Oriosvaldo Costa - É cronista esportivo, apaixonado por artes marciais. Pratica Kung Fu desde 1990 e compete no MMA desde 1998. E-mail: oriosvaldocosta.1@gmail.com
20 de julho de 2017 | Oriosvaldo Costa

Lutadores e ex-atletas do UFC lançam novas promoções de MMA

Nos EUA, qualquer um que planeja realizar um evento precisa de uma licença junto às comissões atléticas estaduais, além de uma espécie de "curso" de promotor de eventos de lutas.

A onda agora é lutador virar promotor de eventos. Famoso no Japão por conquistar a coroa de "Rei do Pancrase" e também ter lutado no UFC, o Holandês Bass Rutten sempre diversificou suas atividades.

 

Após participar como ator coadjuvante em filmes B (tais como "Here Comes the Boom" ao lado de Kevin James), trabalhar como apresentador de TV da AXS "Inside MMA" e comentarista do WSOF, agora ele retoma sua carreira de promotor de eventos de MMA.

 

Nos idos de 1999 Bass chegou a promover cinco edições do seu Bas Rutten invitational, onde deu oportunidade para atletas como Patrick Smith, Heath Herring, Jens Pulver, Joe Stevenson, Yves Edwards, Nate Marquardt etc.

 

Agora ele quer mostrar os jovens talentos de seu próprio ginásio, Elite MMA, assim como de outras academias de seu estado. Em breve ele estará realizando a primeira edição do "The Art of MMA" (TAO MMA). O evento acontecerá na cidade californiana de Thousand Oaks e terá lugar no Thousand Oaks Civic Arts Plaza.

 

A ideia é convocar todos os melhores amadores do sul da Califórnia para um palco que sirva como peneira para a profissionalização.

Outro lutador que assumirá o posto de cartola em breve é Heath Herring, já citado anteriormente. Mas ao contrário de Bass, ele ainda não encerrou suas atividades como competidor.

 

Veterano do Pride e UFC, além de ter lutado recentemente no Rizin, Herring é o vice-presidente do "Combate Extremo", show que criou ao lado de Hector Echavarria, ex- kickboxer e diretor de cinema.

 

A dupla realizou a primeira edição do "Combate Extremo", em Julho de 2013, em Buenos Aires, Argentina. Eles utilizaram as regras profissionais de MMA unificadas. Feliz da vida com a transmissão da primeira edição do seu show pela TV Canal 13, Herring finalmente irá promover a próxima edição do seu evento e desta feita a promoção terá lugar em Assunção, no Paraguai. Por outro lado, rumores dão conta o Brasil também poderia ser um dos próximos destinos desta  "Tour" do MMA, em uma data posterior. Contudo, a Argentina não poderia ser novamente descartada.

 

Esta seria a melhor opção para Herring, visto que ele já estaria se dedicando a aprender espanhol legítimo. Herring está sendo classificado por alguns "sites" dos EUA como "um inovador para o MMA profissional América do Sul".

 

Nick Diaz, ex-desafiante ao título do UFC e ainda contratado da organização de Dana White também está planejando lançar sua própria franquia de MMA com eventos inicias planejados para Stockton, na Califórnia, onde o faixa preta de Cesar Gracie vive com o irmão, Nate.

A Comissão Atlética do Estado da Califórnia já confirmou que Diaz está trabalhando com eles visando ao lançamento do seu próprio evento, já tendo inclusive, solicitado uma licença de promotor no estado.

 

Nos EUA, qualquer um que planeja realizar um evento precisa de uma licença junto às comissões atléticas estaduais, além de uma espécie de  "curso" de promotor de eventos de lutas. Os próximos passos são comprovação financeira, análise de currículos e conhecimento de artigos da constituição.

 

A CSAC confirmou ainda que ele já tem posse do domínio nickdiazpromotions.com, e a nova franquia tem o título provisório de War Mixed Martial Arts  (WAR MMA).

18 de junho de 2017 | Oriosvaldo Costa

Bruce Lee é um dos ‘pais’ do MMA?

Para desenvolver o seu Jeet Kune Do Bruce Lee utilizou como base diversas artes marciais entre elas o Boxe, Kung Fu estilo Wing Chun, Judo, Jiu-jitsu, Savate, entre outros estilos

Sobre o filme 'Birth Of The Dragon', Shannon encerra: “Houve alguns projetos envolvendo o meu pai, mas eles não tiveram um entendimento completo de sua filosofia e arte”, disse Shannon.

Finalmente o filme  'Birth Of The Dragon' irá fazer sua estreia nos cinemas dos EUA, em 25 de agosto deste ano. Em setembro passado, o longa já havia sido exibido no Toronto International Film Festival, no Canadá. Trata-se de mais uma cinebiografia da lenda do cinema de artes marciais, Bruce Lee, magistralmente interpretado pelo o ator chinês Philip Ng.

 

Coproduzida entre China, Canadá e EUA, a cinebiografia vai retratar o lendário duelo de Bruce Lee com o mestre de Kung Fu Wong Jack Man, ocorrido em 1964, no estado norte-americano da Califórnia. Yu Xia, também chinês, ficará com o papel de Jack Man. O embate aconteceu devido a uma comunidade marcial chinesa nos Estados Unidos não aprovar o fato de que Bruce estaria ensinando os 'segredos' do Kung Fu aos não-chineses. No filme, o duelo é mostrado como uma espécie de "No Holds Barred" (não há regras), termo pelo qual os norte-americanos se referiam ao MMA nos seus primórdios.

 

Como acontece com quase todos os filmes, a história narrada em 'Birth Of The Dragon' mistura fatos reais com uma boa dose de ficção, já que depois do confronto, Bruce Lee e Wong Jack Man formam parceria para derrubar a máfia chinesa na Chinatown de San Francisco – fato que não ocorreu na vida real.

 

Nesse ínterim, gostaríamos de salientar que a película reacende a discussão em torno de Bruce Lee ser considerado como um dos ‘pais’ do MMA, pois a luta em questão também teria sido o estopim para que Lee modificasse completamente seu método e seu treinamento, o que viria a ser mais tarde o embrionário de sua técnica chamada Jeet Kune Do.

 

Para desenvolver o seu Jeet Kune Do Bruce Lee utilizou como base diversas artes marciais entre elas o Boxe, Kung Fu estilo Wing Chun, Judo, Jiu-jitsu, Savate, entre outros estilos; na época já defendia que o melhor estilo é uma mistura dos estilos ou abreviando MMA (Mixed Martial Arts ou Artes Marciais Mistas), sendo por isso considerado como um dos pioneiros do "Cross Training" (o treinamento para o MMA), por ninguém menos do que Dana White, o presidente do UFC. “Não há discussão: Bruce Lee é o pai do MMA”, declarou o cartola, em nota. Inclusive, Dana costuma ir a coletivas de imprensa do UFC trajando uma camiseta cuja estampa é: ‘Jun Fan Gung Fu’. Lee Jun Fan é o nome em chinês (de batismo ) de Bruce Lee.

 

Shannon Lee, a filha do lendário ator e lutador, ficou a cargo do projeto do filme, por meio de sua produtora Bruce Lee Entertainment. Foi ela quem produziu o longa com Lawrence Grey (‘Última Viagem a Vegas’) e Janet Yang (‘O Povo Contra Larry Flint’). Shannon também comenta sobre seu Pai e o MMA. "Eu sempre faço uma distinção entre o JKD e o MMA. Não vejo como a mesma coisa. Mas quando se fala na filosofia do meu pai, percebe-se a noção de se ter um lutador completo, capaz de se defender ou atacar em qualquer situação. O UFC não é uma luta de rua e acho que também mostra muito daquela filosofia de o lutador ter de ser completo", afirmou Shannon, agradecendo aos donos da maior franquia desse esporte na atualidade pela homenagem ao seu genitor, considerado pelos mesmos como um dos  ‘pais’ do MMA.

 

Sobre o filme 'Birth Of The Dragon', Shannon encerra: “Houve alguns projetos envolvendo o meu pai, mas eles não tiveram um entendimento completo de sua filosofia e arte”, disse Shannon. “Eles não capturaram a essência de suas crenças em artes marciais ou suas histórias. A única maneira de fazer o público entender a profundidade e a singularidade do meu pai é gerar nosso próprio material e encontrar parceiros incríveis e mentes parecidas para se trabalhar”, concluiu.
19 de maio de 2017 | Oriosvaldo Costa

Polêmica na regulamentação do MMA 2 X 2 nos EUA

As propagandas para a divulgação do Arena Combat já estão sendo veiculadas e estas dão contas que o Show será realizado no Myrtle Beach Convention Center, no dia 26 de setembro.

A Carolina do Sul, estado norte-americano, saiu na frente e tornou-se o primeiro dos EUA a regulamentar o MMA de duplas, também conhecido como MMA 2 X 2, ou Double Fighting, aqui no Brasil.

A Carolina do Sul, estado norte-americano, saiu na frente e tornou-se o primeiro dos EUA a regulamentar o MMA de duplas, também conhecido como MMA 2 X 2, ou Double Fighting, aqui no Brasil.

 

A SCAC (South Carolina of Athletic Comission) tem a distinção de ser a primeira Comissão provincial a aprovar esse esporte combativo como profissional. (Mas foi a Comissão Atlética do Estado do Mississippi quem primeiro sancionou um evento de MMA nos EUA ainda em 1996, quando legalizou o International Fighting Championship (IFC) em sua segunda edição).

