19 de março de 2017

Xique-xiquense é o novo consultor técnico da Microsoft

“Tenho orgulho de fazer parte desta multinacional, da carreira que início com êxito, e dos bons desafios que estou enfrentando”

Igor Souza Baliza, 24, faz parte hoje, do quadro de funcionários como consultor técnico de uma das maiores empresas multinacionais do mundo, a Microsoft.

 

Igor Baliza, filho do casal Vanderley e Cida Baliza, é um rapaz de sorte. Não é atoa que, aos 24 anos, além de ingressar na Microsoft, diz ter encontrado seu grande amor, Pâmela Correia, formada em Gestão em Marketing. O novo funcionário da multinacional é natural de Ruy Barbosa (BA), e cresceu, ao lado dos pais, em Xique-Xique (BA), município situado às margens do rio São Francisco.

 

O novo consultor técnico da Microsoft tem participado de treinamentos de aperfeiçoamento em vários estados dos EUA, como Texas e Washington. “A empresa nos dá alto nível de preparo para as funções que desempenharemos e apresenta para todos os colaboradores a cultura e visão da empresa; para uma empresa deste porte é imprescindível que os funcionários compartilhem da mesma visão, de um objetivo em comum, pois os mesmos levarão consigo o seu nome. Por isso, muito mais do que ter apenas um emprego, a Microsoft nos faz ser parte de algo importante, ter a vontade de levantar e sair de casa todos os dias, e se dedicar”. Veja entrevista.

 

Pagina Revista | Igor Souza Baliza, além de você, e os teus pais, quem mais faz parte da família?

Igor Baliza | Tenho duas irmãs, Ingrid Rayssa, mais velha, se formou em Biotecnologia na Universidade Federal da Bahia, em Salvador, e cursa mestrado em Biotecnologia em Saúde, e Medicina Investigativa, na Fundação Oswaldo Cruz; e Iana Rila, mais nova, que cursa Engenharia em Biotecnologia, na Universidade Federal do Oeste da Bahia, em Luís Eduardo Magalhães.

 

Pagina Revista | Antes de falarmos do teu ingresso na Microsoft, diga-nos como foi sua infância. Algum fato entre a infância e a adolescência evidencia hoje, suas conquistas?

Igor Baliza | Antes de completar um ano de idade, me mudei juntamente com a minha família para Xique-Xique, onde fiz toda a minha iniciação acadêmica. Desde pequeno sou muito curioso, gostava de consertar os aparelhos quebrados em casa só para aprender como funciona por dentro, lia bastante sobre tudo. Sempre tive uma vontade imensa de aprender, de ter conhecimento.

 

Pagina Revista | Como foi seu encontro com a tecnologia?

Igor Baliza | Meu contato com informática se iniciou com a compra do computador para o comércio dos meus pais. Continuei a aprender após este período com o computador pessoal.


Conclui, então, o ensino médio no Colégio Modelo Luís Eduardo Magalhães, em 2010 - também meu último ano como morador da cidade. Até parte dele [ensino médio] eu ainda tinha dúvidas quanto à qual carreira seguir. Pensei em várias possibilidades. No primeiro ano tive aprovação em nutrição na Universidade Federal do Vale do São Francisco e, no segundo ano, em Engenharia de Petróleo e Gás pela Universidade Federal da Amazônia. Mas sempre tive facilidade com tecnologia e busquei me aprofundar mais.

 

Pagina Revista | De que forma você buscou se aprofundar na tecnologia? Recebeu apoio da família?

Igor Baliza | Durante essa fase, tive contato com bancos de dados, estudei sozinho uma introdução de inteligência artificial em um curso online, oferecido pela universidade de Harvard, e assim tive uma pequena noção sobre programação de jogos virtuais. Decidi por seguir a carreira de informática, e pesquisei sobre os cursos de Sistemas de Informação, Ciência da Computação e Engenharia da Computação. Concluí que Ciência da Computação era o curso superior mais adequado ao que eu gostaria de aprender. O curso é muito difícil, muita gente desiste logo no início. Mas sempre tive o apoio da minha família para investir na minha educação. Meus pais foram exemplares e ‘deram duro’ para me proporcionar um crescimento físico, mental e espiritual. E eu sabia que precisaria me esforçar muito no início da minha vida para colher os frutos depois. Se já não bastasse todo o suporte vindo de casa, encontrei a minha companheira de vida que me motiva mais ainda e com quem eu aprendo bastante.

