13 de outubro de 2016

PEC que limita gastos com saúde e educação é aprovada

(Foto: Lucio Bernardo Jr. / Câmara dos Deputados).

Por 366 a 111, foi aprovada na noite dessa segunda-feira (10), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241, que congela os gastos públicos pelos próximos 20 anos e altera o financiamento da educação e da saúde no Brasil. Houve duas abstenções. A matéria precisava de 308 votos de parlamentares para ser aprovada em primeiro turno.

 

Os ministros Bruno Araújo (Cidades), Fernando Coelho (Minas e Energia) e Marx Beltrão (Turismo) foram exonerados para reocupar suas vagas na Câmara dos Deputados e votar a favor da PEC 241.

 

A proposta que determina para Ministério Público da União, Defensoria Pública da União e os poderes legislativo, executivo e judiciário o mesmo limite de gastos é considerada pelo governo o Novo Regime Fiscal.

 

Após ser sancionado, o texto prediz que nos próximos 20 anos, o aumento dos gastos governamentais será baseado no valor gasto no ano anterior corrigido pela inflação acumulada nesses doze meses, como o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo mede a inflação e considera a perda do poder de compra do dinheiro em um determinado período, os gastos permitidos para 2017 é o de 2016 mais a perda de compra causa pela inflação.

 

As despesas são congeladas porque, na prática, o poder de compra será sempre o mesmo. O congelamento dos gastos paralisa os valores aplicados em políticas sociais, além dos repassados às áreas de saúde e educação.

 

Se não for cumprida, a PEC aplica até oito sanções ao governo, entre elas, a proibição de aumento real para o salário mínimo, a proibição à concessão de aumento, além do reajuste de remuneração "de membros de Poder ou de órgão, de servidores e empregados públicos e militares". Atualmente, é permitido o crescimento dos gastos com esses segmentos todo ano.

 

Fonte: irecereporter.com.br