 

Agora, aproveitando-se do fato que um evento de MMA de duplas foi realizado na Virginia e sem o consentimento da Comissão Atlética daquele estado, os dirigentes da Comissão Atlética da Carolina do Sul querem sair na frente e legalizar o novo esporte, visto que ela (a SCAC) foi criada com amplos e suficientes poderes para aprovar novas formas de esportes combativos.

 

Ao contrário de muitas jurisdições que têm uma lista definida de quais esportes combativos suas comissões podem aprovar, a Carolina do Sul adotou uma abordagem mais aberta quanto a essa questão assim definindo o que pode legalizar como esporte combativo profissional: "qualquer modalidade esportiva onde os participantes podem e, na verdade, se utilizem de chutes, socos, e outras técnicas que possam ser usadas para atingir ou colocar fora de combate um oponente em um evento ou exposição diante de uma audiência em uma plataforma, uma almofada, ou em uma área cercada por cordas ou outras marcas".

 

Assim sendo, Blake Grice, juiz principal na Carolina do Sul e Geórgia, juntou-se à Comissão em uma reunião via teleconferência para discutir o pedido de licença feito por Casey Oxendine, Presidente e CEO do Arena Combat para decidirem também a respeito da segurança dos lutadores, regras do evento, número de médicos presentes, Árbitros etc.


Ficou decidido que haverá a presença de três médicos durante a luta, e três juízes de ringue, além de outros procedimentos.

O que é mais louco nisso tudo é que dois lutadores de MMA já morreram, há relativamente pouco tempo, em competições na Carolina do Sul, sob o resguardo da Comissão Atlética daquele estado e, agora, a mesma Comissão vai regulamentar também, o MMA 2 X 2.

 

Já foi incluída uma luta de MMA de duplas no “card” de um evento de MMA promovido pelo Desert  Rage, realizado no Paradise Casino, em Yuma, no Arizona e há – também – um movimento nesse sentido para promover esse novo esporte na Califórnia. Países como Rússia e Brasil também já realizaram competições com essa variação do MMA.

 

As propagandas para a divulgação do Arena Combat já estão sendo veiculadas e estas dão contas que o Show será realizado no Myrtle Beach Convention Center, no dia 26 de setembro.

 

Portanto, se você está olhando para novos mercados com vistas a alavancar variações de esportes extremos de combate modernos, a Carolina do Sul é o lugar para obter sua licença e trabalhar junto com a lei.

 

Desde que você não inclua no “card” nenhuma luta de um atleta contra um canguru, pois "A Comissão Atlética da Carolina do Sul não irá sancionar eventos envolvendo animais, apenas com seres humanos", informou em nota a Comissão Atlética mais polêmica do planeta e agora, mais do que nunca, sob o bombardeio de criticas dos fãs de MMA.
20 de abril de 2017 | Oriosvaldo Costa

Competições de Pancrase conquistam a França

O exemplo mais recente é Maguy Berchel. Eleita a lutadora do ano na França em 2016, Maguy competiu no TKO 36, show de MMA realizado em Montreal, no Canadá.

Foto: Maguy Berchel e seu técnico Mathieu Nicourt. Maguy Berchel é mais um exemplo dentre vários que as competições de Pankration ou Pancrase são excelentes para a formação do lutador, e que estes podem fazer a transição com sucesso para competições nos moldes do UFC.

Foi realizado nos dias 1 e 2 de Abril de 2017, o 1° Campeonato Francês de MMA com a participação de lutadores selecionados pela World MMA Association (WMMAA) e Comissão Nacional de Kempo (CNK). A competição teve lugar em Genebra, na Suíça, em virtude da atual legislação da França. "É decepcionante não ter o apoio do nosso governo, mas no final conseguimos obter o reconhecimento para a competição, com o apoio dos russos", disse Eric La Rocca , diretor de CNK e representante francês do WMMAA.

 

Contundo, outros eventos de MMA já estão programados para serem realizados em várias cidades da França, incluindo Paris e Lyon, e isso em conformidade com a lei e decreto ministerial aprovada em outubro passado. Estes eventos serão sempre realizados sob as regras do MMA, de acordo com a Comissão Nacional de Kempo e MMA, em parceria com a WMMAA, que deverão organizar estes eventos na França.

 

Enquanto isso não acontece, os franceses não estão perdendo tempo e já conseguem driblar a legislação que ainda vigora no país.

 

Para isso, foram buscar inspiração no antigo “Pancrase japonês”, modalidade que aproxima-se bastante da realidade do MMA, apesar de ter como característica golpes de mãos abertas no rosto, tanto em pé quanto no solo.

 

Assim sendo, os atuais eventos de lutas profissionais na França estão sendo promovidos sob as regras do Pankration ou “Pancrase francês” que tem como principal característica a disputa de golpes traumáticos em pé, tais como socos e chutes e apenas a parte “agarrada” quando no chão. São utilizadas luvas e as competições devem ser obrigatoriamente realizadas em ringues de corda. Esta é a versão aprovada pelas autoridades para a realização das lutas naquele país.

 

A competição mais famosa nesse formato atualmente é a Gladiators Fighting Arena, que realizou a sua 6ª edição  no dia 4 de Março e teve lugar na cidade de Nime, na França. Seu promotor, Jean François Billon, agradece o apoio de Fredéric Touzellier, Prefeito de Générac, no departamento de Gard e sempre presente aos shows do GFA. Outro político que o promotor faz questão de agradecer é o Deputado Patrick Vignal, a cargo do relatório parlamentar sobre o MMA por ter vindo apoiar o esporte.

 

Feliz da vida com o sucesso da nova modalidade, Jean François Billon já prepara a próxima edição do GFA, que deverá ser realizada no próximo dia 29 de Abril, desta feita na cidade de Avignon, no sul da França.

 

Apesar de não poderem lutar em casa sob as regras profissionais unificadas (aquelas que são ditadas pelo UFC), os franceses têm dezenas de eventos para lutar nos países vizinhos e alguns chegam a competir em outros continentes.

 

O exemplo mais recente é Maguy Berchel. Eleita a lutadora do ano na França em 2016, Maguy competiu no TKO 36, show de MMA realizado em Montreal, no Canadá. Seu sonho é tornar-se a primeira lutadora francesa a participar do UFC. Atualmente ela ostenta um recorde profissional de 7 vitórias, 2 derrotas e 1 empate.

 

Maguy Berchel é mais um exemplo dentre vários que as competições de Pankration ou Pancrase são excelentes para a formação do lutador, e que estes podem fazer a transição com sucesso para competições nos moldes do UFC.

20 de março de 2017 | Oriosvaldo Costa

One Championship - maior franquia de MMA da Ásia anuncia grandes novidades

Ao que tudo indica, o MMA está retomando à sua grandiosidade em toda a Ásia, e muito disso a reboque do trabalho do Rizin FF

Foto: O carioca Renzo Gracie recebeu o paulista Marcelo Barreira na sua academia, em New York, NY, USA.

O One Championship é uma organização de  MMA oficialmente iniciada em 14 de julho de 2011.


Já estabelecido como o líder de mercado na Ásia, com 90% da quota do mercado asiático e um histórico comprovado em realizações de shows nas maiores arenas e estádios com ingressos esgotados rapidamente, o One Championship já anuncia grandes novidades para este ano de 2017.

 

O Calendário deste ano incluirá o dobro dos eventos realizados na temporada passada, bem como a realização confirmada em localidades como na China, Índia, Hong Kong, Japão, Coreia do Sul, Myanmar, Taiwan, Camboja bem como fará seu retorno para Cingapura, Filipinas, Malásia e Indonésia.

 

As promoções na Índia e na China se tornarão possíveis graças aos novos patrocinadores, tais como a Kawasaki que se juntará à Sony, Tune Talk, e Energizer no seleto grupo de patrocinadores disputados acirradamente por franquias do mundo do MMA da Ásia, dentre as quais poderíamos citar as SFL, RUFF e Legend FC (sendo que estas três últimas organizações estão lutando contra problemas financeiros ou questões jurídicas ultimamente).

 

Diferentemente, o One Championship, que é originário de Cingapura, comemora o fechamento de uma década de acordo para transmissão de seus eventos pelo gigante FOX Star Sports. O Canal transmite espetáculos do porte do campeonato inglês de futebol (soccer) e dos jogos olímpicos.

 

Os especialistas em MMA afirmam que o mercado asiático difere do mercado norte-americano e talvez por isso, o One Championship esteja conseguindo trabalhar em parceria com outros eventos tais como o Road FC e o URCC.

 

One Championship também anuncia que, caso Renzo Gracie não consiga agendar alguma luta com o UFC nos primeiros meses desse ano, o mesmo irá rescindir contrato com a organização de Dana White e vai se transferir para a organização do oriente, onde poderia encarar Kazushi Sakuraba em seu primeiro compromisso no “cage” circular.

 

O “Gracie Hunter” (apelido pelo qual  Sakuraba é conhecido no mundo das lutas) já declarou que retornaria de sua aposentadoria no MMA para fazer uma nova luta contra Renzo. Após sua última luta de MMA no evento de estreia do Riznn FF, Sakuraba continuou em atividade nos ringues da New Japan Pro Wrestling.

 

Esse crescimento do mercado, além da união asiática em torno do esporte, já começa a incomodar o gigante UFC, que não por acaso, promete intensificar suas atividades naquele continente também a partir deste ano e, inclusive, já teria anunciado a realização de um evento em Cingapura, para o próximo dia 17 de Junho.