 

Pagina Revista | E quanto ao seu ingresso no curso de Ciência da Computação, concluído recentemente?

Igor Baliza | Depois que decidi que curso fazer, me inscrevi em três vestibulares para concorrer a uma vaga em universidade. Passei na Fundação Universidade Federal do Tocantins (UFT) para o primeiro semestre; e na Universidade Federal da Bahia (UFBA), para ingressar somente no segundo [semestre]. Passei apenas na primeira fase do Instituto de Matemática e Estatística (IME) da Universidade de São Paulo (USP), que era a minha opção principal, mas como optei por começar o curso na UFT, em 2011, não acompanhei as chamadas seguintes na USP.

 

Fiz dois anos na UFT, [foi] quando surgiu a oportunidade de transferência externa para o Instituto de Ciências Matemáticas e de Estatística (ICMC), na USP de São Carlos. Foi onde cursei Ciência da Computação desde 2013, e conclui no final de 2016. Durante o período eu participei de muitas atividades extracurriculares de pesquisa científica.

 

Pagina Revista | Você sempre aproveitou, ao máximo, as oportunidades. Como se deu seu ingresso na Microsoft?

Igor Baliza | Entre os possíveis planos de carreira, estava o de me especializar a ponto de ser bom o suficiente para entrar na Microsoft, que sempre foi uma empresa que eu admirei muito, além de sempre ser usuário dos produtos que ela lançava para o consumidor final ou para desenvolvedores de software.

 

Então, em 2015 surgiu a oportunidade para me aplicar para o processo seletivo como estagiário, no começo do ano de 2016, na Microsoft. Eu me inscrevi para estagiar como desenvolvedor. Foram várias etapas, algumas à distância, e outras tive que viajar pra São Paulo e fazer presencialmente. Tive provas de lógica matemática, programação, inglês, vídeo-entrevistas, além de dinâmicas onde testavam as habilidades interpessoais.

 

Após ser aprovado em todas as etapas e receber a proposta de estágio, fiquei muito feliz, pois, como havia dito, imaginava conseguir trabalhar nesta empresa apenas em longo prazo. Mas a Microsoft tem interesse por pessoas que têm vontade de aprender, e de fazer a diferença. E eu me enquadro nestes requisitos. Foi então que eu aprendi que a Microsoft não só vende programas de computadores. A Microsoft tem como missão, empoderar pessoas e organizações no planeta a conquistar mais por meio da tecnologia.

 

Ao final do estágio eu participei de outro processo para ser contratado na empresa como recém-formado. Consegui a vaga de consultor técnico, e iniciei agora, em 2017. Ao início dessa nova etapa, tive a oportunidade de participar de treinamentos oferecidos para novos contratados. Estes treinamentos acontecem nas sedes do Texas e de Washington, nos Estados Unidos. A empresa nos dá alto nível de preparo para as funções que desempenharemos e apresenta para todos os colaboradores a cultura e visão da empresa.

Além disso, esses treinamentos nos permitem aprender idiomas diferentes. Também proporciona o contato com pessoas de culturas diferentes da nossa, mas que juntos, levantamos a mesma bandeira.

 

Para uma empresa deste porte é imprescindível que os funcionários compartilhem da mesma visão, de um objetivo em comum, pois os mesmos levarão consigo o seu nome. Por isso, muito mais do que ter apenas um emprego, a Microsoft nos faz ser parte de algo importante, ter a vontade de levantar e sair de casa todos os dias, e se dedicar.

 

Pagina Revista | Pra finalizar, o que significa fazer parte do quadro de funcionários de uma empresa multinacional, de peso, que é a Microsoft, aos 24 anos de idade?

Igor Baliza | Tenho orgulho de fazer parte desta multinacional, da carreira que início com êxito, e dos bons desafios que estou enfrentando. Para seguir uma carreira como esta, é importante gostar de estudar. A tecnologia muda muito rápido, e é importante se manter sempre atualizado. Por isso, devo sempre ter esforço, dedicação e grande ambição de futuro. Até porque, estou apenas iniciando a minha carreira, e almejo muito mais na vida.