a nossa formação como indivíduo não está restrita ao âmbito familiar, isso a partir do momento que temos a oportunidade de conviver com outros grupos. À medida que ingressamos na escola, por exemplo, e quando passamos a nos relacionar com a família dos amigos dos nossos pais, aos poucos vamos descobrindo que temos escolhas, que podemos ou não ser como os nossos pais, que podemos ou não ser como os nossos irmãos e amigos. Aos poucos vamos descobrindo que a história da nossa família independe da nossa. Nosso futuro ainda não está escrito, ele está em nossas mãos, e vai depender muito das nossas escolhas. Para isso, de antemão, precisamos saber exatamente quem somos e quem queremos nos tornar. E logo nos associar a pessoas que nos oriente e nos ajude a ser quem de fato queremos ser. Devemos nos aproximar de pessoas que nos ajude a ser um ser humano melhor.

 

Não sou porco, nunca vou ser porco, mas me relacionando com porcos posso transmitir uma imagem suja e fedorenta. Posso me adaptar rapidinho ao chiqueiro. Viver sem expectativas; afinal de contas, porcos não vivem muito. Posso aprender a comer farelo e, principalmente, a me sentir muito bem na lama.

 

Não sou águia, nunca vou ser águia, mas me relacionando com as águias posso aprender a fazer o meu ninho nas rochas, nos penhascos mais elevados e nas árvores mais altas. Posso aprender a ser guerreira, enfrentar tempestades, a mudar a minha visão, a ser mais rápida e, quando necessário, me renovar. E com muito esforço e dedicação, posso até aprender a voar.


Nós somos o resultado das nossas escolhas.

16 de março de 2016 | Mônica Bastos

Alcance a resiliência!

Precisamos das chuvas, mas muitas vezes elas trazem essa perturbação atmosférica violenta, desejar o fim de uma coisa, é também desejar o fim da outra. O que fazer?

Viver não é fácil, e para fazermos isso de maneira tranquila, precisamos nos esforçar muito, pois somos seres emocionais e tudo que acontece à nossa volta, dá-nos logo motivos para desistir, entregar os pontos ou até mesmo prosseguirmos com um maior entusiasmo; isso vai depender do nosso nível de resiliência pessoal.

 

Como você se comporta em meio aos problemas? Foge ou enfrenta-os? Se você é daquelas pessoas que enfrentam os problemas e ainda se beneficia com eles, você é uma pessoa resiliente. Uma pessoa resiliente é aquela que possui habilidades para lidar com os problemas diários, resistindo a grandes pressões, sem entrar em surto psicológico, transformando todas as experiências negativas em aprendizado e oportunidades. Não é fácil ser resiliente, não é fácil conseguir manter-se sereno diante de uma situação de adversidade; no entanto, se fizermos uma análise das perdas e dos ganhos, podemos comprovar que as pessoas resilientes conseguem com uma facilidade maior ser bem sucedidas.

 

Para alcançar a resiliência, precisamos manter o foco e a disciplina. É preciso compreender que muitas coisas não estão sob o nosso controle, como por exemplo, as tempestades. Não me lembro de ninguém trabalhando para acabar com elas, até porque, desejar acabar com as tempestades seria, também, desejar acabar com algo indispensável, as tranquilas chuvas.

 

Precisamos das chuvas, mas muitas vezes elas trazem essa perturbação atmosférica violenta, desejar o fim de uma coisa, é também desejar o fim da outra. O que fazer? Prepararmo-nos para os temporais (problemas, adversidades), que muitas vezes vêm acompanhando as chuvas (sonhos, bênçãos, conquistas).

 

Em meio à tempestade não podemos fazer muito, a não ser esperar que a mesma se acalme e que vá embora. O importante a ser feito vem depois. Olhar os estragos, os prejuízos e ter a capacidade para colocar a mão na massa e reconstruir tudo.

 

Sabemos que muitos são os estragos deixados por uma tempestade, mas se analisarmos os destroços, vamos encontrar muita coisa nova trazida de longe que, com certeza, - essas coisas - serão importantes na nossa fase de reedificação e, sem dúvidas, a resiliência nos ajudará.

 

“Não há céu sem tempestades, nem caminhos sem acidentes.” (O código da Inteligência - Augusto Cury, Thomas Nelson Brasil)

17 de fevereiro de 2016 | Mônica Bastos

Desacelerando

Desacelerar a mente ajuda a controlar a ansiedade e consequentemente nos ajuda a ter um corpo e uma mente saudável.