 

Ao que tudo indica, o MMA está retomando à sua grandiosidade em toda a Ásia, e muito disso a reboque do trabalho do Rizin FF (que não custa lembrar, é o antigo Pride com um novo nome) e nessa batalha das franquias por uma “fatia do bolo” quem sairá ganhando é o fã de MMA  além, é claro, dos atletas que passarão a ter mais opções de trabalho.

20 de fevereiro de 2017 | Oriosvaldo Costa

Eventos de MMA ganham popularidade na África

Tudo começou em 2001, com a realização da primeira edição do UFA

*Foto: Brasileiro Jadyson Costa em ação no EFC África.

*MMA (Mixed Martial Arts), Anything Goes, NHB (No Holds Barred), No Rules Fight, Cage Fighting e Vale-Tudo. São estes alguns dos nomes pelos quais o esporte das Artes Marciais Mistas é conhecido no continente africano. Agora não tem mais volta. O esporte chegou aos cinco continentes. Chegou e ficou. É na África do Sul que são promovidos os mais concorridos eventos.

 

Tudo começou em 2001, com a realização da primeira edição do UFA (Ultimate Fighting Alliance). Hoje, é necessária muita criatividade para batizar os novos eventos que cada vez mais são realizados por lá. EFC Africa, Fight Force, SA MMA, AFL-Amateur Fighting League, USCF, Knockout Strike Ultimate Fighting, NHBSA, Ultimate Fighting Strike, Urban Brawl, etc…

 

Um fato que chamou minha atenção é que não existe uma distinção na promoção das lutas de MMA profissional e MMA amador (apesar das regras, estas também são realizadas em um octógono) e o público comparece com o mesmo fervor para prestigiar os confrontos de uma ou outra modalidade e pagam U$30 por ingresso para assistir tais combates. Existe também uma categoria de lutas Sênior.

 

Os shows são prestigiados por estrelas do esporte, como as lendas do Boxe Chris Van Herden e Issac Chilembe, dentre outras celebridades. Astros como Wanderlei Silva, já planejam viajar para a África do Sul para promover sua assinatura AG de telefone móvel celular durante uma das próximas edições do CEF África, maior franquia do esporte naquele país atualmente. É mais um mercado para ser desbravado pelos nossos lutadores brasileiros.

19 de janeiro de 2017 | Oriosvaldo Costa

Battle Dome, um dos precursores dos shows de MMA na TV norte-americana

Embora Battle Dome não faça parte da lista de promoções legítimas de lutas, daquelas que tiveram papel importante na formação do esporte MMA como o conhecemos, ele ainda tem o seu valor histórico

Era o final dos anos 1990, e os estadunidenses já haviam quase que esgotado a sua criatividade na criação de competições malucas incrementadas por todo tipo de parafernálias, dignas de algumas produções de Hollywood, com vistas a atrair novamente um bom número de telespectadores, a maioria destes já saturados de parte dos shows televisivos, numa época em que o congresso norte-americano lutou para banir a violência das emissoras de TV de seu país, havendo até mesmo implantado uma ampla discussão com todos os segmentos da sociedade interessados nesse assunto.

 

E nesse contexto que foi criado o Battle Dome, um show televisivo norte-americano na mesma linha do American Gladiator. Ambos tornaram-se ‘realitys’ bastante populares na década de 90. O Battle Dome permaneceu no ar de 1999 a 2001 e foi exibido também no Reino Unido, nas redes Challenge e Bravo, bem como no Channel 5, agora "Five", além de ter sido transmitido na Irlanda pela TV3.

 

Nesses shows um competidor entrava tipicamente na arena do espetáculo ao som de sua própria música tema e - em diversos casos - acompanhando de uma bela mulher (eu sei, tudo pelo ibope), a maioria destas, cortesia da revista Perfect 10. As “lutas” do Battle Dome eram disputadas no topo de uma pirâmide incrustada em uma área circular giratória e aconteciam semanalmente até o final da temporada (as “lutas” aconteciam no formato eliminatório) com o vencedor recebendo um grande prêmio em dinheiro, uma motocicleta e um cinturão do Battle Dome Championship.

 

Esse deveria ser um lugar para promover uma competição justa entre indivíduos normais ou sem muitas habilidades atléticas, mas vimos justamente o contrário. No outono de 2000, as estrelas do Battle Dome e World Championship Wrestling (WCW), um show de Pro Wrestling (afinal a influência desta outra forma de entretenimento vem de muito mais tempo na TV) começaram uma breve rivalidade cruzada. A WCW emprestou alguns dos seus astros pois estava desesperada para levar mais pessoas a assistirem seus shows, estratégia que falhou, e algum tempo depois, eles foram vendidos para a WWE.

 

Assim sendo, a partir  da segunda temporada, Battle Dome praticamente eliminou as travessuras ao estilo do Pro Wrestling em favor de uma abordagem mais ao estilo do rival American Gladiators e o show acabou perdendo muitos fãs com isso. 

 

Com a saída de cena das estrelas do Pro Wrestling foi a vez dos aspirantes a consagração no MMA (na época ainda conhecido como NHB: No Holds barred) tentarem a sorte no Battle Dome e até mesmo conseguir para si um espaço na mídia, pois o próprio UFC lutava contra a censura na TV, ataque dos políticos e preconceito das comissões atléticas estaduais naqueles idos dias, uma vez que a franquia do UFC ainda não havia sido vendida para os irmãos Frank e Lorenzo Fertitta e Dana White.

 

Lutadores atualmente consagrados no esporte e que contam com participação no UFC tais como Fabiano Iha (Jiu Jitsu) e Darrell Gholar (Wrestling) competiram na primeira temporada do Battle Dome e o veterano Jay Martinez competiu na segunda temporada. Martinez é um pioneiro do MMA com participações em franquias do porte do Superbrawl, King Of The Cage e Extreme Shoot, dentre outras.

 

Phillip Miller, invicto no MMA com um Record de 16-0 (todas as lutas registradas no Sherdog) sendo 2-0 no UFC, competiu na versão 2000 do Battle Dome e ganhou.

 

Dignas de nota ainda foram as observações e comentários absurdos de Scott Farrell que soube conduzir o show com muita presença de espírito, mesmo em situações difíceis, como quando um participante quebrou a própria perna ao vivo durante a transmissão pela TV. O apresentador do show foi Steve Albert (irmão do lendário apresentador de esportes Marv Albert). Ferrall e Brown foram substituídos por Ed Lover e Brien Blakely, respectivamente, no meio do show.

 

Embora Battle Dome não faça parte da lista de promoções legítimas de lutas, daquelas que tiveram papel importante na formação do esporte MMA como o conhecemos (experimentando regras e servindo de laboratório), ele ainda tem o seu valor histórico por registrar o esforço dos pioneiros do MMA, os quais viviam uma vida errante e ‘de malas em punho ’, tendo de participar de qualquer tipo de luta, real ou falsa, para fazer algum dinheiro, as quais eram realizadas em um ringue montado em um ginásio do ensino médio, uma grande arena no Japão, um salão de festas em casamentos de figurões ou em frente às câmeras de uma emissora de TV.

21 de dezembro de 2016 | Oriosvaldo Costa

MMA como ferramenta de inclusão social

Uma prova de que a inclusão da modalidade no currículo escolar pode render bons frutos é o projeto MMA Nas Escolas, pioneiro no Brasil e, talvez, em todo o mundo.

Em 1º/12/2016, alguns lutadores de MMA, consagrados internacionalmente, estiveram em Brasília-DF debatendo, na Câmara dos Deputados, sobre o futuro do MMA no Brasil, durante audiência na subcomissão de MMA da comissão de esportes, quando deputados divergiram quanto à inclusão desse tipo de luta no currículo escolar. 

 

A tentativa de tentar incluir a sua prática nas escolas é nobre, até porque, o objetivo será revelar campeões, não apenas nas competições, mas principalmente na vida. O projeto pode ser inserido ainda com vistas a peneirar futuros atletas olímpicos pois, ao que tudo indica, o MMA deverá mesmo, ser incluído nos jogos olímpicos futuramente, visto o movimento já iniciado por suas respectivas entidades em vários países de fundamental importância para tal feito. Entre estes, eu gostaria de citar, particularmente, a Rússia e a China.

 

Assim sendo, outros parlamentares estão tentando desvincular o MMA do conceito de violência, a exemplo dos países citados anteriormente. A Rússia, não por acaso, caminha para se tornar uma das maiores potências desse esporte nos próximos anos e, segundo alguns especialistas, já superou até mesmo o Brasil, país onde o MMA foi criado. Esses legisladores também conseguiram entender que o MMA  pode contribuir decisivamente na formação de um ser humano melhor, em todos os sentidos, uma vez que os valores, bases e princípios morais e éticos são  forjados em longos e árduos períodos de treinamento da mistura das artes marciais.

 

Uma prova de que a inclusão da modalidade no currículo escolar pode render bons frutos é o projeto MMA Nas Escolas, pioneiro no Brasil e, talvez, em todo o mundo. O mesmo foi instituído pela família Zenidim, no Colégio Estadual 31 de Março, na cidade de Ponta Grossa (que fica apenas a 100 quilômetros de Curitiba, capital do estado do Paraná) com aulas ministradas por Paulo Bueno, veterano do esporte e conhecido como o Imperador dos Campos Gerais, e que trabalha como voluntário desde o seu inicio, em 2013.