Num certo dia cheguei ao meu trabalho com uma dor abdominal, e não compreendia o motivo daquela dor. Conversando com uma colega, ela indagou: Se tivesse no período menstrual eu diria que é cólica. Para a minha surpresa, ela tinha razão. Eu estava sendo acometida por uma dismenorreia, a famosa cólica menstrual. Quando conto essa história para minhas amigas, elas riem e me chamam de desligada. Mas na verdade, esse episódio me fez perceber o quanto a minha vida estava acelerada e como aquilo poderia ser prejudicial. Até porque, segundo Sherlock Holmes: “Os pequenos detalhes são sempre os mais importantes”. Quando estamos muito acelerados, temos dificuldade para perceber o que acontece à nossa volta e comportamentos como este pode nos fazer perder oportunidades, por não percebê-las.

 

Não é fácil manter a tranquilidade enquanto vemos as coisas acontecerem de maneira tão rápida. Não é fácil desacelerar quando compreendemos que não temos tempo para cumprir todas as tarefas programadas para o dia. Talvez pudéssemos descansar um pouquinho, mas vivemos em uma cultura que nos estimula a correr para alcançar os nossos objetivos e quando diminuímos o ritmo nos punimos por entender que não nos esforçamos como deveríamos. Mas acelerar demais também tem seu preço. Sem tempo para descansar, não realizamos as tarefas com uma maior perfeição e a pressa nos leva a viver de maneira superficial.

 

Assisti a um filme muito interessante e apesar da história ser surreal, traz ensinamentos. 
No filme, o protagonista tinha o poder de voltar no tempo e fazer a mesma coisa inúmeras vezes, Ele descobriu uma maneira interessante de usar o seu poder. Depois de passar o dia correndo para resolver os problemas, ele voltava no tempo e fazia tudo de novo, mas de uma maneira diferente. Prestava atenção nos detalhes à sua volta. Parava para olhar o ambiente, observava as pessoas e todos os pequenos acontecimentos.

 

Não temos poder para voltar no tempo, mas podemos desacelerar, e prestar atenção nos detalhes à nossa volta. Podemos prestar atenção nas pessoas que nos cercam e no fim do dia analisar todos os acontecimentos.

 

Desacelerar a mente ajuda a controlar a ansiedade e consequentemente nos ajuda a ter um corpo e uma mente saudável.
20 de janeiro de 2016 | Mônica Bastos

Ano novo, vida nova?

Como já dizia Albert Einstein: “Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes”.

O ano termina e traz consigo a oportunidade de fazermos uma avaliação de todos os momentos vivenciados. Infelizmente muitas vezes somos surpreendidos ao perceber que algumas coisas continuam iguais e outras até pioraram. Descobrimos que as metas traçadas não foram alcançadas. Frustrados e cheios de desculpas esfarrapadas, colocamos a nossa esperança no ano vindouro. É comum iniciarmos o ano com grandes expectativas em relação à nossa vida. Muitas vezes sentimo-nos como se estivéssemos recebendo uma nova chance para recomeçar.

 

É errado pensar dessa forma? Não diria que é errado, mas talvez esse seja um pensamento ardiloso, pois todos os dias nós recebemos do criador a oportunidade de recomeçar. Todos os dias temos a oportunidade de concertar os nossos erros e prosseguir de maneira diferente e isso tem mais haver com as nossas atitudes do que com o calendário anual. Se quisermos mudar algo na nossa vida, precisaremos mais do que um início de ano, precisaremos de mudança de atitude. Novas atitudes geram novos resultados.

 

Outro dia fiquei encantada ao assistir um vídeo de animação, apelidado de a alegoria das colheres longas, da entidade Caritas. A animação é baseada em uma história antiga sobre a fome e partilha e faz parte de uma campanha contra a fome mundial. No vídeo havia um caldeirão de uma substanciosa sopa, e à sua volta estavam sentadas pessoas famintas e desesperadas. Cada uma delas segurava uma colher, porém de cabo muito comprido, que lhes possibilitava alcançar o caldeirão cercado por um abismo, mas não permitia que colocassem a sopa na própria boca. Depois de muitas tentativas um deles tem a ideia de levar a colher com a sopa até a boca do outro. Todos fizeram a mesma coisa e assim conseguiram alcançar o objetivo de se alimentarem. Não é porque algumas coisas não deram certo na nossa vida que precisamos desistir, às vezes, mudar a estratégia é suficiente.

 

Que o início do ano seja o momento ideal para reavaliarmos a nossa visão acerca da vida, compreendendo que ano novo, não é sinônimo de vida nova, ao não ser que estejamos de fato dispostos a mudar as nossas atitudes. Afinal de contas, como já dizia Albert Einstein: “Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes”.