 

Ponta Grossa é a terceira cidade do Brasil e a primeira da região Sul a criar por lei, o Dia do MMA como prova de que acredita no potencial dessa modalidade; Paulão, inclusive, já foi procurado por alguns professores e diretores para implantar o MMA como ferramenta de educação nas demais escolas do Município. 

 

Renomeado na luta pela paz, o projeto atende aos estudantes das 6ª e 7ª séries, em período contra-turno e também no projeto Mais Educação, do governo estadual, onde os alunos permanecem em tempo integral e, além do MMA, se dedicam também à outras atividades. Já está mais do que provado que uma luta bem orientada trará apenas benefícios à sociedade.

 

Na minha modesta opinião, o MMA como esporte de auto rendimento que é, sempre vai ser uma  modalidade direcionada para o profissionalismo, e mesmo que (à exemplo do Boxe) venham à ser criadas variantes amadoras e olímpicas, sempre vai exigir comprometimento total por parte de seus adeptos, uma vez que muitos acabam optando pela mesma como caminho profissional.

 

No entanto, eu aprovo a sua inclusão na grade escolar com vistas a peneirar futuros atletas olímpicos e revelar novos talentos para o profissionalismo. Dessa forma, talvez possamos recuperar o status que um dia ostentamos nesse que é o esporte que mais cresce no mundo.

23 de novembro de 2016 | Oriosvaldo Costa

Donald Trump, russos e MMA

Apesar de todas as polêmicas que o cercaram durante a sua campanha, Donald Trump permanece como um herói no mundo do MMA e reverenciado por seu apoio ao esporte há mais de 15 anos

Ao contrário do que indicavam as pesquisas de intenção de votos, o republicano Donald Trump acabou conquistando 276 votos dos delegados do colégio eleitoral, passando por sua adversária Hillary Clinton. Durante a campanha, ambos transformaram o processo político americano em um teatro promocional que algumas vezes chegava a lembrar àquele protagonizado pelos astros do Pro Wrestling. Trump não é um estranho ao Pro Wrestling, uma vez que já se ‘apresentou’ durante o Wrestlemania  XXIII em 2007, quando ‘fingiu lutar’ com Vince McMahon, mandatário do WWE (World Wrestling Entertainment).

 

De fato, as comunidades das artes marciais e esportes de contato em geral conhecem bem Donald Trump; e a ligação deste, com tais esportes é de longa data.

 

Foi ele quem - décadas atrás - transformou Atlantic City em uma nova ‘Meca’ para o Boxe, ao lado das já consagradas Las Vegas e New York. Com  a saída de cena de seus amigos Mike Tyson e Don King, o magnata passou a sentir fascínio por um outro esporte, bem mais selvagem e por vezes, sangrento: o MMA. A modalidade era constantemente classificada pela mídia não - especializada como vulgar, brutal e politicamente incorreto, mas Trump já demonstrava apreciar a brutalidade do esporte que horrorizava os outros.

 

Ele não questionou em hospedar o Ultimate Fighting Championship (UFC) para várias edições em seu hotel-cassino Trump Taj Mahal em Atlantic City, e ainda ajudou os organizadores da competição na aquisição da Continental  Airlines Arena em East Rutherford, também em New Jersey.

 

Trump já havia enxergado o potencial do novo esporte e posteriormente tornou-se o principal acionista em outra promoção de MMA denominada Affliction e promovida em parceria com uma empresa de vestuário de mesmo nome. Na época, seu filho, Donald Trump Jr. declarou em entrevista à revista Men´s Fitness que seu pai emprestou o nome para o empreendimento e investiu muito dinheiro na empresa. Foi a partir daí que começaram a surgir as histórias da amizade do bilionário com os russos ricos ou proeminentes.

Um dos empreendedores do Affliction era Vadim Finkelchtein, que negociou para que o evento fosse transmitido pelo canal de televisão estatal russo e que também investiu US$1 milhão para abrir lojas Affliction, em Moscou.

 

Finkelchtein também era presidente da M-1 Global (maior organização de MMA da Rússia) e esteve por diversas ocasiões em conferências de imprensa no Trump Tower ao lado de seu atleta e que acabaria se tornando a maior estrela do Affliction: Fedor Emelianenko, conhecido pela alcunha de ‘o último imperador russo’. Não por acaso, Fedor é - ainda hoje - amigo pessoal do presidente da Rússia, Vladimir Putin, outro fã ardoroso e grande incentivador do MMA. Trump chegou a anunciar que realizaria um reality show de MMA naquele país.

 

O fato foi utilizado pela Democrata Hillary Clinton durante a sua campanha para atacar Trump como parte dos ‘interesses empresariais não revelados’ de seu adversário na Rússia. Os partidários da ex-secretária de Estado e ex-senadora chegaram até mesmo a afirmar que ‘a mão do Kremlin estava no centro da campanha de Trump’.

 

Somou-se à  isso a mística de que foi Fedor quem havia conectado Trump com Putin, mas é bom lembrar que não há evidências desse encontro e oficialmente, Trump e Putin deverão se reunir pela primeira vez antes da posse do Republicano como presidente dos EUA. A reunião se dará dia 20 de Janeiro.

 

Apesar de todas as polêmicas que o cercaram durante a sua campanha, Donald Trump permanece como um herói no mundo do MMA e reverenciado por seu apoio ao esporte há mais de 15 anos. Inclusive, o salão da fama das artes marciais do estado de New Jersey lista Trump em seu site como um indicado. Ao lado do nome de Trump há uma única palavra:  ‘visionário’.
19 de outubro de 2016 | Oriosvaldo Costa

Conheça o Double Fighting, o MMA de duplas

Com um planejamento ambicioso, Carlos acredita ter em mãos o único projeto de MMA capaz de fazer frente ao modelo do UFC...

Imagem ilustrativa, retirada da página https://www.facebook.com/doublefighting.

Convido vocês a fazer um exercício de imaginação. Imaginem em um mesmo Cage de MMA, quatro atletas. De um lado, temos Anderson Silva e Lyoto Machida e, do outro, Wanderlei Silva e Maurício Shogun. Agora imaginem que estes formam duplas e, que, ao mesmo, tempo vão sair na porrada para ver qual dupla é a vencedora. Loucura não. A princípio, pode parecer loucura, mas o Double Fighting, evento de MMA em duplas, tem esta proposta e seu fundador e criador, Carlos Nacli, garante que o evento é mais legal e seguro que o UFC.

 

Carlos nos conta que a ideia nasceu da necessidade de inovar em um mercado monopolizado pelo UFC. “Acompanho o MMA desde os anos 90 e em meus estudos vi que o mercado, como um todo, cresceu muito, mas que os players e eventos aqui no Brasil continuavam com as mesmas dificuldades do início. E encontrei algumas razões para isso, como: eventos nacionais servem de escada, dificuldade de patrocínios e modelo defasado. Ao constatar esta realidade, a única alternativa que encontrei foi inovar. Por que não colocar 2 contra 2? Esta pergunta demorou alguns meses para ser aceita, pois, sabia que tinha que criar regras e dinâmicas que dessem segurança aos lutadores. Com base nisto criei um evento com os seguintes diferenciais: pesagem no dia da luta, fim da pontuação round a round, possibilidade de em uma única luta termos 3 K.O, e mais de uma finalização; nunca fica 2 contra 1, é proibido qualquer tipo de golpe covarde e temos 2 árbitros dentro do cage. Em 2014 realizamos uma luta piloto para testar a ideia, e foi um sucesso. Já em 2015, realizamos o primeiro evento aberto ao público com 8 entre as melhores academias do Brasil. Agora, em 2016, estamos lançando novos modelos de negócios. Além do Double Fighting estamos criando uma Liga de MMA tradicional com algumas alterações exclusivas para dar mais emoção ao esporte. Para isso estamos vendendo franquias e realizando parcerias com outros eventos pelo Brasil. Aos interessados em Double Fighting estamos ofertando aos demais promotores de eventos do Brasil a contratação de uma luta de Double para ser colocada no seu card. Caso goste do resultado avançamos a parceria. Aos interessados na Liga estamos selecionando potenciais franqueados nas principais regiões do Brasil. Nossa intenção é iniciar 2017 com pelo menos quatro regiões no Brasil: São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Nordeste”.

 

Com um planejamento ambicioso, Carlos acredita ter em mãos o único projeto de MMA capaz de fazer frente ao modelo do UFC. “Acredito que temos muito potencial de crescimento, o brasileiro inventou o MMA mas, não soube explorar o mercado como os americanos. Para isso, criei uma liga totalmente adaptada ao modelo americano de show e com diferenciais exclusivos que todos fãs de MMA vão adorar. Nossas dificuldades são relacionadas a cultura esportiva no Brasil, mas acredito que vamos superar isso com os parceiros certos.

 

Caso queira saber mais sobre esta matéria entre no facebook do evento: www.facebook.com.br/doublefighting e mande sua mensagem.

19 de setembro de 2016 | Oriosvaldo Costa

Inclusão do MMA nas Olimpíadas

Qual seria a sua opinião sobre esse tema tão polêmico? Concordaria com a inclusão do MMA, nas Olimpíadas?

Wanderlei Silva - foto: Josh Hedges/UFC

Como todos sabem, foram os gregos que criaram as primeiras Olimpíadas da história da humanidade, por volta do ano 2.500 a.c. (calendário cristão).

 

Naquela época, a cidade de Olímpia, na Grécia, recebia as competições que eram divididas em: Atletismo, luta Greco Romana (Wrestling), Pugilato (Boxe), Corrida de cavalo e Pentatlo. O Pentatlo consistia de corrida, salto em distância, arremesso de dardo, arremesso de disco e luta.

 

A luta que era disputada entre os primeiros colocados do Pentatlo era denominada Pankration e se assemelhava à uma espécie de MMA, com golpes de mãos abertas no rosto. O Pankration era o esporte mais valorizado na antiguidade.

 

Já em nossos dias, com o advento das Olimpíadas da era moderna, houve uma tentativa de ‘revival’ da modalidade, em uma versão ‘repaginada’ e com o uso de quimono, sendo agora chamada de Pankration Athlima. A mesma se vez presente como esporte de demonstração, nas Olimpíadas de 2004, em Atenas, na Grécia, mas não foi convidada novamente para os jogos.

 

Apesar disso, foi noticiado recentemente, que Dana White, o (ainda) mandatário do UFC, está trabalhando para tornar realidade o sonho de vermos o MMA nas Olimpíadas algum dia. De acordo com o dirigente, essa ideia existe e até está sendo trabalhada nos últimos anos. Ele defendeu a entrada do esporte no quadro olímpico por conta das várias modalidades que já estão lá e utilizam as artes marciais presentes no MMA. “Nós estamos provavelmente trabalhando nisso por três, quatro ou cinco anos, mas nós deveríamos estar lá. Definitivamente deveríamos. Eles têm Judô, que usa finalizações. Eles têm Boxe, que pode socar no corpo e na cabeça. Eles têm Taekwondo, que você pode chutar e socar. Tudo o que nós fazemos já está nos esportes Olímpicos, então faz sentido”, afirmou o dirigente em recente entrevista à ESPN.

 

O UFC está realmente se movimentando nessa direção e recentemente manifestou apoio à Federação Internacional de MMA (IMMAF, na sigla em inglês), um organismo regulador do MMA Profissional e amador e que lidera este último em todo o mundo. Eventos promovidos pelo IMMAF são transmitidos pelo UFC Fight Pass (canal digital da franquia com mais de cinco mil lutas disponíveis online) e, em maio deste ano, o Ultimate e o IMMAF renovaram a sua parceria.

 

Para ingressar no quadro Olímpico, logicamente algumas regras deverão ser alteradas, como por exemplo, o fim do uso das cotoveladas, o que muitos pedem, inclusive nas competições profissionais da modalidade, como se manifestou recentemente Demetrious Johnson, o Campeão da categoria Mosca (57 kgs), do próprio UFC.

 

Como o controle de antidoping dos atletas do UFC já é promovido pela USADA, que por sua vez é ligada ao COI (Comitê Olímpico Internacional) então, já deve haver, de fato, um encaminhamento nesse sentido.

 

Em fóruns de debates mundo afora, entretanto, os próprios fãs de MMA não se mostram muito empolgados com a ideia e classificam tal tentativa de inclusão do MMA nos jogos como um delírio e sugerem, ainda, que o esporte deveria permanecer como está, ou seja, uma modalidade profissional, pois a mesma não combina com os ideais Olímpicos. Estes mesmos fãs de MMA encerram: Ou muda o MMA, ou muda as Olimpíadas. Se não, sem chance. 

 

Mas, e você caro leitor? Qual seria a sua opinião sobre esse tema tão polêmico? Concordaria com a inclusão do MMA, nas Olimpíadas?
20 de agosto de 2016 | Oriosvaldo Costa

Apenas o mundo do MMA quer Donald Trum

Apesar de também dividir opiniões na comunidade das lutas, há os que festejam a candidatura deste que pode ser realmente um dos melhores negociadores de todos os tempos.

O artigo deste mês irá tratar de política, assunto delicado para muitos no meio esportivo, uma vez que, os esportes em geral, tendem a unir pessoas de diferentes credos e ideologias enquanto que, a política, invariavelmente, as divide ao longo de qualquer número de linhas.

 

Durante as primárias republicanas deste ano, nos EUA, vi dois concorrentes com oportunidades reais de indicação para a vaga de seu partido com vistas à eleição presidencial. Um deles era Jeb Bush. O outro, Donald Trump. Não por acaso, Trump está sendo louvado por parte da comunidade do MMA.

 

Não era para menos. Trump sempre foi um aliado do MMA desde os primeiros dias da era Zuffa LLC (Companhia dos irmãos Frank e Lorenzo Fertitta), oferecendo suas propriedades em Atlantic City quando a promoção tinha dificuldades em encontrar um local remotamente desejável para realizar seus shows.

 

O longínquo UFC 28 (2001) foi realizado na Mark. G. Etess Arena (principal palco do boxe profissional fora do estado de Nevada), localizada no faraônico hotel Trump TAJ Mahal Cassino Resort, em Atlantic City, New Jersey, do irreverente multimilionário, e marcou o início de uma nova era de grande prosperidade para o esporte. As edições seguintes (ainda no Trump TAJ Mahal) foram um espelho para o UFC entrar em Las Vegas e ser legalizado pelas demais comissões atléticas estaduais.

 

A paixão do empresário de New York pelo esporte era tamanha que, posteriormente, ele fundou seu próprio show de MMA, o Affliction, em parceria com a lenda viva do Boxe, Oscar de La Hoya. O show chegou a concorrer com o UFC, mas Trump soube manter a política da boa vizinhança.

 

O ainda presidente do UFC, Dana White, também sempre agradeceu publicamente o apoio do multimilionário e sua presença nos shows da organização. A simpatia e admiração mútua culminaram com Dana fazendo um discurso de apoio à Trump na convenção republicana em Cleveland, no final do mês de Julho. Na ocasião, Trump foi nomeado como candidato do seu partido à casa branca.

 

Dana sempre foi conhecido por dizer o que pensa, e Trump, é outro valentão, cuja vaidade e pura sorte o empurraram para o lugar certo no momento certo. Ou seja, as circunstâncias lhe garantiram o direito de concorrer à sucessão presidencial americana embora sua campanha tenha sido marcada por polêmicas por conta da sua retórica contra muçulmanos, hispânicos, imigração ilegal e comércio, alarmando até mesmo alguns dentro do seu próprio partido.

 

No campo da política externa, Trump já afirmou várias vezes que quer viver em paz com a Rússia e a China, comentando até mesmo que “uma América forte e inteligente é uma América que tem a China como boa amiga”. Coincidentemente, o UFC foi recentemente vendido para a WME-IMG, um conglomerado composto por empreendedores americanos e empresários abonados da China - em sua grande maioria – então, a parceria White/Trump forjada em “lealdade e apoio” só vem somar nesse sentido.

 

Já celebridades e cada vez mais obcecados pelo sucesso, será fácil confundir a aliança White-Trump como uma oportunidade de marketing simbiótica para os dois agressivos e predadores homens de negócios.

 

Apesar de também dividir opiniões na comunidade das lutas, há os que festejam a candidatura deste que pode ser realmente um dos melhores negociadores de todos os tempos.

 

Não é nada, não é nada. Seria apenas um grande fã de MMA, Boxe, Pro Wrestling e lutas em geral no posto de dono do mundo.

19 de julho de 2016 | Oriosvaldo Costa

Os chineses são os novos donos do MMA mundial

Para os novos donos do UFC a franquia se tornou um grande negócio cujos lucros poderão dobrar para mais de U$ 200 milhões de dólares por ano à partir de 2019.

Quando o UFC - Ultimate Fighting Championship - estreou em novembro de 1983, ele se tornou o primeiro da atual onda de shows de MMA em todo o mundo.

 

Após um início avassalador, foi prejudicado com a censura das maiores companhias de TV a cabo dos EUA, e ainda banido de muitos estados norte-americanos, tornando-se cambaleante.

 

Foi então vendido para os irmãos Frank e Lorenzo  Fertitta, e os novos donos, com um maior jogo político foram os principais responsáveis pela legalização da modalidade MMA em todo o país e elevaram o show ao ‘Mainstream’. Contudo, os dias da atual gestão que se iniciou em 2001 chegaram o fim.

 

O UFC foi vendido para um conglomerado formado pela empresa chinesa Dalian Wanda Group em conjunto com a americana WME-IMG, reforçadas pelo grupo americano Kraft e a Chinesa Tencent Holdings. A WME-IMG, uma gigante mundial de marketing, entretenimento e esportes encabeçará as demais e resolveu manter Dana White em seu emprego à frente do UFC pelos próximos cinco anos além de sócio minoritário (White teria recebido mais de 1 bilhão de reais em porcentagem da venda) e os irmãos Fertitta venderam quase toda a companhia por US$ 4 Bilhões (cerce de 13 bilhões de reais) também permanecem sócios minoritários, mas saem de cena para cuidar de seus outros negócios e agora devem se tornar donos majoritários ou dividir as ações do Raiders, um time da NFL e entrar de cabeça nesse novo segmento, uma vez que são apaixonados por  Futebol Americano. A medida também serviria para ajudar em seus outros negócios, tais como os cassinos.

 

Dana White, por sua vez, acredita que a venda irá acelerar o crescimento do UFC pelo mundo com mais profissionalismo e desvinculando o esporte do dinheiro dos cassinos e de certas práticas vindas do dinheiro das apostas e outros pormenores de bastidores.

Para os novos donos do UFC a franquia se tornou um grande negócio cujos lucros poderão dobrar para mais de U$ 200 milhões de dólares por ano à partir de 2019 e, uma vez que estes são formados - em sua grande maioria - por empresários abonados da China, que sonham em movimentar o mercado chinês de artes marciais, com certeza o número de eventos na Ásia, em especial nas grandes cidades chinesas, irá se multiplicar. Outros países e regiões beneficiados deverão ser Japão e Oriente Médio, mas há receios que o circuito do UFC se afaste do Brasil. Se isso acontecer, é esperado que as promoções do Bellator e WSOF aportem em terras tupiniquins, aproveitando o vácuo deixando pelo Ultimate e gerando trabalho para os nossos lutadores.

 

O mercado de lutadores na China é, de fato, promissor. Não existe outro país no mundo, com tantos praticantes de artes marciais. Segundo pesquisa recente, 65 milhões de pessoas fazem alguma luta na China, o que corresponde a 5% da população, que hoje atinge 1,3 bilhões de habitantes. O kung fu para o chinês é como o futebol para o brasileiro, e o UFC seria recebido como Copa do Mundo.

 

Não haveria lugar mais natural no planeta para o MMA crescer, pelo menos em audiência e praticantes. Mas será que as mudanças seriam bem digeridas pelos fãs americanos e brasileiros? Apenas mais um capítulo na saga deste que é ‘o mais velho e o mais novo de todos os esportes’. Os velhos monges da China diziam que “todas as artes marciais conhecidas sob o céu” nasceram das mãos dos Shaolin. Resta saber como eles vão criar e embalar esse esporte no século XXI, e quais serão as consequências para os profissionais brasileiros.

21 de junho de 2016 | Oriosvaldo Costa

6° PM Combat, o dia em que os policiais militares trocam as armas pelo ringue

Esta edição acontecerá no dia 27 de Agosto e terá inicio pontualmente às 15:00 Hs.

Conhecida como “a esquina do Brasil” e famosa por suas dunas, a bela cidade de Natal, capital do estado do Rio Grande do Norte, possui um dos mais importantes nomes no que diz respeito à promoção dos eventos de artes marciais do Brasil.

 

Pouca gente no Brasil tem um currículo como o do policial militar Mário Sérgio da Silva. Praticante de Muay Thai e Kickboxing, Mário vem promovendo eventos desde 1997 e continua contribuindo muito para o lançamento de novos nomes para as artes marciais e esportes de contato em geral, particularmente o MMA.

 

Seus eventos já contaram com a participação de nomes hoje consagrados, tais como, Renan Barão, Jussier Formiga, os irmãos Patrício e Patricky Pitbull, além de Jorjão, da Kimura, Sérgio Júnior, e muitos outros.

 

Nomes que em início de carreira competiram em shows promovidos por Mário, quais sejam o Fighter de Bairros Original, o Sportmix e o Duelo de Campeões.

 

O também diretor de eventos da original academia sempre trabalhou ao lado da esposa Lécia, que é advogada.

Aproveitando a realização do 1° Jogos Estaduais da Segurança, os bravos guerreiros Mário e Lécia estarão promovendo o 6° PM Combat - O dia em que os policiais militares trocam as armas pelo ringue - evento em homenagem a todos que fazem a segurança no Brasil. A título de curiosidade, podemos elencar, ainda, outras promoções com a mesma temática em shows do porte do UFC: Figth for the troops, e o Shooto BOPE.

 

Esta temática quando abordada sempre culminou no sucesso das edições anteriores e este ano as inscrições estão novamente abertas para a participação de policiais militares, membros das forças armadas, bombeiros, salva-vidas e seguranças  de todo o Brasil, além da participação de civis como convidados especiais.

 

Todos os atletas inscritos receberão medalha e camisa de participação do evento. As modalidades disputadas no evento serão o Muay Thai, Jiu Jitsu, Submission e MMA. Haverão disputas de cinturões nas modalidades Submission (75 Kgs) e MMA (até 88 Kgs).


A atração principal da noite será a luta de MMA entre Flávio Cantarelli e Oriosvaldo Costa, em um desafio entre Rio Grande do Norte e Ceará.

Flávio Cantarelli é aluno do lendário Banni Cavalcant (este que é o introdutor do Jiu Jitsu no Rio Grande do Norte na era moderna e famoso por ter revelado nomes como Marcelo Tigre, Ricardo Moraes e Jalmir “Buda”, dentre outros ) e representante da Banni Fight Club – BFC Kawamura, equipe pioneira no estado. Cantarelli sempre defendeu o nome do Jiu Jitsu e construiu uma vitoriosa carreira, sempre figurando nas primeiras posições no ranking da modalidade e brilhando também no MMA.

 

Oriosvaldo Costa pratica Kung Fu desde 1990 e é representante das artes marciais chinesas nas competições de MMA, tendo iniciado sua carreira como competidor em 1998. Atualmente mantêm um registro no Sherdog composto por 3 vitórias, 3 derrotas e 1 No Contest.

Ambos estão se preparando com afinco para o já aguardado confronto e prometem protagonizar umas das lutas mais empolgantes desse  6° PM Combat.

 

Esta edição acontecerá no dia 27 de Agosto e terá inicio pontualmente às 15:00 Hs.
Ainda existe tempo hábil para o envio de dados dos atletas, contendo peso, idade e graduação, uma vez que as inscrições continuam abertas para todo o Brasil.

 

Maiores informações poderão ser adquiridas com o organizador Mário Sérgio pelo WhatsApp : (84) 9 88 32 7790, ou em seu perfil pessoal no Facebook.
20 de maio de 2016 | Oriosvaldo Costa

O caminho de Shaolin e as competições

Diz um ditado Chinês  que “Todas as artes marciais conhecidas sob o céu nasceram em Shaolin”.

Ainda segundo alguns poucos mestres orientais, pela evolução do tempo devem haver alterações e tudo começaria novamente, pois o tempo seria cíclico.

 

Assim sendo, não seria de se estranhar a interação de alguns poucos monges ordenados pelo citado templo com assuntos do cotidiano e até mesmo com os esportes de lutas mais populares da atualidade. Entretanto, nenhum seguidor de Shaolin causa mais contradição entre a opinião pública do que Yi Long.

 

Praticante de estilos originários de Shaolin - e não monge ordenado de Shaolin, segundo alguns dos seus críticos - Yi Long poderia muito bem ser incluído entre estes por assumir o personagem de monge em suas lutas nos vários eventos de ‘trocação’, os quais disputa, seja na China ou em outros países asiáticos, no Oriente Médio e mesmo nos EUA.

Tendo conseguido mais vitórias do que derrotas, o adepto do Kung Fu tem lutado contra representantes do Muay Thai e mesmo quando perde tem dado show. 

Existe uma lenda urbana dando conta de que Yi Long receberia incentivo do governo chinês para caracterizar o personagem, visto os jovens chineses estarem carentes de um herói representante das tradicionais artes marciais chinesas em grandes eventos de lutas e estariam migrando para o Muay Thai e o Brazilian Jiu Jitsu, dentre outras modalidades. Isso tudo graças à popularização do MMA no País.

 

A novidade agora é que após anunciar uma edição para o Wukesong  Master Card  Stadium, em Pequim, na China, especula-se que a organização Russa M-1 (que já promoveu alguns shows ao ar livre) poderia vir a realizar uma etapa nas montanhas de Henan, ao sul de Pequim, onde se localiza o templo Shaolin.

Esta seria a ocasião ideal para o provável discípulo do templo Shaolin, Yi Long, estrear também no MMA?

O Presidente Russo Vladmir Putin, um grande incentivador do MMA em todo o mundo (além de amigo pessoal de Fedor Emelianenko e de Vadim Finckelstein - Presidente do M-1) já teria demonstrado interesse em apoiar a empreitada. Resta saber, se este agrado chinês ao poderio russo será levado às vias de fato.

 

Nos velhos dias, principalmente entre as dinastias Ching e Ming, os torneios de kung fu não eram nada cordiais. Além de chutes e socos eram permitidos arremessos e, se um competidor fosse ao chão, era chutado para fora do local da peleja.

 

Nos dias atuais é cada vez maior a participação de representantes das artes marciais chinesas em competições de MMA promovidos no continente asiático em franquias do porte do Art of War, Kunlun Fight, Legend FC, Road FC e, até mesmo, One Championship.

 

Os competidores não se limitam aos adeptos do Sanda (boxe chinês) e vemos cada vez mais comum a participação de lutadores do Choy Ly Fut, Hung Gar, e até mesmo Wing Chun.  Mesmo competidores de artes marciais originárias da Indonésia, como o pentjak silat, ou pencak silat para alguns, estão conquistando o seu espaço nesse circuito.

 

Todos são sistemas de kung fu cujos mestres do passado lutaram pela arte e conquistaram o respeito da comunidade marcial através de atos de grande bravura. Os mestres atuais, no entanto, apenas preservam a grande reputação alcançada no passado. 

 

Alguns destes, inclusive, ensinam de forma bem tradicional e normalmente são contrários a qualquer forma de competição.

 

Sobre a participação de jovens lutadores em tais torneios, muitos destes mestres se mantêm calados quanto a esta questão. Quando muito, dizem que praticantes imaturos têm sido incentivados ao combate e que se os mestres do passado lutaram porque realmente foram obrigados a lutar.

 

O que nos resta a fazer, é esperar que cada um olhe para dentro de si e encontre sua própria verdade além da resposta para esta intrigante questão. O que é melhor? Preservar ou conquistar?

 

Por outro lado, a opinião de um bom mestre não deve ser menosprezada e poderá vir a ser o fiel da balança nessa tomada de decisão. Uma vez constatada a vertente competitiva do estudante, será preciso, ainda, determinar em qual modalidade este deverá se concentrar.

 

Muitos poderão argumentar que o MMA é muito violento, mas este não é mais contundente do que o Sanda (boxe chinês) ou mesmo o muay thay.

 

O que deverá ser levado em conta é que nos bastidores deste esporte em particular, rolam muita política e interesses vários, financeiros inclusive, e estes pesam muito mais do que a satisfação individual do praticante.

19 de abril de 2016 | Oriosvaldo Costa

O Boxe com os "punhos nus" retorna ao Reino Unido‏

Os partidários do BKB se apoiam no fato de que as lutas sem luvas são mais seguras do que as lutas com luvas, (sejam de Boxe ou MMA) e que estas causariam menos danos ao cérebro, o que já foi comprovado cientificamente.

O Bare Kuncle Boxing (BKB), ou para nós Boxe com os "Punhos Nus" ressurgiu na Inglaterra e promete chegar à outros países.

 

O último campeão de boxe com as mãos nuas foi John Sullivan, e sua última luta foi contra Jake Kilrain, em 1889. Antes disso, em 1885, uma grande reforma já havia sido feita nas lutas do boxe com a adoção das regras do Marquês de Queensberry, e a partir daquela ano, as lutas sem luvas foram gradativamente abandonadas.

 

Agora, no início do Século 21, o seleto grupo de competidores deste desporto incluem advogados, construtores, corretores imobiliários, mecânicos.

 

Não se trata do Clube da Luta retratado no filme estrelado por Brad Pitt, e sim, de uma cena próspera e crescente que existe, de fato, no Reino Unido.

 

A modalidade não é ilegal no país, pois nunca foi proibida, embora não seja regulamentanda nos dias atuais, já que não é sancionado por nenhum órgão de sanção esportivo.

 

Atualmente o esporte é a última moda atraindo até mesmo as celebridades - Keanu Reeves e Ray Winstone são grandes fãs de tais lutas -, bem como profissionais liberais e até mesmo as mulheres, que constituem cerca de um quinto da multidão que prestigia tais espetáculos. "Eles são caras cheios de testosterona, portadores da síndrome do macho-alfa, os quais se acham o próprio King Kong", diverte-se um fã.

 

Um dos principais responsáveis por este retorno da modalidade à Inglaterra - país de origem do Boxe - é Andy Topliffe, um promotor de 37 anos, dono da B-Bad Promotions, que luta para legitimar o esporte e mantê-lo longe do dinheiro sujo de outras companhias empreendedoras, as quais compostas por gângsteres, ciganos e viajantes que pagam apenas £ 250 em média para cada lutador. Estes organizadores dizem que a maior parte dos lucros é doada para as pesquisas sobre o Câncer. Contudo, algumas poucas destas lutas podem render por vezes bolsas de milhares de Euros para os participantes.

 

Algumas das competições do Bare Kuncle Boxing  chegam a ser transmitidas pelo sistema de pay-per-view e partidas semelhantes já são promovidas na Irlanda. A conquista do mercado norte-americano, no entanto, será bastante difícil, já que o estado do Colorado é o único nos EUA que aceita a realização de lutas com mãos nuas em seu território.

 

De uma forma ou de outra, a cultura do Boxe sem luvas é comum a povos de distintos continentes. É só ver o caso do Musangwe, o brutal torneio da África do Sul.

 

O Bare Kuncle Boxing  já tem seus próprios ídolos. Um destes é James Quinn McDonagh, um dos maiores destaques deste circuito implacável e detentor do título mítico de “O Rei dos Travellers”.

 

Outro, Bob Gunn, já tem um Recorde de 70-0 (Invicto com 70 vitórias e todas por nocaute, diga-se de passagem) já chegou mesmo a ser cotado para participar de algumas das próximas edições do UFC.

 

Se por um lado os promotores do maior evento de MMA do mundo estão de olho em alguns atletas do BKB para engrossar as fileiras de sua organização, por outro um Hall da Fama do UFC quer promover o BKB e chegou a anunciar que lutaria no tal circuito. Trata-se de Ken Shamrock, cujo oponente seria o mesmo James Quinn, em luta programada para abril do ano passado e depois adiada para setembro.

 

Os partidários do BKB se apoiam no fato de que as lutas sem luvas são mais seguras do que as lutas com luvas, (sejam de Boxe ou MMA) e que estas causariam menos danos ao cérebro, o que já foi comprovado cientificamente. Tais pessoas também apostam que o Bare Kuncle Boxing  vai se tornar mais popular que o UFC e o MMA em geral nos próximos anos. Se eles estarão certos, no entanto, só o tempo irá nos dizer.

 

Enquanto o futuro não chega com a resposta para esta indagação, cabe-nos aqui, uma pergunta: será se nos dias atuais, os adeptos da nobre arte - como também é conhecido o Boxe - devem mesmo jogar fora as luvas e o manual das regras de Queensberry?

16 de março de 2016 | Oriosvaldo Costa

Liga de MMA cria programa anti-bullying nos Estados Unidos

Segundo o mestre Michael Graves, um dos criadores do programa Kidini, os lutadores estão obtendo resultados bastante positivos em todas as comunidades que visitam.

A franquia norte-americana Global Proving Ground (GPG) está redefinindo o conceito de entretenimento no que se refere ao MMA. O Presidente e CEO, James Jefferson, costuma orientar a carreira de seus lutadores para que esta seja a mais benéfica possível para os mesmos, o que inclui a consolidação de seus nomes no mercado, melhores bolsas, conquista de novos patrocinadores, cuidados com a sua imagem etc. 

 

A Global Proving Ground Worldwide Fight League coloca à disposição de seus lutadores o conhecimento de técnicos e mestres do nível de Dan "The Beast" Severn (Hall da fama do UFC), Relson Gracie, Ron Van Clief ("The Black Dragon"), Renzo e Relson Gracie, dentre outros.


Com tudo isto, eles já construiram um novo padrão no MMA, trazendo de volta a honra, o respeito e o verdadeiro espírito das artes marciais para o cage.

 

Desde 2014, quando finalmente foi aprovado o programa anti-bullying da Liga Mundial de Lutas, que este se mostra um enorme sucesso. De lá para cá, todas as temporadas estão se mostrando mais vitoriosas para a GPG.

 

Batizado de GPG Kidini Anti Bully Child Safety Program (Programa GPG Kidini de Segurança Infantil e Prevenção ao Bullying ), é um método bastante original e consiste de oito semanas de trabalho com crianças de até 10 anos para, em seguida, passar para as crianças do ensino fundamental, onde o foco será o treinamento real na escola.

 

Para as crianças menores, o programa GPG Kidini combina divertidos e simpáticos personagens animados e versados em danças coreografadas e música lírica para que os pequeninos possam adquirir segurança e se prevenir dos valentões. Atividades estas adequadas à idade alvo. O material de apoio consiste do livro de histórias Kidini (este foi desenvolvido para ser lido junto com os pais) e também CDs de música.

Para as crianças mais velhas, a GPG oferece um treinamento realista de artes marciais desenvolvido para ensiná-las  a sair  de situações perigosas ou mesmo salvarem suas vidas. O programa Kidini tem ajudado os professores, pais e encarregados na educação das crianças e prevenção ao bullying. Foi assim, quando um dia antes do Show GPG Virginia 2 Victorium 3 (realizado em Hayes, Virginia ), os lutadores que participariam do evento foram ao palco de uma escola local para contar suas histórias de vida  para as crianças e ajudá-las a se envolver no programa. Estes lutadores - que também já foram vítimas de bullying - querem agora inspirar as crianças a evitar situações e pessoas "complicadas" e, como heróis das lutas, pretendem ensinar os valentões a canalizar sua agressividade e raiva de uma maneira bastante produtiva neste que é um esporte legítimo e regulamentado.

 

Segundo o mestre Michael Graves, um dos criadores do programa Kidini, os lutadores estão obtendo resultados bastante positivos em todas as comunidades que visitam. O programa já recebeu alguns prêmios, foi pesquisado pela Universidade de Delaware, e está disponível para escolas, creches, e outros grupos em todo o país. “Uma vida que foi vivida sem afetar positivamente a vida de uma criança é uma vida que foi desperdiçada", disse James Jefferson, em um comunicado à imprensa. As lendas do MMA Dan "The Beast" Severn e Ron Van Clief  já deram sua contribuição ao programa, ministrando aulas especiais. O pioneirismo da GPG é uma resposta aos detratores do esporte, pois longe de incentivar a violência entre os jovens, o MMA pode - e deve - ser usado de forma responsável para educar crianças e adolescentes e ajudar a fazer a diferença e tentar mudar esta epidemia que nos assola sem distinção: o bullying. 

17 de fevereiro de 2016 | Oriosvaldo Costa

Deus, fé e artes marciais

Num mundo com tantas falsas crenças, falsas religiões, falsas profecias, falsos mestres, e tanta idolatria, não podemos nos dar ao luxo de recusar aqueles que querem se alistar no Exército de Deus

Segundo os historiadores, houve um movimento datado de 1900 – portanto no início do Século passado – quando algumas igrejas dos EUA defenderam o levantamento de peso como uma maneira para os cristãos expressarem a sua masculinidade. Cito o acontecimento para enfatizar que as igrejas daquele país já se valeram da tática de usar a cultura popular – a música rock, o skate e até a yoga, entre alguns outros – para atingirem novos seguidores.

 

Nos dias atuais, os americanos com idades entre 18 e 34 estão cada vez mais ausentes das igrejas. Contudo, já fazem mais de uma década que vários líderes evangélicos estão remontando um movimento à semelhança daquele iniciado em 1900, com várias igrejas promovendo eventos de MMA para atraírem novos membros.

 

Quem nunca ouviu falar das noitadas de lutas promovidas pela Canyon Creek Church, perto de Seattle? Ou da igreja New Season em Hiram, GA, EUA, que promove eventos de MMA todas às sextas–feiras? Ou da igreja da Trindade, em Rochester, NY? Além de muitas outras.

 

A Xtreme Ministries, é uma pequena igreja perto de Nashville que funciona como um uma academia de luta. Ela foi fundada pelo Pastor John Renken, que já lutou no IVC, consagrado evento de Sérgio Batarelli.

 

Já se passou quase uma década que algumas Igrejas Evangélicas do Brasil começaram a promover eventos de MMA em suas dependências.

Alguns líderes fundamentalistas do meio cristão, no entanto, se mostraram contra esta atividade por parte de seus seguidores, pois a mesma permite socos e outros golpes que podem levar ao nocaute.

Entretanto, se tais líderes religiosos tivessem feito parte do meio marcial antes de suas conversões, talvez adotassem outro discurso. Até porque não podemos ignorar as explorações militares do Velho Testamento (Torah para os Judeus) na Bíblia.

A religião já teve seus grandes heróis, muitos dos quais lendários no uso da faca, da lança, do cajado e da espada. Instrumentos comuns nas artes marciais de outrora, mas voltadas para a defesa-pessoal e para a guerra.

Como qualquer das disciplinas educacionais (arqueologia, antropologia, história) são rápidas em apontar, a divisão geográfica entre as culturas indo-europeias e aquelas do oriente tem sua transição na área da Ásia Ocidental Menor (a moderna Turquia).

Uma vez que as influências são consideradas orientais em ambos os casos, tais heróis receberam a honraria no mais brutal aspecto da guerra (diriam alguns) o combate mano-a-mano.

Arrisco a dizer que naquela época, os combates raramente eram travados a mãos limpas.
Nenhum exemplo melhor precisa ser citado do que o antigo e dramático relato de um obscuro personagem chamado Shamgar (cerca de 1300 A.C.), que aparece sucintamente no Livro de Juízes e emprega um ferrão de boi para assassinar 600 guerreiros Filisteus endurecidos pela Guerra.

Cerca de 300 anos depois as tropas de ataque de elite de Davi, que logo viria a ser Rei de Israel (cerca de 1010-970 A.C.) dispunha de um exército de experts sem paralelos em armas.
O Livro de Samuel II registra que Adino, o Ezenita, matou 800 Homens com sua lança numa longa batalha.

Do mesmo modo Eleazar, o Amonita, mestre no uso da espada, combateu e matou tantos de uma única vez que sua mão, paralizada pela cãimbra, teve de ser arrancada de sua arma. (o que teria sido isso, se não um exemplo de Fé ?)

O guerreiro Benaiah, renomado chefe da guarda pessoal de Davi, envolveu-se num combate pessoal com armas desiguais contra um egípcio de tamanho e força superiores que culminou com o egípcio desarmado e morto com sua própria arma.

 

Lembrou-se de alguma técnica de Artes Marciais? 

Os exemplos acima, mesmo que em outro contexto cultural e histórico mostram Homens de Deus em combates armados.

Por que então, em nossos dias, onde o combate é travado com mãos limpas, sob regras restritas, com o acompanhamento necessário, o atleta profissional, que retira do esporte o seu pão, derrama suor pelos seus, não poderia louvar à Deus e até dedicar suas conquistas à Ele?

Desde que ele não tenha ódio em seu coração, tente ser justo (não quebrando as regras ou utilizando drogas para performance esportiva), não estaria ele mostrando ser temeroso à Deus ao louvá-lo? É preferível o estilo Bad Boy ou o mito do superatleta?

É uma ‘parada’ muito pessoal entre o Homem e Deus.

E se no decorrer das batalhas ele sentir Deus tocando o seu coração para outro tipo de atividade, ele sempre terá o direito de opção.

Num mundo com tantas falsas crenças, falsas religiões, falsas profecias, falsos mestres, e tanta idolatria, não podemos nos dar ao luxo de recusar aqueles que querem se alistar no Exército de Deus.

Não podemos é afastar o Homem de Deus. Deus, o único, infinito, e verdadeiro Deus.

20 de janeiro de 2016 | Oriosvaldo Costa

Pão, circo e sangue: o Pro Wrestling volta a crescer no Brasil

Como a estrada para os grandes eventos do MMA mundial estava congestionada, o atleta de 35 anos mostrou que o Pro Wrestling é um caminho seguro para os países do primeiro mundo onde o lutador pode viver dignamente do desempenho de sua profissão.

Um ponto que é muito difícil entendermos é como Pro Wrestlers pode ser mais famosos que lutadores de MMA no Japão, país tido como a capital mundial da promoção de eventos de artes marciais. Talvez isso se dê pelo fato de a influência da TV vir de mais tempo e a história da modalidade ser mais antiga na Terra do sol Nascente.

 

Situação inversa vive o Brasil, país onde o Pro Wrestling é sufocado pela modalidade concorrente desde a época que esta ainda se chamava Vale Tudo.

 

Houve um período no século passado, em que promotores de eventos, ávidos pelo sucesso, incluíam no mesmo card de seus shows lutas de Vale Tudo, Pro Wrestling e Boxe.

 

Posteriormente o Vale Tudo foi proibido e se restringiu às regiões Norte e Nordeste, mas essa movimentação continuou nas demais regiões do Brasil, sendo realizadas em circos, com os lutadores de Vale Tudo desafiando os atletas de lutas das cidades por onde passavam e contando com a colaboração dos promotores de Pro Wrestling para a realização dos confrontos.

 

Adicionalmente, o Vale Tudo retornou às regiões das quais havia sido banido, com nova nomenclatura (Free Style), regras diferenciadas e muito mais organização.


Nos dias atuais, com o ‘Boom’ de organizações de MMA temos a garantia da realização de lutas no Octógono todos os finais de semana de Norte a Sul do Brasil, mas o Pro Wrestling está voltando a cativar o público.

 

Para os fãs de MMA é difícil entender porque algumas pessoas dão preferência a estes espetáculos em detrimento das – pelo menos para eles – muito mais emocionantes lutas reais.

 

Segundo José Thiago Brito, lutador conhecido como Tytan nos ringues da FILL (franquia que vem conquistando a preferência dos novos fãs da modalidade), algumas companhias atuam um pouco mais próximo do que é feito no restante do mundo em matéria de show, mas a grande maioria ainda sofre com a massiva impressão de tudo ser uma grande brincadeira.

 

São cerca de oito companhias promovendo shows em sua maioria nos estados de SP, RJ e RS.
Tytan chegou a participar de um dos eventos da South Wrestling Union (SWU), companhia que vem logo em seguida no gosto popular do público, composto em sua maioria por adolescentes.


O estilo nacional, com Rounds e uma abordagem mais circense (nada de errado nisso), é o ‘Telecatch’. Mas também existe o Pro Wrestling em si, sem Rounds, sem juiz tendencioso e foco no espetáculo marcial.

 

Lutas sem regras, ‘Hardcore’ ou ‘Deatmatch’, ou qualquer coisa mais bruta, existem dentro dos dois estilos.

 

O ‘Deatmatch’ se utiliza de lâmpadas, arame farpado etc. Embora isso divida opiniões (entre o público presente e alguns dos próprios lutadores), já que o show marcial fica em segundo plano em detrimento do espetáculo visual dos utensílios usados como armas.

 

Apenas a SWU e a EWF aderiram à  esse tipo de espetáculo aqui no Brasil, ao menos por enquanto.

Para 2016 a FILL pretende fazer shows pagos, pois os atletas lutaram pelo amor ao esporte sem receberem nenhuma espécie de bolsa em todos os eventos promovidos até agora, mas a intenção é profissionalizar integralmente o que eles fazem.

 

Um dos Pro Wrestlers brasileiros mais famosos na atualidade, Luís Alexandre Cadeu, conhecido como ‘Gigante Xandão’, de Bragança Paulista-SP, atuou por companhias tais como a BWF e Gigantes do Ringue, alternando suas apresentações com lutas reais de MMA válidas por franquias do porte do Max Fighting, Max Sport e Circuito Talents de MMA.

 

A dupla jornada levou o atleta ao México, onde a Lucha Libre é o segundo esporte mais popular do país, (só perdendo para o futebol) e no qual ‘Xandão’ novamente se alterna entre os shows das duas modalidades a exemplo do que vinha fazendo no Brasil.

 

Como a estrada para os grandes eventos do MMA mundial estava congestionada, o atleta de 35 anos mostrou que o Pro Wrestling é um caminho seguro para os países do primeiro mundo onde o lutador pode viver dignamente do desempenho de sua profissão.